résumés en espagnol traduits du français, par Paola Reyes (jusqu'en 2003) puis par Claire Alcaraz

n°37/2017 = Sin hijos

Anne Gotman
A escolha de não ter filhos, liberação derradeira?
Na maioria dos países avançados, o número de homens e mulheres
sem filhos aumenta, em todo caso se analisamos em curto prazo.
Nos interessaremos pelas pessoas que declaram não ter filhos voluntariamente.
Vamos interrogar o perfil sociológico, as motivações,
e as explicações a esse fenômeno. Mostraremos igualmente que ele
acompanha uma reivindicação de legitimação fundada na liberdade
de escolha e na igualdade de tratamento entre pessoas que tem
filhos e que não tem.

 

Nassira Hedjerassi
Audre Lorde, el outsider. Uma poetisa e intectual feminista africana e americana
Este artigo trata sobre Aude Lorde, uma poetisa e figura emblemática
da história das lutas e das ideias feministas e lésbicas africanas e
americanas no século xx. Busco compreender a partir da sua infância
e juventude como ela se construiu como intelectual no contexto
estadunidense marcado por um sistema segracionista que limita o
acesso das populações pretas de modo geral – e das mulheres pretas
em particular – a uma certa quantidade de direitos, como a educação,
o trabalho (em particular aos empregos qualificados e às profissões
intelectuais elevadas). Apoiada num material autobibliográfico,
fiz questão de pesquisar seu percurso de formação, situando-o
no seu contexto socio-historico, segundo um quadro de leitura que
articula o conjunto interconectado das relações sociais à obra (classe,
raça, sexo).

 

Michaela Kreyenfeld e Dirk Konietzka
Filho ou emprego ? Dilema das alemãs do Leste e do Oeste
Na Alemanha Oriental, antes da reunificação, menos de 10 % das mulheres não tinham filhos, enquanto que na Alemanha Ocidental esse número aumentou regularmente até chegar em 20 %. Este artigo se interessa a essa divergência, e se apoia em dados de um micro-recenseamento. Ele estuda as políticas sociais que influenciaram o emprego das mulheres e os modelos familiares antes da reunificação. Ele aborda também outras tendências e reformas mais recentes, especialmente o aperfeiçoamento da recepção de crianças pequenas e a reforma do beneficio de licença maternidade em 2017. Se os modelos familiares e os regimes de emprego tenderam a alinhar-se nas Alemanhas reunificadas, diferenças comportamentos subsistem. Ainda hoje, é mais frequente mulheres não terem filhos no oeste do que no leste do país. As mulheres do leste da Alemanha trabalham em regra geral tempo completo, enquanto que a taxa de mães do oeste que trabalham a tempo completo só aumenta progressivamente.

 

Véronique Marchand
Fazer feiras : comerciantes em La Paz e em Roubaix
A confrontação de duas enquetes etnográficas sobre as feiras em
La Paz e em Roubaix ilustram como a questão das relações sociais de sexo se inserem num conjunto complexo de identificações étnicas, profissionais e de gênero que levam em conta a idade e o nível de instrução. Em La Paz, as feiras são ocupadas quase exclusivamente por mulheres oriundas de imigração, frequentemente analfabetas e responsáveis pelo orçamento familiar; a masculinização do comércio de rua a partir dos anos 80 aconteceu a contragosto das mulheres que desejavam preservar seu quase monopólio. Em Roubaix, os feirantes são majoritariamente homens, originários do norte da África, excluídos do mercado de trabalho assalariado. As feirantes são minoria, mulheres sem diplomas e frequentemente as únicas responsáveis pelo orçamento familiar. Nos dois casos, a feira se revela como uma forma de trabalho não assalariado que permite a emancipação das mulheres perante os homens.

 

Helen Peterson
« Eu nunca serei do lar » . A rejeição da maternidade na Suécia
Temos o costume de explicar a decisão de algumas mulheres de não ter filhos pelas desigualdades existentes na divisão dos trabalhos domésticos e parentais e por aspectos ligados à carreira profissional das mulheres. Este artigo busca compreender se a percepção das desigualdades de gênero no mercado de trabalho e na esfera privada fazem parte das razões subjacentes de algumas mulheres que rejeitam a maternidade na Suécia,uma das sociedades do mundo onde a igualdade entre homens e mulheres é mais avançada. Ele se fundamenta em uma serie de entrevistas com mulheres suecas que decidiram não ter filhos para analisar a maneira que elas relacionam essa decisão à desigualdade de gênero na sociedade em que vivem, no espaço profissional e familiar, onde a falta de igualdade influenciou a rejeição à maternidade. Para as mulheres entrevistas, a maternidade ameaça a igualdade de estatus no mercado de trabalho assim como suas relações com os homens.

n°36/2016 = La proeza y el riesgo


Antoine Duarte et Isabelle Gernet

Heroísmo y defensas contra el sufrimiento entre los/las encargados/as de las pistas de esquí  socorristas 

Apoyándose en una investigación clínica en psicoanálisis del trabajo iniciada a continuación de un accidente mortal de un  encargado de las pistas socorrista en una estación de esquí, este articulo plantea la cuestión de los vínculos entre las defensas colectivas estructuradas por la virilidad y la lucha de una mujer para defender su identidad. Según los autores, dichos vínculos solo se pueden entender mediante una puesta en evidencia de los procesos psíquicos movilizados en la confrontación del sujeto con las coacciones del trabajo. Para esto, discuten del caso de Alexandra, única mujer que ejerce este oficio con riesgos en un colectivo de hombres.

 

Angèle Grövel et Jasmina Stevanovic

Cuidado mujeres a bordo!  Riesgos y peligros de la feminización de la profesión de oficial de la marina mercante

La profesión de oficial de la marina mercante se considera y se vive como una profesión con riesgos. La navegación en naves comerciales presenta dos grandes tipos de peligros : los primeros generados por el mar, elemento imprevisible por excelencia ; los segundos proceden de la inmersión prolongada de una tripulación en un espacio cerrado y restringido. La composición exclusivamente masculina de las tripulaciones constituía hasta hace poco otra característica de la profesión. La reciente feminización se considera a veces como una herramienta del mantenimiento del orden de género, y a veces como una amenaza que hace falta superar.  A partir de dos encuestas realizadas con oficiales, este articulo pretende interrogar los usos y los efectos de la demonización en las relaciones y las conductas arriesgadas a borde de las naves.

 

Florence Legendre

Convertirse en artista de circo : el aprendizaje del riesgo

El riesgo ocupa un lugar central en las actividades de circo, especialmente aquellas que comprometen la integridad física de los artistas. Las actividades llamadas « con riesgos » se apoyan en valores y normas eminentemente masculinas, pero el circo es a la vez un espacio relativamente mixto y netamente dividido  por género, por lo tanto resulta pertinente interrogarse sobre las experiencias de aprendizaje de las relaciones con el riesgo, como principios organizadores de la socializacion profesional de los y las accedentes. Como se convierte uno/una en artista de circo respecto a estos riesgos profesionales ? Los/las estudiantes  emprenden a lo largo de su curso de formación un trabajo biográfico de ajuste en torno a tres objetos de socializacion que surgen de sus narraciones : (re)definir los riesgos profesionales, aprender a gestionar los riesgos corporales y construir una postura de artista de circo.

 

Alain Chenu et Olivier Martin

El techo de cristal entre los enseňantes investigadores en sociología y demografía

La feminización de la enseñanza universitaria francesa es creciente : la disciplina « sociología demografía » ilustra bien esta evolución puesto que en el 2012 44 % de  los docentes investigadores en sociología demografía son mujeres, mientras que esta proporción era de un l24 % en 1984. Sin embargo esta feminización creciente oculta la persistencia de un techo de cristal. Este articulo demuestra su existencia e intenta explicarlo. Para esto, se analiza etapa por etapa la carrera de los docentes investigadores (cualificación, acceso al cuerpo de los catedráticos, eventual cualificación como profesor…,) con datos personales  relativos al periodo 1984-2013. Si el acceso al cuerpo de los catedráticos ya no parece ser desfavorable para las mujeres, no es lo mismo para acceder al cuerpo de los profesores : el techo de cristal se encuentra en el camino que lleva a los catedráticos al estatus de profesor .

 

Juliette Rennes

Cocheras parisinas, el riesgo hecho espectáculo

En París, el 21 de febrero de 1907, decenas de fotógrafos y periodistas se empujan para ser los primeros clientes de las dos primeras mujeres cocheras de París.  Desde el ano1906, las cocheras, entonces aprendizas, ya suscitaban varios reportajes y se convertían en personajes de ficción en espectáculos de revistas , dibujos satíricos, las primeras películas de  Pathé y Gaumont. Este articulo confronta esta proliferación de archivos visuales y mediáticos  sobre « la mujer cochera » con archivos del estado civil, del censo, de la estadística municipal y de la prefectura de policía para indagar sobre el proceso con el que estas mujeres, a menudo  venidas de las clases trabajadoras rurales , accedieron a un gremio percibido como masculino por su composición estadística y su identidad social .  El riesgo y la proeza puestos en escena en este espectáculo  de las mujeres cocheras , esencialmente destinado a divertir a los burgueses, se confrontan entonces son lo que arriesgaban efectivamente estas trabajadoras muy visibles y expuestas en el espacio parisino como mujeres minoritarias en un oficio masculino. .

 

Denis Ruellan

Reporteras de guerra

Este estudio interroga la efectividad de la feminización del reportaje periodístico  en los terrenos de conflictos, la resistencia del mito de la masculinidad de dicha actividad, la persistencia de papeles diferenciados y de asignaciones por sexo, y el saldo de los compromisos y de los beneficios relativos a la carrera profesional y personal. Si resulta que muy a menudo ahora las reporteras de guerra son mujeres, la dinámica del género, proceso de diferenciación y jerarquización de las identidades sigue vigente, penalizando a las mujeres. Este estudio, apoyado en un conocimiento histórico del periodismo y del reportaje, es el resultado de una encuesta con entrevistas con unos/as veinte reportero/a/s en Francia.

 

n°35/2016 Mujeres dirigentes

Anne-Françoise Bender, Rey Dang y Marie José Scotto

Los perfiles de las mujeres miembros de los consejos de administración en Francia

En este artículo estudiamos las variables indicadoras del capital humano y del capital social de las mujeres y de los hombres miembros de los consejos de administración de las empresas  del SBF[i] 120 en 2013, o sea dos años después de la promulgación de la ley sobre los cupos.  Apoyándonos en investigaciones anteriores realizadas en Francia y en EE.UU, comparamos los perfiles demográficos, educativos y de experiencia profesional  entre los 1250 mujeres y hombres miembros de los consejos del SBF 120 en 2013. Nuestros resultados demuestran  que las mujeres tienen itinerarios de formación y de vida profesional que se avecinan a los de los hombres, comparado con un estudio similar que realizamos con los datos de 2010. Sin embargo sigue habiendo diferencias entre hombres y mujeres respecto a la naturaleza de la experiencia profesional y a los tipos de mandatos. Las explicaciones y las posibles consecuencias de dichos resultados se debaten en este artículo.

 

Sophie Boussard

Las que sobreviven: improbables disposiciones de las dirigentes en el ámbito de la financia

Ser una mujer dirigente en el oficio financiero de las fusiones adquisiciones es el resultado de una doble hazaña: haber entrado y haberse mantenido en un oficio explícitamente etiquetado como masculino y haber alcanzado las posiciones más altas. Este artículo interroga esta hazaña a partir de una encuesta amplia   que combina una base de datos de los agentes que intervinieron en fusiones adquisiciones en 2010, entrevistas biográficas y observaciones de trabajo. Demuestra que el ethos profesional del grupo, explícitamente masculino, actúa como una clausura,  restringiendo el acceso de las mujeres a las posiciones dirigentes. Este corresponde entonces a la combinación bastante improbable de disposiciones que les permite una adaptación a este ethos profesional masculino

 

Alban Jacquemart, Fanny Le Mancq y Sophie Pochic

Mujeres altas funcionarias en Francia, el advenimiento de una igualdad elitista

Llevadas por la difusión de una « gramática paritaria »,  recientemente se han desarrollado políticas de igualdad profesional en la función pública. Partiendo de una encuesta de los servicios del ministerio de hacienda, este articulo pone de manifiesto las oportunidades selectivas de promoción ofertas por el giro elitista de dichas políticas : una pequeña minoría de mujeres socialmente homogéneas , a menudo salidas de la Escuela nacional de Administración, consiguen superar el techo de cristal  si son capaces de demostrar su dedicación a la administración, a la gestión publica y aceptan puestos de trabajo cronofagos ; al mismo tiempo, las reformas del Estado y la competición reforzada para conseguir los puestos en cuestión fragilizan las posibilidades de ascenso profesional de las mujeres ejecutivas  en los servicios desconcentrados, que no han cursado la escuela nacional de administración  y que proceden de entornos  sociales menos favorecidos.

 

Morgane Kuehni

Las migajas del salariado: la contratación en el trabajo de los sin empleo                      

Basado en una encuesta empírica con parados y paradas asignados a un programa de empleo temporario en Suiza romana, el articulo cuestiona las razones evocadas para « asumir el puesto de trabajo » en una situación laboral al margen del salariado. El acceso a las trayectorias biográficas y a las vivencias permite mostrar que la dimensión apremiante de estas medidas de inserción laboral no es suficiente para explicar el compromiso en el trabajo de los sin empleo: las razones evocadas por los individuos siempre se declinan en plural, articulando dimensiones materiales y simbólicas. La movilización de una perspectiva de género pone de manifiesto las diferentes relaciones de dominación que padecen las mujeres desempleadas tanto en el área laboral como privada. Permite cuestionar lo que está en juego desde un punto de vista de género y que subyace en su compromiso  en este tipo de programas, especialmente, la amenaza de un despido hacia la inactividad.

 

Marion Rabier

El cielo de plomo de las organizaciones patronales

Este artículo analiza el lugar de las mujeres en el área de la representación patronal. Tras haber presentado los mecanismos de adhesión a las organizaciones patronales, el diagnóstico sobre el lugar de las mujeres muestra una fuerte sub representación de las jefas de empresa: se trate de mandatos internos o externos, se topan con un “cielo de plomo” y ocupan menos de 15% de los puestos con responsabilidades. Establecer la prueba « cifrada » de la sub representación de las mujeres en este espacio permite captar elementos del funcionamiento de éste, especialmente en las relaciones de fuerza para acceder a determinados mandatos, y, más ampliamente, en la división sexuada del trabajo de representación patronal. Dentro de las organizaciones patronales, las tendencias relevantes para las demás organizaciones políticas están muy marcadas, las mujeres se limitan a los mandatos sociales y a los mandatos menos prestigiosos. Desigualdades importantes de las que las organizaciones patronales no se preocupan demasiado.

 

Hyacinthe Ravet

Directoras de orquestra, el tiempo de las pioneras no está acabado!

Si, de manera general, la música sigue siendo el área menos feminizada de los oficios de la creación y de la interpretación artística, la dirección de un conjunto sinfónico representa un caso paroxístico. Las mujeres directoras de orquestra siguen siendo escasísimas. Sobre todo tienen muchas dificultades para colocarse en este ámbito  y a ser reconocidas como verdaderas « directoras ». Estudiar este ámbito de poder muy jerarquizado  y muy « masculino » que sigue resistiendo a la llegada de mujeres músicas permite sondear lo que está en juego simbólicamente en torno al poder creador. Esto permite cuestionar como el género atraviesa los ámbitos de poder, como en todas las áreas de trabajo y aprendizaje, y, paradójicamente? los ámbitos de la creación. Esto permite también observar cómo evolucionan progresivamente este tipo de prácticas muy sexuadas.

[i] Índice de la Sociedad de las bolsas francesas.

n°34/2015 Cuerpos bajo influencia

Gilles Combaz y Christine Burgevin
Ser director/a de escuela en Francia

En Francia, desde el principio de los años 2000, se tomaron una serie de medidas legislativas para promover el acceso de las mujeres a puestos de responsabilidad en el ámbito profesional. Los datos disponibles muestran que, por ahora, este objetivo no está, ni muchísimo menos alcanzado, especialmente en el ámbito de la función pública, en cambio, las tendencias no son idénticas para el acceso a puestos de menor prestigio. A este respecto, es importante comprobar si la dirección de una escuela de enseñanza básica representa una verdadera oportunidad para las mujeres. Para ello, se elaboró un triple dispositivo metodológico : una encuesta exhaustiva en 22 departamentos franceses permitió destacar la repartición por sexo de las diferentes funciones que se pueden ejercer en la escuela de enseñanza básica ; se realizó una encuesta nacional con cuestionario y 28 entrevistas para analizar finamente algunos determinantes sociales para el acceso a la función de director.

Delphine Gardey y Iulia Hasdeu
Este oscuro objeto del deseo

Este artículo se interesa en la conceptualización de la sexualidad femenina en el mundo occidental desde mediados del siglo XIX hasta ahora. Recoge la manera en que los conocimientos y las prácticas médicas enfocan el deseo femenino, la sexualidad femenina, sus fallos o disfuncionamientos. De objetos de deseo, un día, las mujeres se convierten en sujetos. Entonces resulta posible reivindicar el deseo y el placer femeninos como un hecho, un bien y un derecho. Las nociones de « disfuncionamiento » o de « fallo » aparecen una vez admitida la normalidad del placer femenino, o sea después de los años 1970. Al operar desde el pasado hasta el presente, se trata de volver a las formas de medicalización de la sexualidad y de cuestionar algunas circularidades discursivas y prácticas. También se trata de subrayar la parte atribuida a la biología y a la cultura, a la fisiología o al psiquismo en la definición de la sexualidad femenina en el espacio occidental. También se trata de situar y de caracterizar el modelo biológico contemporáneo de la sexualidad así como la manera en que contribuye a definir la esfera íntima y social.

Laura Piccand
Medir la pubertad. La medicalización de la adolescencia Suiza 1950-1970

Entre 1954 y fines de los 1970, se llevo a cabo en Zurich un estudio longitudinal sobre el crecimiento y el desarrollo del niño « normal ». Medido/as, fotografiado/as, radiografiado/as, unos 300 niños y niñas de la ciudad de Zurich participaron durante más de veinte años a uno de los primeros estudios de este tipo en Europa. Este artículo muestra como dicho estudio forma parte de la creación de normas de género contemporáneas en torno a la pubertad. Primero contempla el contexto peculiar de surgimiento de estudios que participan a la descripción y sobre todo a la puesta en cifras y estadísticas del cuerpo humano y de su desarrollo. Y, luego a través del ejemplo de dos artefactos que permiten la evaluación de la pubertad, los estados de Tanner y el orquidómetro de Prader, discute la manera en que este tipo de estudios contribuyen en la producción de la pubertad como objeto científico y médico y en el establecimiento de las normas de de desarrollo que participan en la vigilancia de los cuerpos reproductivos.

Chikako Takeshita
Biopolítica del del DIU. Estrategias en el sur

Apoyándose en ejemplos de uso del DIU en China, Vietnam, Indonesia, Bangladesh, Tadjikistan, Uzbekistan y Nigeria, este articulo se interesa en las muchas maneras en que las mujeres de los países del sur han conseguido conquistar una capacidad para actuar en el ámbito reproductivo adoptando o rechazando este dispositivo anticonceptivo. Los objetivos y los comportamientos reproductivos de dichas mujeres están influenciados por una serie de presiones contrarias llegadas de la familia, la acción económica, los roles sociales de sexo, y también los valores patriarcales dominantes y las políticas gubernamentales neomaltusianas. Dado que se trata de un dispositivo anticonceptivo duradero, controlado por el proveedor, fácilmente retirable y discreto, el DIU ha sido defendido tanto por actores feministas como antifeministas. Este artículo recalca unos casos individuales en los que este dispositivo anticonceptivo ha desempeñado un papel clave para permitir que las mujeres controlen mejor su vida reproductiva que hasta entonces su capacidad de actuar estaba estrictamente limitada.

Michela Villani
El sexo de las mujeres migrantes. Mutiladas en el sur arregladas en el norte
Originalmente definida como un problema de sanidad pública, la escisión del clítoris a partir de los anos 2000 se convierte en un objeto de política de reparación de la sexualidad. La genealogía de este nuevo crimen (las mutilaciones sexuales) y el nacimiento de una nueva discapacidad (una sexualidad sin clítoris) se exploran con una perspectiva post colonial que hace dialogar los entornos cognitivos de « aquí » y de « allá ». El paso de una normalidad social enmarcada dentro de un ritual (la escisión) adquiere la forma de una anormalidad corporal (mutilación) o incluso de una anormalidad sexual (discapacidad). Este artículo recoge experiencias personales y sexuales de mujeres migrantes o hijas de migrantes de origen africano subsahariano que viven en Francia y que han hecho la demanda de una reconstrucción clitoridiana en un hospital francés. Las trayectorias de estos dos grupos se estudian en un contexto de glóbalizacion que tiene en cuenta las dinámicas migratorias. : la medicina se impone dentro de una circulación de los saberes y toma la forma de una justicia capaz de realizar la igualdad en los modelos de género a través de una reparación corporal y sexual.

Marilène Vuille
El invento del parto sin dolor en Francia, 1950-1980
El método psicoprofilático del parto sin dolor desarrollado en la Unión Soviética fue introducido en Francia a principios de los años 1950 por médicos simpatizantes del Partido Comunista Francés. Además de su objetivo médico: suprimir el dolor sin recurrir a fármacos, enseñando a las mujeres a parir, se añadía el objetivo político de participar a la llegada de una sociedad socialista. A pesar de sus altas ambiciones, este método no se apoyaba en tecnologías de punta sino en técnicas modestas y dispositivos usuales. Dichas técnicas no permitieron alcanzar su objetivo médico (erradicar el dolor) y tampoco su objetivo político (cambiar la sociedad). En cambio, tuvieron efectos importantes y duraderos, reforzando la autoridad profesional sobre las mujeres embarazadas, aculturándo a las prácticas médicas. El estudio del parto sin dolor permite entonces replantear la historia del alumbramiento y de la instrumentalización del cuerpo de las mujeres, y, por otra parte, desarrollaron técnicas poco instrumentadas, más « naturales » pudiendo presentar una alternativa a la medicalizacion y respetar la autonomía de las mujeres.

 

N°33/2015 El género, la ciudad

Stéphane Le Lay
Ser basurero/a en Paris
El oficio de basurero en París, aunque esté clasificado en la cate­goría de obreros sin cualificación, no puede comprenderse sin analizar dimensiones mal contempladas en las cualificaciones pro­fe­sionales, que nos informan sobre el « drama social del trabajo » de actividades integradas en el marco del servicio (al) público. Sin embargo, estas dimensiones relacionales y afectivas llaman de manera reforzada la atención del municipio de cara a dos grandes dinámicas políticas. La primera se vincula con la contratación de mujeres, apertura que ha acarreado cambios en el trabajo. La segunda viene de un reforzamiento de las exigencias relativas a la limpieza: se espera de los agentes una mejor calidad del servicio y una atención más marcada respecto “a la imagen de la ciudad”. Así, el oficio de basurero/a cuestiona a su modo el proceso de disgregación de la clase obrera, formando una figura de « obrero/a de servicio » típico de las clases populares actuales.

Sophie Louargant
Pensar la metrópoli con el género
Las cuestiones urbanas y territoriales no dan suficiente espacio al debate sobre las perspectivas de género. Usualmente asociada a un debate societal, la cuestión del género no tendría por tanto su espacio en el concepto francés de las políticas territoriales y urbanas, a la vez reflexivo y operativo. La manera de « tomar el espacio », la manera de estar autorizado a tomar dicho « espacio » en las formas de urbanidad contemporáneas muestra que las cuestiones del género están enmarcadas en la historia de las luchas urbanas sociales, pero también en una actuación política contem­poránea llevada por las ideologías del bienestar urbano, de la ecología urbana. Este artículo recoge los efectos concomi­tantes de las utopías feministas y ecologistas en el área actual del concepto urbano. El análisis de los usos de los espacios naturales en la aglomeración de Grenoble explicita los efectos del enfoque andro­centrado y heteronormativo de los espacios naturales a la vez en los usos, las representaciones y la gestión de estos sitios.

Maud Navarre
Tomar la palabra en una plenaria
Este artículo analiza las tomas de palabra de las mujeres y de los hombres en las plenarias de tres instituciones locales. El objetivo es captar en qué medida las modalidades de intervención oral, que desempeñan un papel central en la adquisición de una legitimidad para ejercer su oficio de « persona electa », difieren según el sexo gracias a la observación de las interacciones. Hace un análisis cuantitativo de las tomas de palabra y de las entrevistas llevadas sobre este ejercicio oratorio. Los costes de la toma de palabra son más altos para las mujeres que para los hombres. Estas diferencias se ven acentuadas en las asambleas mixtas. Las mayores dificul­tades de las mujeres les llevan a movilizar comportamientos alter­na­tivos, variables según la experiencia política.

Yves Raibaud
Sostenible pero desigual : la ciudad
Este artículo cuestiona los proyectos urbanos que parecen consensuales en las ciudades europeas (penalización del tráfico automovilístico intra urbano, incentivos para las motos, las bicicletas y la marcha a pié, el tranvía y los demás transportes públicos, el auto compartido) desde el punto de vista de las desigualdades entre mujeres y hombres, a partir de una serie de investigaciones llevadas en la aglomeración urbana de Burdeos (Francia). El análisis de una encuesta sobre las movilidades de­muestra que las mujeres estarían desfavorecidas por estas medi­das, tanto por las tareas que les incumben mayoritariamente (acom­pa­ñar a los niños, a los ancianos, compras etc.), que por el hecho que tienen menores habilidades para las movilidades alternativas, o por el sentimiento de su vulnerabilidad en el espa­cio público (temor a ser agredidas en algunos barrios por la noche). Quién se beneficia de la ciudad sostenible? Cómo y donde se deciden sus nuevos usos ? Cómo se implementan los cambios de comporta­mientos necesarios para esta transición hacia una ciudad que sus promotores describen como suave, tranquila, hermosa, apa­cible ? Este artículo plantea la hipótesis de que las buenas prácticas de la ciudad sostenible se parecen mucho a nuevas pren­das de la dominación masculina.

Lidewij Tummers
Estereotipos de género en la práctica del urbanismo
Tradicionalmente, los proyectos de ordenación de territorios « inclusivos » tenían como blanco a « grupos vulnerables », como elementos del decorado y no como actores. En los años 1990, investigadoras feministas europeas y urbanistas desarrollaron nuevos métodos para paliar esta carencia. La evaluación de estos nuevos planteamientos de planificación, basada en en el « enfoque integrado de la igualdad », demuestra sin embargo una toma en cuenta limitada del género que hace falta explicar. Esta contribución examina, en las profesiones del desarrollo urbano, los estereotipos vinculados con el género y las hipótesis que pueden reforzar los papeles de sexo debidos al género. Discute de cuatro tipos de estrategias en las políticas integradas de igualdad entre los sexos. Estas ponen de manifiesto los efectos de los códigos de género en la práctica, por ejemplo en la densidad del uso mixto de las calles, pero también las cuestiones de los servicios, de la seguridad y de la accesibilidad. Por otra parte, el artículo subraya el potencial de los planteamientos sensibles del género, tanto como fuerza de innovación para la investigación relativa al urbanismo como para las relaciones entre dinámicas sociales y espaciales.

n° 32/2014
Mathieu Caulier
El precio del compromiso. Asalariadas y militantes en MéxicoA raíz de las conferencias de la ONU del Cairo y de Beijing (1994 y 1995), las normas de género se han ido afirmando como parte esencial del discurso democrático occidental al que el gobierno mejicano se ha adherido formalmente. Frente a los gastos de desarrollo de las nuevas políticas con perspectiva de género», el estado y las colectividades locales han hecho un amplio llamamiento a las organizaciones ferministas para desarrollar nuevas políticas públicas, impregnadas por normas internacionales. Sociólogos, psicólogos, pedagogos y médicos, trabajadores de las ONG contribuyen a desarrollar programas públicos, principalmente programas de salud, pero también programas educativos relativos a la educación sexual. Porque las trabajadoras son a menudo militantes viven su estatus precario como un compromiso ; compromiso que utilizan los poderes públicos para bajar los costes de los programas sociales.Yoann Demoli
Las mujeres toman el volanteMientras que la difusión del automóvil ha sido estudiada por la sociología a partir de los años 1970, los análisis permanecían ciegos a las diferenciaciones de género. Sin embargo, entonces, las mujeres están muy apartadas de dicha masificación. Pero, la apropiación del automóvil por las mujeres resulta ambivalente y nos permite plantearnos la cuestión de que se puede dar a una posible conver­gencia de las prácticas de movilidad entre hombres y mujeres. Si a menudo se ha pensado el automóvil como un vector de emanci­pación, a veces puede resultar una herramienta de prolongación de los papeles sexuados dentro de las familias. De la misma manera que los electrodomésticos pueden no ser emancipadores sino intensifica­dores de las tareas domésticas, el automóvil quizás se convierte en vehículo de la extensión del trabajo doméstico. Intentamos responder a esta alternativa, analizando, a partir de datos de las encuestas Transportes del Insee (Instituto nacional de estadísticas y estudios económicos) realizadas entre 1980 y 2008, la difusión del carné de conducir y las lógicas de los usos del automóvil de las mujeres.Isabel Georges
Reconfiguración de las políticas sociales en Brasil
Este artículo propone una reflexión socio-histórica sobre el papel de la asistencia en el estado actual de la democracia de Brasil, vinculada con el espacio de las mujeres dentro de estas “nuevas políticas sociales”. Analiza la puesta en práctica de dichas políticas a escala local, en São Paulo, metrópoli más dinámica del país. A partir de una puesta en perspectiva de la organización del sector de la asistencia en São Paulo, el análisis plantea la cuestión de las relaciones y dilemas que se plantean a los agentes de ejecución en el momento de desm­peñar su trabajo y del espacio de la movilidad social para comprender los avances y los límites de estas « nuevas » políticas sociales. Se tratará de demostrar cómo la adquisición de algunas ventajas relativas, para el acceso al empleo de unas, la promesa de un ascenso social relativo para otras convierte la generalización del trabajo precario en algo socialmente aceptable y justifica la instituciona­lización de la discriminación a través de las políticas públicas de “inclusión” y también de asistencia.Manuella Roupnel-Fuentes
Sufrimiento en el desempleo Durante mucho tiempo los estragos del desempleo de masa se ha aprehendido a través del sujeto masculino, siendo poco estudiadas y mal conocidas las vivencias de las mujeres relativas a la privación de empleo. En esta investigación llevada con hombres y mujeres despedidos de las fábricas cerradas de Moulinex en Baja Normandía, aparece la singularidad femenina de la experiencia del paro. En comparación con el sufrimiento de los hombres, el de las paradas aparece más marcado por la prevalencia de trastornos de salud, el aislamiento social y el encierro domiciliario e identitario. En cuanto a los hombres, permanecen en la mayoría de los casos alejados de estos sentimientos, en parte porque tienen más oportunidades de reinser­ción laboral, pero también gracias a una preservación mejor de sus antiguas relaciones de trabajo. La experiencia del paro no se puede reducir sólo a la privación de empleo, sino que se presenta claramente como una ruptura que afecta a una multitud de ámbitos de la vida, especialmente la salud, las relaciones y la identidad social.
Lucie Schoch
y Fabien Ohl Mujeres en el periodismo deportivo

en SuizaEste artículo presenta los resultados de una encuesta socio-etnográfica en la prensa diaria deportiva de Suiza romanda. Revela dos registros vocacionales en el ámbito de los periodistas deportivos, en un contexto de feminización de este grupo profesional: mientras que los hombres evocan una vocación para el periodismo basada en una pasión para el deporte, las mujeres reivindican más una afición hacia la escritura y el periodismo. Estas vocaciones contrastadas desem­peñan un papel fundamental en las relaciones de poder entre los sexos dentro de las redacciones deportivas : al construir la definición de la profesión en torno a la pasión por el deporte y al impedir la conversión de las mujeres periodistas con este modelo de social­zación profesional, asignan a las mujeres a posiciones subalternas y las excluyen de los puestos de decisión dentro de las redacciones.

Shi Lu
Figuras de migrantes en China
Este artículo se basa en una entrevista con una mujer migrante en Yiwu en la provincia de Zhejiang. Con el relato de vida de una migrante comerciante , intentaremos comprender mejor el fenómeno migratorio de una zona rural hacia otra, y del campo hacia pequeñas ciudades. El itinerario migratorio y profesional de esta mujer migrante nos ayudará también a comprender cómo los migrantes cumulan y articulan sus recursos económicos y sociales y usan sus redes y competencias para su inserción económica y social.n° 31/2014
Tania Angeloff y Céline Bessière,
con la participacion de
Arnaud Bonduelle, Jéromine Dabert y Gaston Laval
Enseñar el généro :

un deber de disidenciaEste artículo comenta la práctica de una enseñanza del género introducido en un Master 1 de una universidad parisina, Paris-Dauphine, especializada en economía, gestión y finanzas. Su originalidad es confrontar los puntos de vista de dos enseñantes que crearon este curso de introducción al género en sociología y de tres estudiantes de la última promoción que aceptaron prestarse con reflexividad, a este ejercicio retrospectivo que plantea la cuestión siguiente: qué hace el género a los/las estudiantes? E inversamante, que hacen los estudiantes con una asignatura como el género, en el marco de una formación de ciencias sociales bas­tante generalista? Muy alejado de un artículo teórico, se trata de partir de estos testimonios estudiantiles concretos para interro­garse sobre la pedagogía del género en sociología, lo que está en juego política y científicamente, sus límites, su (des)legitimación. En este escrito polifónico, Tania Angeloff y Céline Bessière inten­tan volver a la cuestión de su práctica de enseñantes del género – prác­tica marginal en su contexto institucional –, y poner en perspectiva los tres testimonios individuales de los/las estu­diantes, entre los cuales hay uno muy crítico.Xavier Cinçon
y Agnès TerrieuxSustituir a las agricultoras:

una historia de la baja por maternidad en el ámbito agrícolaLa historia de la baja por maternidad es la de una política social puesta al servicio de los intereses masculinos mediante instru­mentos de actuación pública diferentes según el género. El recurso impuesto a los servicios de sustitución agrícolas, esencialmente de­di­ca­­dos a la sustitución de los explotantes masculinos se ha veni­do reforzando condicionando el uso de la prestación a las decisiones del jefe de la explotación. Esto conllevó una captación oportunista por parte del explotante de la mano de obra asalariada destinada a sustituir a su pareja, contribuyó a excluirla de una prestación dedi­cada a ella y suministró recursos de desarrollo para la activi­dad de sustitución. Hasta tal punto que luego, los servicios de sustitución se esforzaron en mejorar el derecho de las agricultoras en lugar de las portavoces femeninas, con el objetivo de consolidar una renta inprescindible para su profesionalización.Érika Flahault,
Annie Dussuet y Dominique LoiseauEmpleo asocativo, feminismo y género
El feminismo de los años 1970 se plasmó en la creación de redes asociativas hoy en día imprescindibles : centros de planificación familiar, centros de información sobre los derechos de las mujeres y de las familias, Federación nacional solidaridad mujeres… Estas redes, productoras de un servicio de defensa y de acceso a los dere­chos para las mujeres, desempeñan un papel de “servicio público” mediante el empleo de trabajadores/as, que son sobre todo mujeres. A partir del resultado de una encuesta cualitativa de tipo monográfico con asociaciones de estas redes, demostraremos que si en estas organizaciones podemos observar condiciones de empleo a menudo precarias, sin duda debemos comparar estas observaciones con las condiciones de empleo de las mujeres en otros sectores económicos. Dicho de otro modo, paradójicamente, parece que estas organizaciones feministas reproducen normas de empleo estructuradas por género.Nathalie Lapeyre
Una enseñanza única en su género Este artículo pretende subrayar algunos elementos de reflexión sacados de una experiencia singular de enseñanza del género en la universidad. El presente análisis de un proceso de instituciona­liza­ción de los estudios feministas se arraiga esencialmente en la pri­me­ra formación profesional francesa sobre el género. Está centra­da en la cuestión del análisis de las políticas sociales con el enfoque de las relaciones sociales de sexo. Esta se creó hace unos veinte años con colegas universitarias y profesionales pioneras dentro de un departamento de sociología. Sin perder de vista el hecho que el géne­ro es mucho más que una enseñanza, con su alcance ciéntífico, simbólico y político, haremos hincapié en la génesis de esta historia colectiva, las realizaciones y las conquistas en un contexto de oportunidades y también de verdaderos retos. Plantearemos tam­bién la cuestión del espacio del género fuera de la universidad, sobre todo de cara a la dinámica actual en torno a las cuestiones de igualdad entre hombres y mujeres.
Michelle Perrot
Historia de las mujeres, historia del géneroEste artículo nos recuerda que en la universidad Paris Diderot, en los años 1970, la creación de los primeros cursos sobre las mujeres obligaron a realizar las primeras investigaciones y las primeras producciones de saberes, ya que las mujeres estaban ausentes de la historia académica. Hacía falta darles visibilidad e innovar respec­to a las fuentes y los métodos para crear saberes nuevos. Rápida­mente las investigadoras pasaron de la historia de las mujeres a la historia del género, afirmando que no se puede hacer la historia de las mujeres sin reflexionar en su relación con el otro sexo. Estas historiadoras desarrollaron sus investigaciones en rela­ción con las sociólogas, con los estudios anglo-americanos y las historiadoras americanas, especialmente con aquellas que trabaja­ban sobre el ámbito francés. El artículo recoge el carácter entusias­mante de esta época pionera.
William Poulin-Deltour
Qué nos queda de nuestras clases sobre el género ? Al reflexionar sobre mi práctica pedagógica de enseñante de Gender Studies
en una pequeña universidad de Nueva Inglaterra, vuelvo a preguntarme si los Estados Unidos son la Meca mundial de los estudios de género. Si parece que aquí este campo de estudios esté prosperando, las apariencias pueden ser engañosas. Analizo los conocimientos de los estudiantes americanos sobre el género al principio y al final de sus cursos sobre Gender Studies
. Mi experiencia pone de manifiesto que la mayoría llega a clase con una visión esencialista de un sistema de género heterosexual y binario, y que, saciarles con textos de Judith Butler y de Michel Foucault no es el mejor medio para subvertir sur prejuicios. Hacia el fin del artículo, llego a la conclusión de que quizás lo que debe evolucionar es mi propia pedagogía para animar a los estudiantes a hacer sus propias encuestas sobre el género, explotando fuentes originales y contemporáneas, para que que puedan aprehender el género, no como es sino como lo que produce.Muriel Salle
Formación de los enseñantes : las resistencias frente al género
La implementación del programa abcd de la igualdad, en octubre de 2013, en un contexto de tensión consecutivo al voto de la ley a favor del matrimonio « para todos », colocó en primer plano del escenario mediático acciones pedagógicas para la promoción de la igualdad entre niños y niñas en el sistema escolar, aunque algunas ya sean bastante antiguas. En la región de Lyon, desde hace más de 10 años, los enseñantes reciben una formación sobre las proble­máticas de género y de igualdad entre los sexos. Dichas forma­ciones, globalmente muy bien recibidas, suscitan también a veces resistencias, aunque los enseñantes estén muy interesados en el tema y se declaren preocupados para promover la igualdad niños/
ni­ñas/mujeres/hombres. Este artículo está dedicado a esta para­doja, pretende proponer a la vez una tipología de dichas resis­tencias y pistas de remediación.

N° 29 2013 Resistir en el trabajo
Jyothsna Latha Belliappa« Era muy extravertida » :
acoso sexual y buenos modales femeninosEn la India el sector de las nuevas tecnologías tiene fama de ser muy acogedor con las mujeres que contrata. Ha puesto en marcha una política bastante progresista a su favor y ha tomado una posi­ción firme contra la discriminación y el acoso sexual. Pese a que existan reglamentaciones y procedimientos, no han desapare­cido los casos de acoso sexual que merecen ser estudiados. Este artículo se apoya en una encuesta cualitativa para examinar las experien­cias de mujeres que trabajan en el ámbito de las nuevas tecnologías en India y las respuestas de la dirección de cara a las denuncias por acoso sexual. Analiza sobre todo cómo las normas sociales rela­tivas al comportamiento de las mujeres pueden influir en las reacciones de la jererquía frente a las denuncias por acoso sexual. El artículo concluye que si la adopción de reglamen­tacio­nes puede constituir una etapa decisiva para la creación de un entorno profe­sional propicio para las mujeres, no es suficiente para contrarrestar los efectos de una cultura androcéntrica , tanto en las reacciones de la jerarquía como en las de las propias víctimas.
Sandrine Caroly,
Marie-Eve Major, Isabelle Probst
y Anne-Françoise MoliniéEl género de los trastornos musculo-esqueléticos
Este artículo trata del interés de un análisis ergonómico de la actividad para comprender el surgimiento de trastornos musculo-esqueléticos vinculados con el trabajo, y las estrategias desarrol­ladas por las trabajadoras y los trabajadores para controlar sus dolores. Tras haber planteado el marco estadístico, dos casos de investigación-intervención, uno con hombres y mujeres del sector automóvil y otro con mujeres del sector agroalimentario, subrayan diferencias de exposición según la división sexual del trabajo. La integración de un planteamiento que tome el género en cuenta
en ergonomía, aporta un enfoque nuevo sobre el trabajo de unas y otros y sobre el cuerpo dolido en el trabajo.
Marianne De Troyer, Guy Lebeer y Esteban MartinezLa precariedad de las obrerasde la limpieza en BélgicaLas condiciones de trabajo en el sector de la limpieza son penosas y fastidiosas ; son el resultado de la superposición de las desregulari­zaciones introducidas por la generalización de la sub-contratación y del trabajo a tiempo parcial desfasado, que afectan especialmente a las obreras de la limpieza. Este artículo presenta respuestas, toda­vía escasas y emergentes a las desigualdades de sexo y a la preca­rie­dad del trabajo que la organización del trabajo produce en este sector. Se puede calficar algunas de las respuestas como colectivas porque son el producto de iniciativas tomadas por los interlocu­tores sociales del sector. En cambio, la última experiencia presenta­da es el resultado de una iniciativa individual y privada, basada en el conocimiento y la toma en cuenta por los responsables de una empresa de limpieza de la penosidad de las condiciones de trabajo en el terreno y de las dificultades de las trabajadoras para compa­ginar los tiempos profesionales y los tiempos familiares.
Karen Messing y Katherine LippelLo Invisible que dueleSurgidos de las preocupaciones de igualdad y de reivindicaciones sindicales de los años 1970, asociaciones entre universidad y sindicato han llevado a cabo formaciones e investigaciones sobre la salud de las trabajadoras quebequenses. Surgieron diferentes temas, entre los cuales el reconocimiento del carácter penoso y exigente de algunas tareas realizadas sobre todo por las mujeres, la conciliación entre las necesidades económicas de las mujeres y su papel en la reproducción biológica, los obstáculos para la integración y el mantenimiento de las mujeres en todos los puestos de trabajo, y el derecho a la indemnización de las trabajadoras afectadas por lesiones laborales. El estudio de estos termas ha obligado a las investigadoras en ergonomía y derecho a replantearse los métodos y enfoques de sus respectivas disciplinas , intentando ayudar a las trabajadoras a acceder a la igualdad laboral y a la vez preservar su salud.
Ivana Obradovic
y François BeckMujeres jóvenes bajo influenciaUna feminización de los colectivos atendidos por uso de cannabis en los dispositivos de ayuda ? En 2007, aproximadamente el 20 % de la población de los usuarios de drogas atendidos en las « con­sul­tas jóvenes consumidores » son mujeres. El artículo descri­be las especificidades de este colectivo femenino, destacando las diferen­cias de estructura respecto a los usuarios masculinos, desde el punto de vista de los perfiles sociodemográficos, de las prácticas de uso y de las motivaciones para consumir. El colectivo femenino suele ser un poco mayor y en mayor proporción hace solicitaciones espontáneas y pide ayuda para reducir su consumo. Las mujeres atendidas por el dispositivo declaran de hecho altos niveles de consumo de cannabis, más intensivos y asociados al policonsumo de substancias ilícitas o de psicotropos. Los usos femeninos del cannabis están más claramente centrados en motivaciones « auto-terapeúticas » vinculadas con la regulación de una angustia. Al con­­tra­rio, el colectivo masculino está constituido de una mayoría de usuarios de cannabis de 18 a 25 años enviados por la justicia, socialemente integrados, explicando su uso con consideraciones hedonistas y un contexto de sociabilidad.
Livia Scheller, Liliana Cunha,
Sónia Nogueira
y Marianne LacomblezEl tiempo de las conductoras de autobus en Francia y en Portugal Las investigaciones en psicología del trabajo y ergonomía sobre esta actividad presentadas aquí comparan los signos de una trans­formación de la organización del trabajo en el sector de los transportes públicos. En una primera experiencia (francesa) la llegada de las mujeres en un oficio históricamente ejercido por los hombres ha inducido indirectamente otra manera de concebir el tiempo entre espacio laboral y espacio doméstico. Una investiga­ción portuguesa , en cambio, parece demostrar que puede tratarse de un acontecimiento paralelo a una desestabilización más bien negativa de la gestión del trabajo humano. Respecto a la cuestión de los tiempos de trabajo, las mujeres buscan de manera más manifiesta su adapatación a las actividades propias del espacio « privado ». La respuesta a su solicitud no es nunca directa pero a veces existe. Pero su « coste » en términos de salud y/o de itine­rario profesional suele ser evidente. N° 30, 2013 Género feminismo y sindicalismoAlex Alber
Un techo de cristal más bajo en los empleos públicos ?Al usar la encuesta coi 2006, que da datos cuantitativos compara­tivos entre los sectores público y privado, el artículo estudia el lugar de las mujeres en las funciones de dirección en ambos sectores, distinguiendo, por una parte la dirección como estatus : ser ejecutivo/a o no, y por otra parte como responsabili­dad : tener subordinados. El artículo demuestra que el sector público tiene una dirección mucho mas feminizada que el sector privado y que las mujeres ejecutivas desempeñan con mayor frecuencia un papel de dirección con equipos generalmente más numerosos. Sin embargo a pesar de tratamientos iguales, hay que matizar estos resultados: si el acceso al estatus de ejecutiva es tan difícil para las mujeres de ambos sectores, las mujeres del sector público encuentran muchas desventajas a la hora de acceder al ejercicio de responsabilidades jerárquicas, ya que se orientan más hacia funciones de expertas que de directivas. Y en un contexto de valoración creciente de las funciones directivas dentro del sector público, esta dificultad cada vez mayor de las mujeres para dirigir es uno de los elementos explicativos de la permanencia del « techo de cristal » con el que tropiezan las mujeres ejecutivas del sector público.
Sophie BéroudUna campaňa de sindicalización en femeninoEste artículo relata una experiencia de sindicalización desarrollada a escala de una provincia con medios muy escasos en el ámbito de la asistencia a domicilio. La iniciativa la toman militantes de la cgt que se vuelven disponibles para rondear las dificultades que pre­senta ese sector muy feminizado : horarios fragmentados, inexis­ten­cia de colectivos de trabajo, escasa valoración de las cualifica­ciones, relaciones ambiguas con un empleador asociativo. Al organizar reuniones fuera de los lugares de trabajo, estas militantes reanudan con las prácticas del inicio del movimiento sindicalista y siguen paso a paso las implantaciones. Prefieren modalidades de acción poco jerarquizadas, centradas en la crea­ción de espacios de discusión relativos al propio trabajo, favorecen la participación de estas trabajadoras situadas muy bajo en la escala social. Pero dicha experiencia sólo es posible porque, de algún modo, se encuentra al margen de las estructuras sindicales, reflejando una división sexual del trabajo militante.
Christophe Giraud
y Jacques Rémy División conyugal del trabajo y legitimidad profesionalEl artículo trata del surgimiento de nuevas actividades mercantiles en el ámbito agrario en la encrucijada de las identidades laborales y de la divisón sexual del trabajo dentro de las parejas. Ponemos de manifiesto la existencia de dos tipos de diversificación : la primera « discontinua » respecto a las actividades centrales de la agricultura (venta directa, transformación, atención turística) afecta sobre todo a las agricultoras, la segunda « contínua » respecto al núcleo del oficio agrícola (labores agrícolas a destajo, actividades agro-ambientales), afecta sobre todo a los jefes de explotación. El concepto de oficio de agricultor sigue centrado en las tareas técnicas de cultivo o de ganadería y la división sexual del trabajo asigna a los hombres en el mundo laboral y aparta a las mujeres del mismo. De este modo, los jefes de explotación dejan a sus compañeras la posibilidad de construir y dominar de manera autónoma estos nuevos espacios profesionales considerados como accesorios respecto a actividades más específicamente agrarias.
Cécile GuillaumeLa movilización de los sindicatos ingleses a favor de la igualdad salarial (1968-2012)Desde los años 1970, los sindicatos ingleses se han comprometido en diferentes formas de movilización jurídica para conseguir la igualdad salarial, especialmente con el acompañamiento de querellantes apelando a la justicia. Este compromiso en la lucha contra las discriminaciones contra las mujeres es acaso la conse­cuencia directa de la feminización de los/las socio/a/s y de las políticas de mixticidad de los sindicatos? Basado en una encuesta que cruza entrevistas con los principales actores de esta moviliza­ción y documentos de archivos, este artículo insiste primero sobre la influencia de huelgas de mujeres y de los grupos feministas para la consecución de una legislación en 1970 y sobre la importancia de la estrategia judicial desarrollada por una agencia no gubernamental, la Equal Opportunity Commission
, para la evolución y la aplicación del derecho inglés en los años 1980. Luego esta encuesta hace hincapié en el papel de algunos hombres sindica­listas o abogados comprometidos, que durante los años 1990 se apoderaron del derecho anti-discriminatorio para luchar contra las políticas de reestructuración desarrolladas por los gobiernos y sindicalizar en los servicios públicos y privados. Pese a todo, esta movilización jurídica no modificó mucho las prácticas discrimina­torias de los convenios, avaladas por negociadores sindicales (hombres). Aunque sean cada vez más numerosas desde la cumbre hasta la base de los sindicatos, las mujeres tienen dificultades para tener un peso real en las instancias de negociación colectiva descentralizadas, frente a empleadores recalcitrantes, en un contex­to de desregulación del mercado laboral inglés.Gill Kirton y Geraldine Healy
Estrategias a favor de la democracia de género en los sindicatosEste artículo pretende exponer lo que acerca y aleja a las responsables sindicales en el Reino Unido y en los Estados Unidos frente a las estrategias de igualdad entre los sexos desarrolladas por sus sindicatos para potenciar la democracia de género. Se basa en una encuesta cualitativa de dos años llevada con 134 represen­tantes sindicales de ambos países, en la observación participativa y en el análisis secundario de datos cuantitativos. Este estudio, llevado a cabo con una perspectiva de género y un enfoque comparatista, subraya las convergencias y las divergencias de las responsables sindicales británicas y estadounidenses respecto a las medidas tomadas por sus sindicatos a favor de la igualdad entre los sexos y examina la eficacia de estas estrategias para mejorar la representación femenina en las entidades de dirección y de deci­sión. El artículo también comenta la posición de debilidad de las mujeres dentro de las organizaciones sindicales y las trabas socia­les y estructurales con las que se topan a menudo cuando quieren promover y defender estrategias igualitarias y reformadoras.
Yannick Le Quentrec

Militar en un sindicato feminizado: la sororidad como recurso Las militantes de la federación cgt de Sanidad y acción social, aunque procedan de un sector laboral y sindical mayoritariamente femenino, tienen condiciones de trabajo sindical más desfavorables que los hombres. Tienen menos medios para actuar y más obligaciones sindicales, laborales y familiares. También se enfren­tan con un unanimismo sindical que legitima la dominación masculina. Pero contradictoriamente, la organización sindical hace progresar la igualdad interna y externamente cuando dirigentes voluntaristas feminizan las direcciones sindicales y favorecen la disponibilidad del activismo de las mujeres, cuando integra las expectativas de flexibilidad de las militantes y potencia los vín­culos de solidaridad femenina entre ellas. Estos resultados muy cerca de las prácticas de terreno derivan de la observación partici­pante. Nos incitan a cuestionar las interacciones entre los/las investigadore/a/s y los sindicalistas.
Vanessa Monney, Olivier Fillieule y Martina Avanza
Los sufrimientos de la mujer cupoEste articulo parte de una constatación mas bien extraña: en pocos años, el sindicato más importante de Suiza, -unia, ha conseguido alcanzar un alto grado de feminización de sus instancias y de su personal político cuando el 80 % de sus socio/a/s son hombres… Primero demostramos, a partir de datos objetivos, cómo una políti­ca voluntarista de cupos, apoyada en la necesidad de desarrollar el sector feminizado terciario, se compagina con la profesionalización del oficio de sindicalista para conseguir este éxito. Cambiando de escala, demostramos luego, apoyándonos en entrevistas biográ­ficas con secretario/a/s sindicales, que la feminización a marcha forzada del sindicato también genera efectos perversos : turn-over
importante del personal femenino, burn out
, estigmatización de la “mujer cupo” , sexismo, difícil compaginación entre vida profesio­nal y privada caracterizan las carreras femeninas en Unia. Subraya­mos entonces los límites de una política voluntarista de feminiza­ción cuando no viene acompañada de un cambio profundo en la cultura organizativa del sindicato, que hoy sigue siendo profunda­mente androcentrada.

N° 27, 2012 Poderes, género y religión

Clément Arambourou
La eclipse de una política municipal de género
Los trabajos sobre las políticas locales de género puestas en marcha han demostrado que dichos programas se suelen relegar en un segundo plano. Nos interesamos en estos problemas de peren­nización de las políticas locales de género a partir de los plante­amientos cruzados de las sociologías de la acción pública y de la vida política. La eclipse de una política municipal de género se pone entonces en relación con las luchas por el liderazgo local y las dificultades para institucionalizar el dispositivo de actuación pública considerado. La movilización de este recurso que pueden instituir las políticas municipales de género está vinculada con las disposiciones del alcalde, con su posición en el espacio político local y a las oportunidades de apertura política sucesivas.Béatrice de Basquet
Masculinidade y sentido de los « honores »
A partir de una encuesta etnográfica en sinagogas no ortodoxas de Francia, este artículo analiza la división por sexo del ritual en corrientes religiosas abiertas recientemente a la feminización, y la manera con la que la participación en la lectura de la Thora construye una subjetividad judía de género. Objeto de codifica­ciones religiosas complejas que varían según los diferentes movi­mientos, la elegibilidad a este ritual diseña fronteras de géne­ro y de etnicidad. En el judaísmo ortodoxo, sólo los hombres pueden rivalizar entre sí para poder representar ritualmente el pueblo judío. En las sinagogas observadas, si las mujeres partici­pan en el ritual, se lo apropian de forma diferente ; son menos las que lo consideran como un honor que habría que buscar, con una lógica jerárquica y comunitaria y más las que lo consideran como un acto individual.
Hilary Kalmbach
En el camino de Damasco
Este artículo se apoya en el concepto de autoridad para analizar la autoridad religiosa de las mujeres en el Islam contemporáneo, interesándose más específicamente en Huda al-Habash, enseñante en una mezquita siria. Los ejemplos históricos pueden inspirar a las mujeres comprometidas en los movimientos de las mezquitas contemporáneos, que defienden una renovación islámica, pero dichos movimientos y aquellas que los dinamizan son el producto de evoluciones propias del siglo xx. Las profesoras de mezquita como Huda al-Habash pueden contribuir en transformar de mane­ra sutil el estatus de las mujeres dentro de estos movimientos y de las comunidades donde surgen.
Françoise F. Laot
Las esposas de los alumnos de clases nocturnas
Uno de los lapsus de la historia de los años 1960, revelado por la película Retour à l’école ?
(¿regreso al cole?)
es el olvido de las muje­res como colectivo meta de la política de promoción social, es decir de formación de adultos. En cambio, como esposas, se les reconoce un papel central de apoyo a sus maridos, alumnos de clases noc­turnas. Lo que nos proponemos analizar en este artículo es preci­samente este papel muy específico. Cruzando los discursos sobre las esposas producidos por las instancias nacionales de pilotaje de la promoción social y el discurso de la película que nos muestra las entrevistas de tres esposas de alumnos en 1966, este artículo pro­pone reconstituir los conceptos didácticos que inspiran a estas políticas. Sara-Jane Page
Mujeres, madres y sacerdotes en la Iglesia de Inglaterra.¡Qué sacerdocios!
Este artículo muestra cómo la Iglesia de Inglaterra ha integrado profesionalmente a mujeres sacerdotes y pone de relieve la manera con la que estas mujeres negocian su presencia en un contexto de discriminación. Aunque haya disminuido la oposición general a la presencia de las mujeres en el sacerdocio, permanecen todavía bolsas de oposición. Además, la forma con la que las mujeres negocian su presencia dentro de la organización depende estrecha­mente de su posición jerárquica dentro de la Iglesia. En la misma onda, ser sacerdote y madre constituye una dimensión suple­men­taria que explica el difícil posicionamiento de estas mujeres en una estructura laboral que es también un lugar de expresión de lo sagrado. Por tanto, el artículo se plantea cuestiones como la baja por maternidad y el regreso al trabajo después de un parto.
Linda Woodhead
Las diferencias de género en la práctica y el significado de la religión
Este artículo se interesa en la influencia creciente de los estudios de género en la sociología de las religiones y realiza la síntesis de las publicaciones más importantes respecto a este tema en la literatura de habla inglesa. El artículo muestra que la introducción de una pers­pectiva de género tiene notables consecuencias. Entre otras cosas, podemos mencionar el hecho de replantearse el concepto de « religión » y las formas de religiosidad valoradas (a menudo aquel­las en las que los hombres son más visibles y disponen de más poder), pero esto también implica una adaptación de los métodos y un cuestionamiento de las teorías dominantes , como la de la secularización. Además, la historia religiosa de las sociedades occidentales se puede reenfocar en función de las transformaciones de las relaciones de género, vinculando de este modo género y religión. El artículo propone un nuevo marco de análisis para articular género y religión, que pone de manifiesto la forma según la cual las relaciones de poder en uno u otro ámbito se oponen o se añaden.N° 28, 2012 Variaciones Francia/EE.UUMagali Barbieri
Las maternidades precoces en los ee.uu
Con una tasa de 42 por mil en 2005-2010, los Estados Unidos se colocan en primera fila de la clasificación de los países desar­rollados en materia de fecundidad de las adolescentes. Tras haber proporcionado unos elementos cuantitativos para situar a los ee.uu en relación con los demás países desarrollados, describimos detal­la­damente el nivel y las tendencias de la fecundidad antes de los 20 años partiendo de los datos del estado civil. Luego valora­mos el efecto de las variables intermedias (nupcialidad, sexua­lidad, uso de anticonceptivos y del aborto) antes de discutir, en una segunda parte, del papel del contexto cultural, político y socioeconómico. Francia, cuya situación es representativa de los países donde la fecundidad de las adolescen­tes es especialmente baja, sirve de punto de comparación.
Laura Lee Downs,

Rebecca Rogers y Françoise Thébaud
Gender studies y estudios de genéro : el gapTrvail, genre et sociétés
pidió a tres historiadoras – entre las cuales dos franco-americanas- que reflexionaran juntas sobre la cuestión del « por qué y cómo los estudios de género, los estudios sobre la sexualidad, las mujeres, se han desarrollado de manera tan distinta entre una y otra orilla del Atlántico ? » En la entrevista a tres voces, resultado de este interrogante, se plantean varias dimensiones de la cuestión ; la idea de un retraso francés en esta área de cara a los avances norteamericanos ; bloqueos y resistencias institucionales ; papel de las revistas y de las redes de amigo/a/s o de activistas en la circulación transatlántica de las ideas ; pluralidad de los plante­amientos que caracterizan a estos estudios en ambas orillas del Atlántico. A través de esta discusión rica y variada, se ve clara­men­te el papel pionero que han desempeñado los estudios de género en la evolución epistemológica de las ciencias humanas desde los años 1970.
Marie Duru-Bellat
La educación de las niñas en los ee.uu y en Francia
Este texto presenta de forma sintética los debates que se han desarrollado en los ee.uu y en Francia en torno a dos grandes aspectos de la educación de las chicas : la educación formal tal y cual está organizada en clases mixtas o no mixtas por una parte, por otra, la educación más informal realizada via los medios, la ropa, los juegos… En lo que se refiere a la mixticidad escolar, la perspectiva norteamericana se apoya en consideraciones biolo­gizantes o empíricas, mientras que en Francia son domi­nantes las consideraciones de principio. En cuanto a la tendencia a una sexua­lización cada vez más marcada y cada vez más precóz de las niñas, esta está ampliamente demostrada y debatida en los ee.uu, mien­tras que sobre este tema Francia se mantiene hasta ahora en según­do plano. Detrás de estos debates, existen verdaderas discre­pan­cias entre aquellos y aquellas que defienden el parecido y la indi­fe­ren­ciación entre hombres y mujeres y los/las que al contrario defienden la exhibición de diferencias que deberían ser respeta­das e incluso promovidas mediante la educación.
Linda K. Kerber
La historia de las mujeres en los ee.uu : una historia de los derechos humanos
La casi totalidad de las cuestiones planteadas por feministas desde hace doscientos años son cuestiones de derechos huma­nos. La tradición jurídica de los ee.uu está saturada por el concepto de la « coverture
», o sea, leyes que pretenden proteger los intereses de las mujeres pero que , en realidad, limitan su automía así como su particiapación en la comunidad política. La autoridad de los cónyuges comprende poderes tan extensivos como arbitrarios sobre los cuerpos y los bienes de sus mujeres. Con lo cual el rechazo de de una escala muy amplia de derechos humanos , parece formar parte del orden natural. Por tanto, les tocaba a las mujeres dar un nombre a sus perjuicios , elaborar las bases filosó­ficas de sus demandas, entablar la lucha política por la igualdad. Durante los años 1960 y 1970 evolucionó la manera con la cual el derecho norteamericano concebía los derechos y las obligaciones de las mujeres. Algunas leyes, consideradas anterior­mente como protectoras, se interpretan enton­ces como discrimi­natorias, con lo cual el derecho norteamericano se compagina mejor con los principios de la Declaración universal de los dere­chos humanos. No obstante, la herencia de la « coverture
» nunca se ha erradicado del todo, sobre todo en lo que se refiere a la reproducciión y las violencias domésticas.
Marie Mercat-Bruns
Discriminación basada en el sexo en los ee.uu : una noción jurídica bajo tensión
La lucha contra las discriminaciones raciales en los ee.uu, ha servido inicialmente como modelo, por analogía, para la construc­ción de un corpus jurídico propio de los derechos de las mujeres. Sin embargo, esta analogía entre raza y sexo ha tenido determi­nados límites, especialmente en el ámbito constitucional. A prime­ra vista, esta visión menos ambiciosa de la igualdad entre hombres y mujeres parece decepcionante para la causa feminista. No obstan­te, al fin y al cabo , resulta salvadora porque permitió algu­nos avances legislativos, mediante la jurisprudencia, que a su vez fueron benéficos para la causa de los negros norteamericanos. À partir de los años 1970 y hasta hoy, la reflexión jurídica de la doctrina norteamericana, inspirada por Foucauld, pone de mani­fiesto las relaciones de poder inherentes a la lucha contra las discriminaciones basadas en el sexo y las tensiones que provoca el derecho entre igualdad concreta e igualdad formal. Estos interro­gantes tampoco son una amenaza para el debate feminista. La aparición del criterio de género en el derecho, junto al sexo y el interés que provocan la parentalidad y las discriminaciones sisté­micas, más allá de las discriminaciones individuales basadas en el sexo, de ninguna manera son una desaprobación de las reglas cuya meta específica son las mujeres. Es una oportunidad que debemos tomar para renovar y enriquecer el propio debate jurídico femi­nista sobre el sexo.
Hélène Périvier
Trabajad o casaros !
El artículo presenta un análisis por sexo de la evolución de los derechos y deberes que vinculan a las personas que se benefician de los subsidios sociales con el Estado en Francia y en los ee.uu. En ambos países, la contrapartida exigida de cara a la solidaridad nacional, se ha apoyado durante mucho tiempo para las mujeres en su papel de “madre, para los hombres en el de “proveedor de los recursos de la familia”. Las sucesivas reformas de los progra­mas de lucha contra la pobreza en los ee.uu y en Francia han ido modificando la naturaleza de dichas obligaciones, reforzando en ambos casos la lógica del mérito con una exigencia de inserción laboral, y esto más marcadamente en los ee.uu que en Francia. Desde ahora en adelante, la conminación de autonomía ataña a las mujeres y a los hombres, pero libra a las mujeres casadas, cuya inactividad se acepta e incluso se incentiva en los dispositivos sociales y fiscales.
Abigail C. Saguy
Los conceptos jurídicos del acoso sexual en Francia y en los ee.uu
Cuando el ex director del Fondo monetario internacional, Dominique Strauss Kahn (dsk), fue detenido por tentativa de violación de una camarera en un hotel Sofitel de Nueva York en mayo del 2011, se especuló mucho sobre el papel que habían desempeñado la actitud de cara a la sexualidad en Francia y en los ee.uu. Este artículo explica que si este escándalo tenía mayores probabilidades de estallar en Nueva York que en París, esto se debe menos a diferencias culturales atem­porales entre ambos países que a diferencias jurídicas. En los ee.uu, la responsabilidad del empleador está muy comprometida en caso de acoso sexual, con lo cual se ha incitado a que las empresas instauraran reglamentos internos y códigos de conducta. Completada con la ley de 1994 sobre las violencias contra las mujeres (Violence Against Women Act
, vawa), este dispositivo ha permitido una mayor toma de consciencia del problema del acoso y de la violencia sexual. En cam­bio, en Francia, donde la responsabilidad del empleador es mínima, las empresas no han tenido que tomar medidas contra el acoso sexual, con lo cual han retrasado la toma de consciencia de la opinión pública. Por esa diferncia, existían más probabilidades de interponer una denuncia por acoso sexual en Nueva York que en París. No obstante, este artículo afirma que al llamar la atención sobre el tema de la violencia sexual, el caso dsk, al que se añadió en marzo del 2012 una inculpación por proxenetismo en banda organizada, podría contribuir a la evolución del marco jurídico francés y a reforzar la protección de las víctimas de violencia sexual.

N° 25/2011 Sur-explotadasMarie Lesclingand
Migraciones de las jóvenes en Malí : ¿explotación o emancipación ?
Las migraciones femeninas de tipo económico en aumento desde hace varias décadas están estrechamente vinculadas con el mer­cado doméstico. Así, en Malí, jóvenes oriundas de zonas rurales migran hacia los grandes centros urbanos donde están empleadas como « muchachas » en casas de particulares. En una población rural Malí, este tipo de movilidad ha conocido un desarrollo espectacular desde fines de los años 80. Este artículo analiza su desarrollo a partir de encuestas realizadas por una parte con pobla­ciones rurales de Malí y también en Bamako, principal destino de estas migraciones. La confrontación de diferentes puntos de vista y discursos permite relativizar un planteamiento « miserabilista » que asocia movilidad femenina y trabajo de los niños con formas de prostitución y de explotación, y pone de manifiesto el aspecto formativo y emancipador de estas experiencias migratorias.
Marie-Laure Coubès
Crisis internacional y empleo femenino industrial en México
¿La segregación sexual de los empleos protege a las mujeres en tiempos de crisis ? O, al contrario, ¿ se consideran a las mujeres como un tradicional ejército industrial de reserva, más vulnerables frente a la recesión ? Partiendo del ejemplo del empleo en la industria maquiladora de exportación en México durante la crisis mundial 2008-2009, el artículo plantea la cuestión del impacto de la crisis económica en el empleo de las mujeres dentro de un mercado laboral integrado en la globalización. Los datos movilizados son los de la encuesta nacional de empleo realizada trimestrialmente de 2007 à 2010 que permite un análisis fino del empleo de los hombres y de las mujeres en cuatro sectores principales de la industria de exportación.
Jules Falquet
Pensar la globalización desde una perspectiva feminista El artículo propone un marco de análisis sintético de la globalización neoliberal, desde una perspectiva feminista infor­mada por los análisis feministas materialistas francófonos, la teorización de la imbricación de las relaciones sociales de poder, y la corriente feminista autónoma latinoamericana y caribeña. La discusión se plantea en torno a cuatro ejes. 1. ¿El capitalismo es un aliado objetivo de la igualdad entre los sexos ? ¿ O ahonda, reorga­nizándolas, las desigualdades de sexo, de « raza » y de clase ? 2. Las mujeres en el desastre medioambiental, la guerra industrial contra el mundo rural, el éxodo rural y la urbanización forzada. 3. la imposición de un « desarrollo » perjudicial para las mujeres, en torno al monocultivo de exportación, a la explotación del subsuelo, de las zonas francas y del turismo.
4. El continuum neoliberal de la violencia militaro-masculina, que crea, mantiene y opone a los « hombres en armas » a las « mujeres de servicios ».
Isabelle Guérin
Los efectos insospechados de las microfinanzas
Basado en varios años de investigación en el sur de la India, este artículo muestra que los efectos de las microfinanzas son ante todo de tipo político. A nivel macro, las microfinanzas indias están promocionadas ampliamente por las autoridades públicas por dos razones principales. Permiten a la vez respetar los preceptos neo­liberales siendo también una herramienta populista al servicio de los partidos al poder o de aquellos que pretenden ejercerlo. A escala de los territorios, se observa que determinadas redes y aso­cia­ciones diversas (de tipo político, religioso, comunitario) se apoderan de las microfinanzas para reforzar su control sobre las poblaciones locales. Por fin, a escala micro local, la de los “bene­ficiarios”, las microfinanzas participan en el surgimiento o el refor­za­miento de trayectorias políticas locales, incluso para las mujeres y para las categorías más marginadas como las castas bajas. Pero esta aparición de mujeres líderes no lleva a ninguna forma de movilización colectiva : contribuye principalmente a reforzar los sistemas de patrocinio y de clientelismo locales.
Elodie Jauneau
Mujeres en la 2a División Blindada del General Leclerc
En 1943 en Nueva York, Florence Conrad, una norteamericana rica apoyada por poderosas ligas feministas adquiere varias ambu­lancias que se llamarán más tarde « Groupe Rochambeau ». Su objetivo es constituir una unidad de conductoras de ambulancias y de reunirse con las fuerzas de la France Libre en África del Norte. Tras haber contratado a voluntarias en Nueva York y en Marrue­cos, la unidad se alista en la 2a División Blindada del general Leclerc. El itinerario de estas mujeres en territorio mascu­lino, haciendo caso omiso de las leyes del género, se extiende en cuatro continentes al compás de la Liberación de Francia y de la guerra de Indochina. Este artículo propone sacar a la luz a estas pioneras de la feminización del ejército francés. Alistadas en una unidad de combate, actrices de la Liberación, soldadas en Indochina, estas mujeres, aunque sin armas, no dejan de ser soldadas de la primera hora. Después de estos dos conflictos, la cuestión del devenir de estas mujeres y de la memoria de la « patria agradecida » destaca las dificultades que tiene Francia para incorporar en las filas de sus héroes a heroínas. N° 26/2011 Individuos y familiasThomas Amossé y Gaël de Peretti
Hombres y mujeres de la limpieza estadística : un vals de tres tiempos
Las categorías estadísticas participan a su manera en las represen­taciones sociales. Seguir su evolución es una manera de observar las mutaciones de una sociedad. A través de las nociones de « familia » y de « individuo », proponemos una historia en tres tiempos del espacio que la estadística ha dado a las categorías de sexo. De la inmediata posguerra a los años 1970, las mujeres eran poco visibles, ocultadas detrás del « jefe de familia » o asignadas a su papel de madre y a su función reproductora. En la vuelta de los años 1970, las estadísticas se van centrando poco a poco en los individuos y desvelan desigualdades entre los hombres y las muje­res que hace falta reducir. En fin, más recientemente, la cuestión del lugar de los individuos dentro de las familias y de la articu­lación de los roles de los hombres y de las mujeres se ha venido imponiendo en la sociología y en la economía. Ya no se trata sólo de revelar desigualdades, que además permanecen en algunas áreas, sino de comprender cómo se construyen las diferencias dentro de las propias familias. Con este tercer tiempo, la estadística se hace menos normativa, las orientaciones políticas se hacen in­cier­tas, las controversias científicas se agudizan. Sólo estamos en las premisas de este periodo. A este respecto, queda sin duda por hacer la « limpieza ».
Olivier Donni y Sophie Ponthieux
Planteamientos económicos de la familia : del modelo unitario a las decisiones colectivas
Este artículo propone tratar por encima el tema de cómo el plan­teamiento económico estándar describe el comportamiento de las familias. En un primer tiempo, el modelo de comporta­miento del individuo se ha transpuesto simplemente a escala de la familia : es lo que se llama el planteamiento « unitario ». Sin embargo, frente a los límites de este procedimiento, como la ausencia de justifica­ciones teóricas convincentes de la necesaria agregación de las preferencias individuales, y al rechazo de las predicciones por estas generadas, los economistas han desarrollado un plante­amien­to más general, llamado « colectivo ». Basado en la única hipótesis de eficacia de la asignación de recursos, permite tomar en cuenta a varios responsables dentro de la familia. Las investi­gaciones más recientes consideran nuevas generalizaciones en las que la situa­ción eficaz es sólo un caso particular.Florence Jany-Catrice y Dominique Méda
Mujeres y riqueza : más allá del PIB
La medida más usada actualmente para recontar la riqueza de un país es el Producto Interior Bruto, que representa el valor mone­tario de los bienes y servicios producidos en un año dado. Este indicador se inventó al salir de la segunda Guerra Mundial. Como todos los indicadores, es el resultado de « convencio­nes » como por ejemplo la de no considerar como parte de la riqueza nacional las actividades realizadas dentro del hogar, que durante mucho tiempo lo han sido por las mujeres sólo, y cuyo reparto sigue siendo hoy muy desequilibrado entre las mujeres y los hombres. El artículo se plantea primero repasar las razones – implícitas y explícitas – de esta exclusión. Luego presenta una de las maneras de hacer justicia a determinadas reivindicaciones feministas que consideran como legítimo el tomar en cuenta al menos la contribución de la producción doméstica en la riqueza nacional haciendo una estimación monetaria de esta. Tras haber observado los diferentes métodos de estimación, hasta el más reciente, propuesto por la Comisión Stiglitz y la ocde, sus ventajas e inconvenientes, analizamos otra manera de superar los límites intrínsecos del pib : el desarrollo de nuevos indicadores más enfocados hacia la salud social y nos planteamos, de manera exploratoria, las modalidades para tener en cuenta mejor las desi­gualdades entre mujeres y hombres.Abrí Kréfa
Cuerpo y sexualidad en las novelistas tunecinas
A partir de unas treinta entrevistas semi-directivas realizadas con escritore-a-s tunecino-a-s contemporáneo-a-s y de un análisis de novelas publicadas por escritoras, el artículo muestra cómo la exclusión de las mujeres del espacio literario no sólo se explica por sus dificultades para conciliar cargos domésticos y actividad creadora. Mientras que la expresión literaria del cuerpo y de la sexualidad forma parte de las expectativas de los críticos y de los pares y constituye un criterio importante de valoración de una « buena obra », las escritoras deben enfrentarse con una censura social diseminada, que tiene una fuerza peculiar dentro del espacio familiar y conyugal. El acceso de algunas novelistas al reconoci­miento literario está entonces condicionado por las diversas estrategias que han podido desarrollar, tanto en sus interacciones ordinarias con su entorno como en sus textos novelescos.
Danièle Meulders y Síle O’Dorchai
Cuando solo cuenta la familia
Nuestro objetivo es destacar las hipótesis que sustentan los análisis relativos a la distribución de las rentas y a la pobreza y mostrar el sesgo que conllevan para los resultados obtenidos. Dichas hipó­tesis llevan a subestimar, incluso a ocultar, los riesgos de pobreza de las mujeres. Estas consecuencias vienen ilustradas con tres ejemplos de « malos cálculos », y manifiestan la ceguera respecto a la situación específica de las mujeres. El primero trata de la esti­mación del riesgo de pobreza y muestra la variabilidad de las estimaciones según que se tome en cuenta los ingresos de la familia o los ingresos individuales. El segundo se refiere a los efectos de una ruptura sobre los ingresos de los miembros de la familia, y muestra que los resultados de los cálculos tradicionales subestiman la capacidad de las mujeres para vivir solas. El último se interesa en los trabajadores pobres, a menudo hombres en el planteamiento tradicional, cuando la situación de las mujeres en el mercado laboral sigue siendo más precaria.
Marianne Thivend
Las chicas en las Escuelas superiores de comercio en Francia entre las dos guerras Nueve escuelas superiores de comercio (esc) de provincias se abren a las chicas a partir de 1915 y hasta los años 1950, ellas for­man la cuarta parte del alumnado de las esc mixtas. Este artículo intenta comprender cómo fueron acogidas en estas escuelas. Cuales fueron sus trayectorias escolares en el marco de una mixti­cidad « bricoleajeada, que intenta instaurar trayectorias específicas para las mujeres (secretariado de dirección) en el marco de la formación general de los futuros jefes de servicios y directivos de empresas. Sin embargo, todos y todas salen de las escuelas con un solo diploma, y las chicas, , procedentes en su mayoría de las clases medias, con estudios post-primarios y de bachillerato, consiguen resultados mejores que los chicos. En cambio, es más difícil definir el uso profesional que hacen de su titulación. Según los anuarios de antiguos alumnos, el abanico de profesiones es menos amplio para las mujeres que para los hombres, pero la presencia de empresarias, jefas de servicio y ejecutivas entre las antiguas alumnas, muestra que estas trayectorias ya son posibles para una parte de las tituladas.
Laurent Toulemon
Individuo, familia, vivienda : contarlos, describirlosDesde hace cuarenta años, parece que las familias se han simplificado : tamaño mediano decreciente, escacez de las familias llamadas « complejas ». Sin embargo, algunas situaciones indivi­duales no están identificadas en los recuentos que afectan a cada individuo una única vivienda. Un repaso rápido de las principales evoluciones observadas desde hace cuarenta años , seguido de una comparación más detallada de las situaciones familiares tal como aparecen en las grandes operaciones estadísticas del Instituto nacional de la Estadística (Insee) : el censo, la encuesta de empleo , y las demás encuestas entre las familias, que todas utilizan un « tronco común » cuya nueva versión contiene datos muy precisos sobre las relaciones dentro de las familias y las multiresidencias. De estos datos resaltamos que los hombres viven más que las mujeres con situaciones borrosas : multiresidencia, pareja que no comparte la misma vivienda, hijos en el hogar a tiempo parcial en caso de ruptura parental.

N° 23/2010 Tradiciones y rupturas chinas Tania Angeloff
China al trabajo (1980-2009) : empleo, género y migraciones
En la República Popular de China, la igualdad entre hombres y mujeres y la salida del modelo tradicional patriarcal es una vieja batalla de la modernidad , desde 1919 hasta ahora. Desde unos treinta aňos, se han emprendido reformas económicas sin precedente sin cambios políticos notables. En este contexto, en el que sigue presente la ideología comunista en la ley y en las mentes, ¿cómo han evolucionado las relaciones de género ? ¿Cuales han sido las incidencias de la apertura y de las reformas económicas en el trabajo –su organización y sus condiciones- y en los estatus de empleo de los hombres y de las mujeres ? ¿Cómo han evolucio­nado las desigual­dades entre los sexos y cuales son las especificidades chinas en materia de discriminación de género? Las cuestiones de trabajo y de empleo son un foco privilegiado para comprender los procesos no igualitarios entre hombres y mujeres, por una parte, y dentro del grupo de los hombres y del grupo de las mujeres por otra. El fenó­meno de las migraciones internas por el trabajo que se dispara con el reforzamiento de las reformas económicas desde el principio de los 1990, permite ampliar el análisis. En fin, el ejemplo de la prostitu­ción, fenómeno social creciente en la China de las reformas, pone de relieve las estrategias de dominación masculina y de resistencia femenina vinculadas con una modernización única en sus modalidades.
Isabelle Attané
Nacer mujer en China: una perspectiva demográficaUn tratamiento diferenciado de los hombres y de las mujeres tiene repercusiones en múltiples áreas de la sociedad. En China, siguen existiendo desigualdades entre los sexos, especialmente respecto al acceso a la educación, al empleo y a la salud, pero también respec­to a la herencia, el salario, la representación política o la toma de decisión dentro de la familia. La demografía, porque está vincu­lada estrechamente con las características comportamentales y societales que prevalen dentro de la pobla­ción, no se libra de este contexto de desi­gualdades. China presenta diversas características demográficas atípicas que se plasman en tratos no igualitarios entre hombres y mujeres . Dada la preferencia tradicional para los hijos, y de cara a la situación observada en general, las mujeres tienen menos probabilidades de nacer, y, en su conjunto, no sobre­viven el tiempo que podrían, dado el contexto sanitario y socioeconómico global. Por tanto, la población de China es cada vez más masculina. Además, resulta que , en cada etapa de su existencia, a las mujeres les cuesta acce­der a una verdadera autonomía. Siguen padeciendo de coacciones fuertes en lo que se refiere a su vida reproductiva, y cuando envejecen, están expuestas a más precariedad social y económica que los hombres.
Anne Fellinger
Mujeres, riesgo y radioactividad en FranciaEste artículo trata de la historia de la salud de las mujeres en los ámbitos de trabajo científicos, apoyándose en el ejemplo de la radioactividad. Este caso complejo permite plantearse a la vez la cuestión del lugar y de la relación con el riesgo de las mujeres en los laboratorios de investigación sobre radioactividad y de las semejanzas y diferencias observables entre su situación y la de otras categorías de trabajadores confrontados con riesgos profesio­nales más clásicamente estudiados por los historiadores del trabajo. Con lo cual el artículo muestra que estas mujeres, ex­puestas al peligro del radio desde los principios del siglo xx, se benefician de una situación relativamante privilegiada hasta los años 1960 en materia de gestión de riesgos. El desarrollo de las ciencias nucleares y de sus aplicaciones favorece la aparición de regulaciones de carácter sexuado para enmarcar la protección de los personales expuestos a las radiaciones, retomando esquemas bastante tradicionales de organización del trabajo.
Maria Rentetzi
Género, política y radioactividad : el caso de Viena la RojaAdemás de ser un espacio de producción científica, el laboratorio científico es sin duda un espacio de trabajo donde las tareas se diferencian según estén cualificadas o no, y los puestos de trabajo se dividen entre aquellos que reciben un sueldo mensual y los que reciben subvenciones, dotaciones o becas de investigación. Este artículo se interesa en el Instituto de Investigación sobre el Radio de Viena y sostiene que la cultura laboral en los laboratorios de este instituto era suficientemente igualitaria entre hombres y mujeres para permitir que mujeres esdpecialistas en física realiza­ran proyectos científicos importantes. Durante el periodo entre las dos guerras mundiales, las mujeres representaban la tercera parte de la totalidad de los investigadores gracias a la actitud alentadora del director del instituto, la política de Viena la roja y la inter­disciplinariedad del ámbito de las investigaciones. Si se compara con otros laboratorios como el de Cavendish, el instituto de Viena representa un caso excepcional y un ejemplo fascinante de promo­ción del trabajo de la mujer en el área científica.
Tang Xiaojing
Las mujeres del Gran Salto hacia adelanteSe ha demostrado ampliamente y hoy se sabe con certeza que « el Gran Salto hacia adelante » (1959-1961) representó un periodo crucial en la historia de las mujeres chinas. Durante este movi­miento, muchas « amas de casa », que aquí llamamos « las mujeres del Gran salto hacia delante » fueron movilizadas por el Estado para participar en el trabajo asalariado. Las autoridades comu­nistas recalcan esta realización inédita de la emancipación de las « amas de casa » que constituyó un cambio en la política de igualdad entre los hombres y las mujeres de China. Sin duda por eso, dicha « realización »no ha sido muy cuestionada por la histo­riografía. Pero, esta imagen de emancipación es muy ideológica. Gracias a un estudio sobre la historia de la política del empleo en los aňos 50-60 y a entrevistas profundizadas con 15 « mujeres del Gran Salto hacia adelante » que trabajaban en una empresa de Shangai, nos proponemos mostrar la construcción de un sistema de empleo desigual para estas « amas de casa »- categoría que es también una construcción ideológica. Estas « amas de casa » han padecido a lo largo de su vida laboral un sistema de empleo precario, mal pagado, sin posibilidades de ascenso y sin protección social, lo que por otro lado ha reforzado el sistema de empleo estable de la época maoísta.
Wang Zheng
El activismo feminista en la China contemporánea
Este artículo se propone estudiar el desarrollo conceptual y organi­za­tivo del activismo feminista en China a raíz de la cuarta Confe­rencia de las Naciones Unidas sobre las mujeres que se desarrolló en 1995 en Beijing. El autor, que se concentra en el activismo vinculado con la violencia de género, da un análisis crítico de las relaciones entre las ong de mujeres, la Federación china de las mujeres y el Estado chino en el contexto de los movimientos feministas y del capitalismo mundiales. Confrontadas con un Estado patriarcal caracterizado por una burocracia bien asentada, un mundo intelectual muy masculino y a favor del poder y de una economía capitalista que legitima la desposesión y el desplaza­miento, las feministas chinas han conseguido transformaciones feministas significativas a pesar de todas las trabas.N° 24/2010 Maldita conciliación

Hugues Bardon
Dar el pecho y trabajar: pero si les decimos que es posibleParece que el discurso de promoción de la lactancia materna ha evolucionado desde hace unos veinte aňos, afirmando hoy la compatibilidad entre esta práctica y una actividad laboral. Sin embargo, si nos fijamos más detenidamente en ello, en realidad, esta evolución es meramente retórica, articulándose especialmente en torno a la noción de conciliación entre maternidad y vida laboral. Un trabajo de deconstrucción del argumento que se ha ido desarrollando demuestra que plantea y enuncia a veces claramente una reducción, e incluso el cese de la actividad laboral de las mujeres en pro del mantenimiento incondicional de la lactancia. El análisis de estos discursos pone de manifiesto la existencia de una formación discursiva prescriptiva de un conjunto de conductas y comportamientos normalizados y levanta un modelo de madres, actuando en mecanismos como el sentimiento de culpa para asegurarse de la adhesión de dichas madres.
Danielle Boyer et Benoît Céroux
Los límites de las políticas públicas de apoyo a la paternidadAquí se trata de recalcar las paradojas contemporáneas de la definición social de la paternidad de cara a los modelos pres­criptivos de su ejercicio y de los discursos de los padres respecto a su experiencia paterna. Parece que la paternidad que se desprende esté circunscrita en un acto voluntario más que en una conmi­nación social hacia la implicación paterna, y todos los padres no tienen la misma voluntad de implicarse con sus hijos. En este sentido, se trataría de una paternidad de intención, impedida por obstáculos de toda índole. La norma del adulto trabajador contri­buye sin duda en reforzar la asignación de los hombres al ámbito laboral. El recurso de las políticas públicas al compromiso personal y el peso de la norma profesional constituirían entonces un límite contra la eficacia de los dispositivos de apoyo a la implicación paterna.
Elisabeth Klaus
Antifeminismo y feminismo elitista en Alemania: los términos del debateEl feminismo, que ha sido estigmatizado mucho tiempo en el discurso social está conociendo desde hace poco un resurgimiento en Alemania: se ha utilizado en contextos inhabituales hasta ahora con nuevas posiciones ideológicas. El nuevo debate feminista lo impulsó una famosa ex-presentadora del telediario cuando publicó un best seller que acusaba el feminismo de casi todos los males sociales con los que la sociedad alemana está confrontándose hoy. El artículo descubre indicadores del hecho que el ataque de Eva Hermann contra los movimientos feministas de los aňos 70 forma parte de una amplia red antifeminista organizada eficazmente y que utiliza las nuevas tecnologías de los medios de comunicación a su favor. Muchas voces de protesta se han alzado contra las opiniones muy tradicionales de la antigua presentadora. Los medios han dado el sello comodín de “nuevo feminismo” a dichas voces. Sin embargo, un examen más detenido del ensayo más popular publicado en este contexto revela un conservadu­rismo fuerte que se acerca peligrosamente de las posiciones anti-femi­nistas. Se afirma que el « feminismo conservador » tiene cuatro características : la distanciación con un feminismo más antiguo y sin duda pasado de moda; la auto celebración neoliberal; la ausencia de crítica social; una orientación sexual invariable­mente heterosexual.<p class= » text-left »>
Ariane Ollier-Malaterre
De la conciliación à la resiliencia : 40 aňos de evolución léxica en los Estados Unidos de América
Mientras que las empresas francesas empiezan desde hace poco a tomar en cuenta el tema de la « conciliación », los empresarios esta­dou­nidenses vienen desarrollando estas prácticas desde hace unos cuarenta aňos. La opción del vocabulario usado por los responsables de los recursos humanos y los investigadores para designarlas de « work-family »a « work-life », luego « resiliencia », refleja a la vez una comprensión más fina de la cuestión con el paso del tiempo, y las estrategias desarrolladas para superar los obstáculos. La percepción de este tema como un problema de mujeres restringía el uso de las prácticas propuestas por los empresarios y penalizaba a las usuarias. La absorción de la conciliación en el léxico de la sanidad, del bienestar y de la resiliencia intenta eludir los estereotipos vinculados con el género y así podría asegurar una mejor eficacia de las prácticas.Ariane Pailhé et Anne Solaz
Conciliar, organizar, renunciar : ¿qué tipo de arreglos ?Más allá del debate virulento en los ámbitos feministas sobre el uso de la palabra conciliación, este artículo hace un balance de la articulación familia-trabajo. Los arreglos entre familia y tra­bajo siguen basándose mayoritariamente en las mujeres, y cada vez más a lo largo del ciclo de la vida. Las nuevas organiza­ciones del trabajo y la segmentación del mercado labo­ral man­tie­nen esta división sexuada. Los empresarios pueden contribuir a limitar las tensiones entre trabajo y vida familiar, especial­mente al permitir una organización del trabajo más flexible. Pero, independientemente de sus situaciones fami­liares, los trabajadores no se benefician del mismo tipo de apoyo por parte de sus empresas: siguen existiendo grandes desigual­dades según los sectores y los tipos de puestos de trabajo.
Rachel Silvera
Tempos profesionales y familiares en Europa : nuevas configuracionesMejorar la articulación entre los tiempos profesionales y familiares es uno de los temas más importantes de las políticas europeas, que defienden el principio fundamental de igualdad entre mujeres y hombres, pero también, objetivos económicos y demográficos : permitir que las mujeres sean más numerosas en el mercado laboral facilitando a la vez su papel de madres y su capacidad a prestar atención y cuidados a los demás. El objetivo de este artículo es contemplar primero un panorama actualizado pero incompleto de los dispositivos públicos de articulación de los tiempos en Europa (tiempo, servicios, gastos públicos) y luego observar lo que compete de la responsabilidad de otros agentes exteriores al Estado, como la empresa. Esto nos llevará a repasar la evolución de los modelos europeos respecto a la « conciliación », según el papel del estado, del mercado y de la familia. Más allá de los discursos, las prácticas carecen de homogeneidad y parece que no coinciden en este proyecto común de « conciliación » y de igualdad apoyado por las políticas de la Unión europea.

Mechthild Veil
¿Políticas familiares contre políticas de igualdad entre los sexos? El caso de Alemania
Actualmente en Alemania se está llevando a cabo una moderni­zación de recuperación de cara a Francia y a la UE respecto a una política familiar hasta entonces conservadora. Las dos reformas emblemáticas de este cambio, la ampliación forzada de las entidades de atención a la niňez y la reforma de los subsidios familiares están analizadas con el enfoque de una correlación (o no) entre las políticas familiares y de igualdad entre los sexos por una parte, y de una reestructuración de la famosa “conciliación” por otra parte, y por fin viendo el objetivo del fomento de la natalidad muy baja entre las universitarias. Los resultados son contradictorios. La parte innovadora es la orien­tación de la “conciliación” para las necesidades de las madres activas y el reforzamiento del papel de los hombres como padres. Los déficits se articulan con la selectividad de las estrategias de igualdad hombres/mujeres, focalizadas en las familias acomo­dadas y bi-activas, ocultando las desigualdades sociales. Final­mente, el roce conflictivo de los diferentes modelos – la madre activa a la par del padre que mantiene a la familia –, la “indetermi­nación normativa” que abren una brecha en el concepto de igualdad hom­bres/mujeres.

N° 21/2009 Igualdad y diversidad
Carole Brugeilles,Sylvie Cromer y Nathalie Panissal
¿El sexismo en el programa? Representaciones sexuadas en las lecturas de referencia de la escuelaEn 2002, el Ministerio de Educación francés incluía, en los programas de la escuela primaria, una lista de referencia de 180 obras de literatura para la juventud destinada a los alumnos del ciclo 3, con el objetivo de construir una cultura compartida. Como se considera la literatura como un camino privilegiado para comprender el mundo y transmitir valores, pareció legítimo interrogar las representaciones del masculino y del femenino vehiculadas por obras explícitamente elegidas por su función socializadora en un contexto en el que, desde los aňos 1960, el Ministerio de Educación afirma su voluntad de asegurar la plena igualdad de oportunidades ente las niňas y los niňos, y desea especialmente luchar contra los estereotipos de sexo. Usamos una metodología, basada en la sociología de las relaciones sociales de sexo y en las representaciones sociales, que consiste en recoger , gracias a un cuestionario, informaciones en el texto y en la imagen de todos los personajes, protagonistas de cada historia. El análisis no sólo pone de manifiesto desequilibrios numéricos entre los personajes masculinos y femeninos, sino también una jerarquización y una segregación social. Los retratos realizados enmarcan principalmente a los hombres en el ámbito profesional y a las mujeres en el ámbito familiar.
Christophe Falcoz y Audrey Bécuwe
La gestión de las minorías desacreditables : el caso de la orientación sexualEste artículo intenta demostrar que no resulta siempre adecuado oponer los planteamientos igualitaristas y antidiscri­mi­natorios por una parte, y los planteamientos anglosajones más recientes en Francia tipo « diversity management ». Para algunas minorías desacreditables (en oposición con las minorías desacreditadas), puede existir a la vez una exigencia de igual­dad de derechos a escala de la sociedad y una aspiración a beneficiarse de políticas « inclusivas » en la empresa, lo que permite ilustrar los resultados de una encuesta realizada con 1413 trabajadore/a/s gays y lesbianas. Como una proporción importante de estas personas se esconde en su lugar de trabajo, la cuestión de la discriminación resulta secundaria. Para estos trabajadores se trata más bien de medir el grado de tolerancia respecto a orientaciones sexuales “no conformes”, haciéndonos una idea del grado de heterocentrismo de su entorno laboral. El estudio muestra que las políticas de gestión de la diversidad, más que las de lucha contra las discriminaciones, son las que permitirían a los gays y a las lesbianas que desean desvelarse en su entorno laboral, hacerlo sin riesgo.
Marie-Thérèse Lanquetin
Igualdad, diversidad y… discriminaciones múltiplesEl principio de igualdad de trato y de no discriminación en el derecho comunitario se construyó tanto por las directrices como por la jurisprudencia de la Corte de Justicia de las Comunidades europeas. Esta cuestión ha tomado una nueva dimensión desde el tratado de Amsterdam de 1997. A partir de esa fecha se hace hincapié en la lucha contra las discrimina­ciones y la necesidad de diversificar a los actores. Esta movilización de los actores se plasma también en el surgimiento del tema de la Diversidad, tema que se articula con las norma­tivas jurídicas antidiscrimina­torias pero que se afirma como el tema dominante del debate público. Dio lugar a una Carta, a una etiqueta, a un acuerdo nacional interprofesional, más centrados en la discriminación “racial” que en la igualdad entre hombres y mujeres. ¿Este tema de la Diversidad no corre el riesgo de poner en segundo plano el tema de la igualdad? Más allá de esta evolución, la reflexión se orienta hoy a escala comunitaria hacia la noción de discriminación múltiple, que en la mayoría de los casos concier­ne a las mujeres, y esto hasta ahora no ha dado lugar a estudios profundizados en Francia. Este tema intenta aprehender los fenómenos discriminatorios ya no en base a un solo motivo sino de manera más profunda, a la « interseccionalidad » de los motivos.
Jacqueline Laufer
¿La igualdad profesional entre los hombres y las mujeres es soluble en la diversidad ?Desde hace unos aňos, se constatan en Francia y en Europa progresos en el área de la igualdad profesional entre los hombres y las mujeres. Paralelamente, se ha desarrollado un debate sobre la cuestión de la « diversidad », dentro de la sociedad y de la empresa. Muchas empresas han afirmado una voluntad para movilizarse sobre estos temas pero su manera de actuar sugiere la existencia de alguna incertidumbre respecto a la manera de articular planteamientos de igualdad profesional y de diversidad. En esta confrontación entre políticas de igualdad profesional y de diversidad, varios tipos de retos aparecen. Efectivamente, es notable que la diferencia de sexo no es una diversidad « como las demás » y la desmultiplicación de las categorías de la « diversidad » puede llevar a una situación en la que el carácter transversal y universal del principio de igualdad, y especialmente de la igualdad entre los sexos, puede perder su agudeza. De este modo, cuanto más la igualdad se desarrolla en el sentido de tomar en cuenta la diversidad, cuanto más resulta necesario recordar las « exigencias », espe­cial­­­mente en el contexto del empleo, donde, como lo recal­camos, tenemos motivos para preocuparnos acerca de la « fragilidad » del principio de igualdad.
Olivier Mérignac
Las mujeres en el proceso de expatriaciónCon, por una parte, la movilidad internacional de los ejecutivos exacerbada en las empresas por el crecimiento mundial, y por otra parte competencias de dirección de empresas, un nivel formativo y una participación en la vida activa comparable para los hombres y las mujeres, parece que todos los elementos se juntan para asegurar una representación igual de ambos sexos entre las filas de los expatriados. Paradójicamente, mientras que la población activa se feminiza, la de los expatriados sigue siendo mayoritariamente masculina. Por tanto las mujeres siguen ampliamente sub-representadas en la población de los ejecutivos internacionales. Este estudio propone un análisis de la situación de las mujeres en las diferentes etapas del proceso de expatriación para comprender y averiguar los prejuicios tenaces que perjudican a las mujeres de cara al acceso a la movilidad internacional y les vienen acompaňando cuando consiguen expatriarse. A pesar de las discriminaciones pade­cidas a lo largo del proceso de selección, y luego en la expatriación, las mujeres tienen niveles de rendimiento y de éxito comparables con los de sus colegas masculinos, incluso en países donde la cultura de los negocios deja poco espacio y escaso crédito a las mujeres en la vida activa.
N° 22/2009 Domesticidad de aquí y allá
Françoise Battagliola
Filantropos y feministas en el mundo reformador (1890-1910)El ámbito reformador , que se va constituyendo en las últimas décadas del siglo xix, se aparta de la caridad tradicional propo­niendo una racionalización de la acción social en la que los saberes y las maneras de actuar van a la par. Este periodo también aparece como la edad de oro de los movimientos feministas. Se han publicado trabajos importantes sobre dicho ámbito, pero los estudios desde una perspectiva de género aún son escasos. Este artículo se sitúa en esta perspectiva al interesarse en el lugar de las mujeres en este ámbito y en las relaciones de género que ahí se desenvuelven. También examina las relaciones entre las posiciones sociales de las mujeres y sus compromisos dentro de las institu­ciones filantrópicas y feministas y los retos que representan dichos compromisos según el universo de los posibles abiertos para las mujeres de diferentes categorías sociales. Esta investigación se apoya en datos recogidos en los archivos de las asociaciones, círculos o congresos (en mayoría mixtos) y en datos biográficos relativos a los y a las agentes. Compagina métodos cualitativos como los estudios de casos y cuantitativos: análisis de redes y biografías colectivas.
Félicie Drouilleau
Exodo y domesticidad en BogotáEste artículo explora las distintas modalidades de la evolución de la domesticidad en Bogotá (Colombia). Comparando las migraciones de chicas y niñas llegadas a la capital colombiana para trabajar como criadas residentes durante los años 1960-1970 y la integración en el servicio doméstico de personas desplazadas por las violencias, intenta comprender la evolución de las condiciones de acceso a las familias empleeadoras. Partiendo de una inserción profesional ampliamente depen­diente del parentesco y de las relaciones de proximidad, el fenómeno de la « recomendación » ha permitido tejer lazos de confianza entre extraños, extendiendo el círculo familiar más allá de sus límites formales. Sin embargo estos lazos de confianza se harán más difíciles para las personas desplazadas víctimas de la estigmatización y del rechazo de las poblaciones urbanas.
Mélanie Jacquemin
« Sobrinitas » y « criaditas » en AbidjanEn la sociedad contempóranea de Abidjan, la mayoría de los servicios domésticos los realizan niñas y jóvenes menores de 20 años. Fenómeno antiguo, identificable desde los orígenes de la ciudad, la puesta al trabajo de las « criaditas » en familias urbanas tuvo transformaciones importantes , especialmente con la influencia de la recesión económica que impera en Costa de Marfil desde los años 1980. Para aclarar las lógicas contempóra-neas de contribución de niñas y jóvenes en la economía domés­tica urbana, esta artículo relata la historia del mercado del servicio doméstico juvenil femenino en Abidjan a lo largo de los últimos 30 años. Analizando el paso de lógicas familiares de puesta al trabajo doméstico de niñas a lógicas anónimas y más contractuales de asalariado doméstico juvenil, recalca la diversidad de las situaciones y la complejidad de un fenómeno, poco conocido, que representa sin embargo un indicador del cambio social en Africa negra.
Claire Marbot
El recurso a los servicios a domicilio y sus determinantes en FranciaEn Francia, el recurso, a, los serviciosn domésticos a domicilio difiere mucho según la composición de las familias y la edad de sus miembros. En la década 1995-2005, el recurso a estos servicios tuvo un efecto importante de reintegración en la economía formal pero en realidad no progresó. En las familias que comprenden una mujer en edad de ser activa, la opción a dicho recurso parece relacionarse estrechamente con la activi­dad femenina. Pero no es la actividad como tal sino su combi­nación con la presencia de hijos y un nivel alto de titulación o un puesto de trabajo de ejecutiva lo que constituye un determi­nante significativo de dicho recurso. Por otra parte, la desi­ualdad entre cónyuges respecto a la aportación de ingre­sos y a la cualificación parece menos notable en las familias que recurren a los servicios a domicilio que la media. Por fin , si en primer análisis el nivel de cualificación del hombre puede ser un determinante importante del recurso a los servicios a domicilio, en realidad este efecto transita esencialmente por el nivel de vida de la familia y, el grado de cualificación de la mujer tiene un efecto sobre la probabilidad de recurso que predomina respecto al nivel de cualificación de su pareja.<p class= » text-left »>
Dominique Vidal
Una relación ancillar a la prueba del derechoEste artículo estudia el alcance y los límites de la ampliación del acceso al derecho social de las trabajadoras domésticas en Rio de Janeiro. Primero presenta los problemas de descripti­bilidad del empleo doméstico en Brasil. Luego recalca el nuevo sentido de la justicia que conllevó el establecimiento de un marco jurídico, subrayando las consecuencias en las represen­taciones de las trabajadoras domésticas. Por fin, muestra la insuficiencia del derecho para asegurar plenamente su protec­ción, insistiendo en la dificultad para acceder a la justicia laboral, la escasa identificación con la acción sindical y las relaciones entre trabajador y empleador en el ámbito del servicio doméstico. Concluye con las especificidades de este sector en el Brasil contempóraneo, situando los fenómenos observados en los debates actuales respecto a los empleos domésticos.
Emmanuelle Zolesio
Mujeres en un oficio de hombres : el aprendizaje de la cirugíaAl ser verdaderas excepciones estadísticas, las mujeres son una buena « entrada » para revelar algunas dimensiones de la socialización profesional en el área de la cirugía. Aquí se trata de estudiar el contenido de la socialización profesional (¿ qué se transmite ?) y las modalidades concretas de perpetuación de esta cultura quirúrgica (¿cómo se transmite?). El análisis se centra en la etapa de de la formación de los médicos internos residentes. Las mujeres que ingresan en cirugía ya tienen un patrimonio de disposiciones que les prepara para ello. Sin embargo, su inserción profesional no se ha realizado sin determinada masculinización. Este esmero para hacer olvidar que una es mujer manifiesta la pregnancia de los valores viriles en la profesión. Con las observaciones de terreno, me he esforzado en ver los mecanismos concretos con los que la dominación masculina opera y contrata a candidatos. En el terreno, por ejemplo, pudimos constatar que las bromas verdes y sexistas contribuyen eficazmente en la evicción de las mujeres. Los mismos procesos que contribuyen a excluir a algunas estudiantes en prácticas atraen a otras y les moldean. La socialización profesional se apoya en experiencias socializadoras y las ahonda.

N° 19, 2008 La mujeres, los artes y la cultura

Fronteras artisticas, fronteras de género
Marie Buscatto
Intentar, entrar, permanecer,

Los tres retos de las mujeres instrumentistas de jazz
A principios del siglo XXI, parece que un « techo de cristal » limita el acceso de las mujeres a las posiciones sociales más altas. El ámbito del jazz francés, ámbito de arte muy masculino y muy sexuado, ofrece un terreno privilegiado para estudiar este tema de una forma nueva. Las mujeres representan un 65% de los cantantes y menos del 4% de los instrumentistas de jazz… Las músicas, incluso las más famosas, se desenvuelven en este ámbito de manera marginal. Una encuesta etnográfica, realizada desde el 1998 identifica los diferentes procesos sociales, que, al cumularse a lo largo del tiempo, hacen que el acceso y la permanencia de las mujeres instrumentistas en el ámbito del jazz resultan especialmente difíciles. Esta realidad, fruto de un camino personal lento se encuentra en una encrucijada de relaciones sociales más amplias – la definición social de los diversos roles femeninos a lo largo de la “edad”- y de normas, redes y convenios “masculinos” llevados por los músicos. .
Marie Duru-Bellat
La (re)producción de las relaciones sociales de sexo:

¿qué espacio para la institución escolar?
¿La escuela desempeña en la reproducción de las relaciones sociales de sexo, un papel semejante al que desempeña respecto a la reproducción de las desigualdades sociales? Es la cuestión que plantea este texto. Tras haber recordado el impacto determinante de las prácticas educativas de los padres, analizaremos las distintas caras potenciales de la influencia de la escuela. Muchos de los mecanismos evidenciados en el análisis de la reproducción de las desigualdades sociales dentro de y por la escuela no resultan aquí operativos. De hecho, es más bien la pasividad de la institución de cara a los alumnos y a situaciones marcadas por los modelos de sexo, que parece esencial. Esto deja abierta la cuestión de la legitimación de las desigualdades entre los sexos, ya que la escuela no puede darla.
Florence Launay
Las músicas:

de la pionera adulada a la competidora temida
La profesionalización de las músicas es un fenómeno antiguo que tuvo un desarrollo fulgurante a partir de finales del siglo XVII, con la aparición de la opera. La afición del público francés, especialmente, para las voces de mujeres y la verdad teatral (y por tanto su rechazo de los castratos) permitió la aparición de verdaderas divas, remuneradas en consecuencia, tal vez las primeras mujeres que accedieron a las profesiones llamadas de prestigio. El Conservatorio de París, desde su creación en 1795, estuvo abierto a ambos sexos, permitiendo que cantantes y pianistas adquieran un título anhelado, cien aňos antes de la Escuela de Bellas Artes y setenta antes de las universidades. Para los demás oficios de la música, el acceso de las mujeres resultó más difícil, como para las profesiones consideradas como « áreas masculinas »; si las instrumentistas solistas pudieron imponerse a lo largo de los siglos, las instrumentistas de orquestas, las directoras y compositoras, percibidas en un primer tiempo como « excepciones », luego como competidoras, siguen encontrando hoy problemas de legitimidad y de discriminación. La pedagogía de la música, en cambio fue asumida tempranamente por las mujeres, por el peso considerable de las « artes de recreo », obligatorias en la educación de las mujeres de la burguesía, porque las mujeres tenían que enseñar a las mujeres. Los oficios de la música resultan por tanto un área de observación ideal de la historia de las discriminaciones profesionales por el sexo.
Marion Paoletti
Los grillos del hogar municipal. Las amas de casa en la política
La presencia de las amas de casa en la política como representantes elegidas constituye por algunos aspectos una sorpresa, puesto que el compromiso político de las mujeres se suele analizar tradicionalmente como empotrado en el ejercicio de una actividad laboral. La “disponibilidad” que buscan los que encabezan las listas entre las demás miembros de su lista, explica en parte la presencia afirmada de dichas mujeres en las políticas municipales, sobre todo en el medio rural. Lejos de las imágenes vehiculadas recientemente por los medios de comunicación de las « nuevas y modernas amas de casa », la presencia de las amas de casa en la política puede interpretarse globalmente como una dimensión conservadora del orden político que el establecimiento de la paridad en la política no ha llegado a perturbar desde el 2001.
Aurélie Peyrin
Democratizar los museos.

Una profesión intelectual en femenino
A principios del siglo XX, acompañar a los visitantes de los museos es una profesión concebida de antemano para las mujeres, y, más precisamente, concebida por los conservadores hombres para apartar a las primeras mujeres tituladas en historia del arte de las funciones científicas. Esta profesión intelectual femenina se construye a lo largo del siglo como un trabajo a destajo, o sea a la vez como empleos de corta duración y de actividad intermitente. Un siglo más tarde, las características de la profesión siguen iguales, pero atrae a algunos hombres, sobre todo artistas, que se conforman con estas condiciones de empleo flexibles porque les dejan tiempo libre, necesario para su actividad de creación. Los acompañantes de los museos de ambos sexos, tienden por otra parte a « naturalizar » las competencias desarrolladas en el oficio y viven situaciones conyugales « típicamente » femeninas: la seguridad de los ingresos de la pareja se basa en su cónyuge.
Séverine Sofio
Las virtudes de la reproducción

Los pintores copistas en Francia en la primera mitad del siglo XIX
Escasamente estudiada (y menos aún desde una perspectiva de género) la copia de cuadros, a primera vista, se aparenta al trabajo desvalorizado de los pintores principiantes, aficionados o fracasados. Sin embargo, sigue siendo en el siglo XIX, una actividad ampliamente practicada por pintores (hombres, pero también muchas mujeres) que no corresponden con la idea del copista “a falta de”. Actividad cuanto más central en las estrategias de carrera en la medida en que el poder político la valora mucho, la copia sigue siendo para los pintores de ambos sexos un triple recurso: una fuente de ingresos importante, un medio para penetrar en el mundo del arte y una fuente de legitimidad respecto a los tipos picturales más prestigiosos. Por fin, comparando la situación de los copistas mujeres y hombres bajo el reino de la Monarquía de Julio, nos damos cuenta de que la copia se impone entonces como un espacio profesional original, marcado, contra todas las expectativas, por una relativa igualdad entre los sexos.
N°20, 2008 Migraciónes y discriminaciónes
Gilles Combaz et Olivier Hoibian
El papel de l a escuela y la construcción de las desigualdades de sexo
Contrariamente a lo que se observa cuando miramos todas las asignaturas escolares, en la de educación física y deporte, las chicas tienen peores resultados que los chicos. Para complementar los trabajos existentes, este artículo propone analizar e interpretar estas desigualdades de resultados privilegiando la dimensión relativa a los contenidos de la enseňanza. Refiriéndose a determinadas investigaciones llevadas en el área de la sociología de la educación (sociología del curriculum y sociología del cuerpo docente), se intentará mostrar que la naturaleza de las actividades físicas propuestas por esta asignatura así como las modalidades de práctica privilegiadas puede explicar en el menor éxito de las chicas. Desde el punto de vista metodológico, los materiales utilizados proceden de tres fuentes : dos encuestas nacionales realizadas en el 2006 por el departamento de estadística del Ministerio de Educación francés que permitió entrevistar a 1954 alumnos y 1317 enseňantes ; los textos oficiales más recientes que presentan los programas de enseňanza de educación física y deportes; las estadísticas nacionales relativas a los resultados de los exámenes de educación física y deportes del bachillerato..
Stéphanie Condon
Trabajo y género en la historia de las migraciones antillesas
A menudo olvidadas, o por lo menos apartadas de la historia de la inmigración en Francia por el vínculo nacional entre las Antillas y la metrópoli, las migraciones procedentes de Guadalupe y de Martínica, son poco conocidas. Sin embargo, el análisis del espacio específico ocupado por las mujeres y los hombres de las Antillas a lo largo de los aňos 1950 a 1970 (periodo de las migraciones llamadas « de trabajo ») a la vez en las políticas migratorias del estado francés y en el mercado laboral de la metrópoli revela interacciones entre diversos tipos de relaciones sociales. Combinando análisis de datos estadísticos, de archivos y de entrevistas biográficas, este artículo pretende describir el juego de las interacciones y su impacto sobre la trayectoria sociolaboral de las/los inmigrantes de las Antillas. Comparaciones con las migraciones del Caribe hacia Gran Bretaňa, nos dan otro enfoque sobre las relaciones de género y las relaciones etnicizadas (o de « raza ») en un contexto post-colonial.
Dominique Meurs et Ariane Pailhé
Las descendientes de inmigrantes en Francia:¿una doble vulnerabilidad en el mercado laboral ?
Las descendientes de inmigrantes hacen estudios más largos que sus hermanos y se benefician de una imagen positiva en los medios de comunicación. ¿Es suficiente para ponerlas en una posición más favorable que los hombre de la segunda generación en el mercado laboral ? ¿Qué posición tienen respecto a las mujeres hijas de nativas ? Este artículo examina las diferencias respecto a las probabilidades de acceso al trabajo, haciendo variar a la vez las características de género y de origen (Europa del Sur o Magreb). Para eso utilizamos los datos de la encuesta Estudio de la Historia Familiar (EHF, 1999). Encontramos que entre las mujeres, proceder del Magreb aumenta el riesgo de desempleo respecto a las nativas y a las segundas generaciones procedentes de Europa del Sur. Independientemente de su origen, las mujeres corren mayores riesgos de desempleo que sus compatriotas masculinos. Total, las mujeres procedentes del Magreb aparecen doblemente discriminadas en el mercado laboral, de cara a su origen y a su sexo.
Sylvie Schweitzer
La madre de Cavanna. Mujeres extranjeras trabajadoras en el siglo XX
La historia del espacio de las mujeres extranjeras en el mercado laboral sigue siendo poco valorada, porque se encuentra en el cruce de representaciones sociales que suelen borrar doblemente su presencia. Por un lado, porque hasta los aňos 1970, suelen tener la fama de ser una mano de obra de ajuste puntualmente presente en el mercado laboral. Por otro lado, porque se ha venido pensando desde hace mucho tiempo en el extranjero como un hombre, poco cualificado, no sindicalista y y de paso por el territorio nacional. La realidad es distinta. De hecho, las mujeres fueron desde siempre una parte importante de esta aportación migratoria, entre 30 y 45 % según las épocas y los lugares. No siempre casadas o madres de familia, participaron ampliamente en la vida económica nacional, especialmente como comerciantes, obreras, empleadas en los servicios de atención a las personas.
Céline Schoeni et Nora Natchkova
La cuestión del trabajo de noche (1919-1934)
El trabajo asalariado de las mujeres, hecho corriente durante los siglos xix y xx, es, como las múltiples legislaciones que los rigen, una realidad combatida o apoyada según la coyuntura económica por un lado, y por otro lado, según la necesidad de legitimación del orden social. Bajo los dobles auspicios de las prerrogativas capitalistas y patriarcales, la prohibición del trabajo de noche de las mujeres, aprobada por un Convenio de la Organización Internacional del Trabajo
en 1919, cristaliza las correlaciones de fuerzas entre autoridades nacionales, lo bien fundado de una reciente institución internacional, organizaciones sindicales, patronales y feministas. El artículo evidencia el proceso de perpetuación de la división sexual del trabajo en los sectores secundario y terciario en mutación durante el período 1919 a 1934, aňo de revisión del Convenio.
Michèle Vatz Laaroussi
Desde Magreb al Quebec : arreglos y estrategias
Este texto presenta un análisis de las mujeres magrebíes inmigrantes en Quebec de cara al mercado laboral y a las dinámicas familiares. Para ello plantea las especificidades de la emigración magrebí en Quebec y también identifica las políticas de migración y el impacto del contexto socio-político quebequense. El espacio de las mujeres inmigrantes magrebíes en las trayectorias y estrategias de inserción familiar se analizan a través de tres dimensiones: su inserción laboral, las dinámicas familiares y las redes transnacionales. El texto concluye sobre la ambigüedad del espacio de inserción destinado a las mujeres magrebíes inmigrantes en Quebec y sobre sus estrategias para trascender dichas fronteras.

N° 17, 2007 Género y organizaciones Cécile Guillaumey Sophie Pochic

La fabricación organizativa de los directivos.

Un enfoque sobre el techo de cristal
Este artículo defiende la idea de que el desciframiento de las normativas de carrera y de « fabricación » de los dirigentes permite aclarar de una forma nueva la permanencia del techo de cristal dentro de las organizaciones. Con lo cual demostramos que las discriminaciones que sufren las mujeres en la empresa estudiada, están empotradas dentro de los procesos organizativos. Se colocan en el modelo masculino de carrera de la espiral, y también en las prácticas informales de selección detección (efectos de redes y juegos de influencias), las expectativas de roles y las representaciones asociadas con la figura del « directivo » en el centro de los instrumentos de evaluación de las competencias. Esta contextualización de los frenos respecto a la carrera de las mujeres permite comprender los puntos de resistencia más notables de cara al proceso de feminización de los mandos directivos en un contexto institucional pese a todo favorable (existencia de un acuerdo « igualdad profesional » y de una política de diversidad).
Susan Halford
Cambio organizativo y estrategias identitarias.

El caso de cinco enfermera/o/s británica/o/s
La sociología de las organizaciones se interesó estos últimos aňos en la relación entre el género y las organizaciones laborales, estudiando los cambios organizativos. En dichos trabajos, la « identidad » se impone como una noción central, a la hora en que las organizaciones exigen nuevos resultados por parte de la mano de obra, relacionados con construcciones discursivas sobre la masculinidad y la feminidad. Este artículo explora las relaciones entre las demandas organizativas de « resultados » enfocadas desde una perspectiva de « género » y la construcción de identidades individuales Se apoya en el análisis narrativo de entrevistas llevadas con cinco enfermeros y enfermeras que trabajan en dos hospitales del National Health Service (nhs) británico. El estudio pone de manifiesto los pro­cesos de ajuste complejos, puesto que los individuos construyen activamente sus identidades de género, gracias, entre otras cosas, a su interpretación de los cambios organiza­tivos y profesionales. Esto permite a su vez, reflexionar sobre la natura­leza y la forma de la política laboral y sobre las nuevas formas de organización laboral.
Guillaume Malochet
Mujeres en la casa de los hombres

El ejemplo de las ofícialas de prisiones
Este artículo se interesa en la feminización del personal de vigilancia en las cárceles de hombres. Hace de éste el punto de observación privilegiado de la dinámica de las relaciones de género en la cárcel. Por una parte, demuestra que la llegada de mujeres ofícialas da un espejo amplificador muy útil para aclarar los mecanismos organizativos con los que se da la domi­nación masculina en el ámbito carcelario. Por otra parte, pone de manifiesto cómo la feminización, en una profesión y un espacio organizados según imperativos securitarios indisocia­ble­mente “sexuados”, revela los principios y las represen­ta­ciones de esta “casa de los hombres”. Con lo cual, el análisis propuesto reúne tres niveles a menudo desjuntados: el de los principios organizativos observables en la cárcel, el de las interacciones sociales que en ella se dan y el de las relaciones de género que prevalecen..
Céline Marc
y Hélène Zajdela
Política familar y empleos de las madres

¿ puede importarse el modelo sueco ?
El objetivo de este artículo es evaluar la pertinencia de las medidas que pretenden commpaginar la vida familiar con la vida laboral. en Francia y en Suecia, examinando detenidamente sus efectos en el empleo de las madres. Para comparar los efectos de la política familiar, primero examinamos las estructuras institucionales de ambos países relativas a las bajas por pater/maternidad y de excedencia para el cuidado de los niňos pequeňos. Luego, proponemos un análisis estadístico comparativo respecto al uso de la jornada a tiempo parcial y a su influencia en la segregación laboral. En Francia, el uso de la jornada a tiempo parcial para las madres es en parte una consecuencia de la estructura del mercado laboral. En Suecia, aparentemente, la jornada a tiempo parcial es una libre elección pero la compaginación entre vida familiar y vida laboral la hace imprescindible. Crea obstáculos perniciosos para el acceso de las madres a determinadas profesiones , que se concentran mucho más en profesiones feminizadas que las madres francesas. Así, si el modelo sueco facilita efectivamente el empleo de las madres, sin embargo presenta debilidades: mientras que la baja por maternidad y la excedencia para cuidar a los niňos ataňe sólo a las madres, permanecerá una fuente de desigualdad profesional entre los hombres y las mujeres.
Carlos Prieto
La querella de los sexos en la historia de la modernidad espaňola
Partiendo de la hipótesis según la que las definiciones de las componentes del orden social siempre tienen una dimensión normativa, el objeto de este artículo es delimitar la definición de la mujer, del hombre y de su relación que subtiende la proble­má­tica de la “conciliación”, tal y como la formula la Ley espaňola de 1999 : una definición que los presenta como iguales e idénticos. Para entender mejor su especifidad, cavaremos en la historia de la modernidad espaňola en busca de su arqueología. De este modo, veremos como, con la revolución liberal surge en el siglo xix la definisión del ser humano como un individuo que trabaja. Luego demostraremos que esta primera definición oculta otra, que diferencia el “hombre” de la “mujer”, asignan­do a éste la actividad de “trabajo” así como una posición de dominación, y a aquella la actividad de “cuidado” asociada con una posición subordinada. El momento de la conciliación será el tercer aspecto.
Ina Wagner y Andrea Birbaumer
Mujeres dirigentes

en las empresas

innovadoras
Este artículo se basa en un estudio de las mujeres dirigentes en las empresas innovadoras del sector de los medios de comuni­cación, de la arquitectura y de los servicios financieros de Viena y sus suburbios. Nuestro análisis de los datos de terreno nos lo da el debate actual sobre el uso de la perspectiva de género para las organizaciones y las profesiones. Miramos cómo las mujeres se afirman en su trabajo en un proceso de negociación con sus colegas, cómo, por un lado, responden a la cultura de la organización y a las pautas de las comunidades profesionales de su área, y por otro, cómo modifican dicha cultura peculiar. También miramos las prácticas profesionales de las mujeres con la perspectiva de su biografiía individual, intentando compren­der la influencia de los temas de vida, el papel de los socios de vida y el de los cambios en sus carreras.
N° 18, 2007 Formatión cio y orientación: la huella del géneroNathalie Bosse y

Christine Guégnard
Las representaciones de los oficios entre los jóvenes: entre resistencias y avances
Apoyándose en una encuesta realizada con 1 149 alumnos, el artículo destaca sus representaciones de los oficios en las que se mezclan visiones del mundo diferenciadas según las características individuales de dichos jóvenes. Una mayoría importante de alumnas, especialmente de las secciones industriales y científicas, tienen una apreciación de los oficios con tendencias a reconocer su carácter mixto, mientras que entre los chicos siguen vigentes la resistencia y la persistencia de los estereotipos de sexo. Los escritos de los jóvenes también subrayan la constancia de las representaciones vinculadas con las cualidades naturales y los roles tradicionales de las mujeres y de los hombres. &quot;Maternidad, dulzura y comprensión&quot; son las palabras asociadas con las profesiones de las mujeres, mientras que &quot;fuerza, resistencia y valentía&quot; caracterizan los oficios de los hombres.
Dominique Epiphane
My tailor is a man… La representación de los oficios en los libros infantiles

Con una perspectiva de comprensión del mercado laboral muy sexuado, en el que, con anterioridad, las orientaciones escolares de las chicas y de los chicos están muy diferenciadas, este artículo propone un análisis de la representación del mundo laboral y de las profesiones en las revistas ilustradas infantiles. Este artículo pretende demostrar cómo, desde sus primeras lecturas, los niños están confrontados con una visión segregada del mercado laboral. Los oficios presentados a los niños son arquetipos sexuados que van más allá de la propia realidad del mercado laboral: las profesiones ocupadas, las responsabili­dades ejercidas y los sectores en los que unas y otros están involucrados están aún más separados; la segregación, tanto horizontal como vertical, es más fuerte.
Clotilde Lemarchant
La “mixticidad” inacabada. Chicos y chicas minoritario/a/s en los estudios técnicas
Centrada en las orientaciones escolares atípicas de chicos y chicas minoritario/a/s en las formaciones técnicas (menos del 20%), esta investigación pretende conocer mejor las motiva­ciones, las modalidades de atención y los proyectos escolares y profesionales de esto/a/s alumno/a/s. La encuesta, que com­pa­gina entrevistas, cuestionarios con alumnos y también con res­pon­sables de institutos y enseñantes de Normandía, da resultados contrastados. Los chicos, bien integrados, subrayan las dificultades de orientación (la mitad cursa esta formación sin haberlo elegido); las chicas, más motivadas, sienten que su situación minoritaria en la formación representa una desventaja para el futuro y subrayan las dificultades relacionadas con las relaciones de desigualdad entre los sexos.
Françoise Vouillot
La orientación confrontada con el género
Las estadísticas siguen revelando una repartición desigual de los chicos y de las chicas en los diferentes estudios y forma­ciones. A menudo se ha mencionado la falta de diver­sificación de las opciones de orientación de las chicas para explicar la segregación sexuada del mercado laboral y sus consecuencias negativas para la inserción laboral y el desarrollo de la carrera de las mujeres. Esta visión, centrada en la orientación de las chicas oculta el hecho de que los chicos tienen también opciones sexuadas y desertan también determinados sectores. El artículo demuestra que en Francia, uno de los países pioneros respecto a la orientación, la indiferencia de cara a la influencia del género en lo que se refiere a la determinación de proyectos escolares y profesionales y también a la investigación en psicología de la orientación y en las preocupaciones de los técnicos y usuarios ; esto ha frenado la elaboración de análisis críticos y de elementos teóricos para fundar políticas de acción y prácticas capaces de producir una desexualización de la orientación.
Claudio Zanier
La fabricación de la seda: una especialidad reservada a las mujeres
Desde que la cultura de la seda se introdujo en Europa en la Edad Media, las mujeres desempeñaron un papel central en la cría de gusanos de seda y el tejido de los hilos de seda. Existía un papel semejante en Asia y en África del Norte – desde la China hasta Irán y Marruecos – independientemente de la religión y del reparto sexuado de los roles. Además, ellas controlaban sustancialmente los beneficios derivados de la fabri­­cación de la seda. En varias ocasiones, los hombres intentaron dominar el proceso de producción de la seda, pero las mujeres consiguieron conservar su papel central hasta el siglo XIX. Además de la transmisión de un saber técnico sofisticado en las descendencias de las mujeres, que incluyen « secretos » relativos a la salud de los gusanos de seda y a la protección diabólica, muchos rituales y muchas creencias en la capacidad exclusiva del cuerpo femenino para incubar gusanos, les dio la superioridad respecto a los hombres. Muchas de estas creencias han podido migrar hacia el oeste a partir de China, siguiendo la progresión del cultivo de la propia seda…

N° 15, 2006 Salarios femeninos, el punto y el comlemento
Christian Baudelot et Delphine Serre
Las paradojas de una satisfacción

O cómo las mujeres juzgan su salario
Cuando se pregunta a las mujeres si están satisfechas de su salario, teniendo en cuenta el trabajo que realizan, sus respuestas difieren poco de las de los hombres aunque sus salarios sean inferiores en un 20%. Se explica la paradoja si tomamos en cuenta la representación del salario femenino como salario de complemento e intentamos comprender los puntos de referencia que sirven a unas y otros para evaluar su salario. Los hombres expresan su satisfacción o insatisfacción comparando sus salarios con los de sus superiores inmediatos o de sus colegas masculinos mientras que las mujeres evaluan el grado de satisfacción que sacan de su trabajo y de su salario midiendo el camino recorrido desde la generación de sus madres y comparando sus salarios con los de otras mujeres a menudo menos pagadas.
François Beck, Stéphane Legleye et Gaël de Peretti
¿ El alcohol da un género?
El estudio de los comportamientos de consumo de alcohol y de su percepción por la sociedad es una aproximación interesante de la noción de género, especialmente en Francia, donde dicho consumo está muy integrado dentro de las relaciones sociales (comidas familiares o entre amigos, celebraciones de toda índole, etc.) y por tanto menos estigmatizado que en otros países. Apoyándonos en los trabajos de Sidsel Eriksen (1999) que define el alcohol como un « símbolo » del género y en una explotación estadística de numerosas fuentes recientes (Barómetro sanidad 2000, Eropp 2002), demostramos que la dicotomía entre género y percepción por la sociedad del consumo de alcohol que se afirma en el siglo XIX sigue vigente hoy. Y notablemente, aunque el consumo de alcohol de las mujeres sigue siendo bajo y mucho más bajo que el de los hombres , se sigue esgriendo con regularidad el espectro de la explosión de este consumo como una verdadera amenaza para la sociedad.
Delphine Roy
El dinero de la familia : ¿Quién paga qué ?
El dinero del hombre y de la mujer no se funden en un solo »presupuesto familiar », ni muchísimo menos, sino que siguen diferenciados dentro de la pareja. Un análisis elemental de los datos de la encuesta “Presupuestos de las familias” del Insee – Instituto nacional de la estadística francés- , indica que el dinero de los dos cónyuges no sirve siempre para lo mismo: algunas partidas de gastos son claramente sexuadas. Desde un punto de vista etnográfico, se observa que la amplitud y las modalidades de puesta en común de los recursos dentro de la pareja no son obvias. El área del presupuesto colectivo tiene más o menos extensión y su negociación explícita no resulta siempre posible ni deseable. En fin, en el caso en que la mujer gana menos que el hombre y donde no existe cuenta bancaria común, se constata que todas las familias entrevistadas proceden de manera totalmente opuesta a la noción de « salario de complemento » : el « pequeňo » salario de la mujer es el que constituye la base del dinero colectivo.
Laura Lee Downs
Salarios y valor del trabajo

El ingreso de las mujeres en las industrias mecánicas marcado por la desigualdad

en Francia y en Gran-Bretaňa (1914-1920)
¿ Cuales son los orígenes del desfase casi universal entre los salarios femeninos y los salarios masculinos en el trabajo industrial ? Este artículo explora este tema a través de un estudio comparativo sobre el ingreso masivo de las mujeres en una industria masculina –la industria metalúrgica- a partir del otoňo de 1914. La llegada de las mujeres transformó estas fábricas de espacios masculinos en espacios mixtos, estructurados con nuevas divisiones sexuadas del trabajo y nuevas jerarquías de cualificaciones y salarios. A través del estudio de las negociaciones salariales entre patrones y obreros, el Estado y las obreras, este artículo muestra la incapacidad del Estado para proteger a las obreras contra la estrategia patronal de otorgar a las mujeres un salario más bajo para un trabajo igual o incluso superior al hombre que sustituye. Efectivamente, los burócratas de ambas orillas de la Mancha estaban convencidos de que la inferioridad de los salarios de las mujeres no era sólo tradicional sino casi natural. Las intervenciones de los ministerios del Armamento de ambos países en las negociaciones salariales tuvieron como resultado una mejora notable de los salarios femeninos, que antes de 1917 solían ser salarios de miseria. Pero, después de todas las intervenciones musculares de ambos ministerios del armamento, la diferencia entre los salarios femeninos y masculinos para un trabajo igual, que era de un 50% más o menos al inicio de la guerra, seguía siendo de aproximadamente 20% en Francia y 30% en Gran Bretaňa en 1918. La mano de obra femenina conservó su estatus de mano de obra barata, y los industriales franceses y británicos salieron de la guerra con un arma nueva y temible para reducir los costes de producción : la mujer metalúrgica, pagada con su propia escala de bajos salarios para un trabajo realizado antes por un hombre.
Marie-Thérèse Lanquetin
Crónica jurídica de las desigualdades de salarios entre mujeres y hombres
La reivindicación « salario igual para un trabajo igual », es antigua y pudo ser ambigua. Primero se expresó en un contexto de competencia económica antes de ser reconocida como un principio de justicia, y luego como un derecho fundamental. La noción de salario “femenino” perduró hasta la afirmación del principio de igualdad entre hombres y mujeres. Pero se han mantenido dificultades frente a la libertad de los empresarios de determinar salarios más allá de los salarios mínimos y convencionales. Sin embargo existen « instrumentos » jurídicos y judiciales, elaborados primero por el derecho comunitario para reforzar el principio de igualdad de remuneración y luchar contra las discriminaciones . La construcción del sentido y de la eficacia del principio de igualdad se hizo por la vía judicial. Primero es el asunto de los agentes sociales, ya que una ley de por sí no significa nada, implica la construcción de su propio sentido. Sin embargo, la lucha contra semejantes desigualdades de remuneraciones sigue siendo débil en Francia. ¿ Por qué ?
Séverine Lemière
Un salario igual para un empleo de valor comparable
El objetivo de las políticas de « valor comparable », o, según la expresión canadiense de « equidad salarial » es la aplicación concreta del principio « un salario igual para un trabajo de valor comparable » para luchar contra la desvalorización de los empleos desempeňados mayoritariamente por mujeres. Diferentes experiencias extranjeras llevaron a proponer criterios de evaluación de los puestos de trabajo. Dichos métodos, basados en el “valor comparable” generan muchas controversias.
Dominique Meurs et Sophie Ponthieux
Cuando la variable « mujer » ya no sea significativa en las ecuaciones de ganancia…
En la lógica del análisis ortodoxo de los determinantes de los salarios, el acercamiento de los niveles educativos de las mujeres y de los hombres debería traducirse por una limitación de la diferencia de salarios. Esta predicción tarda en realizarse: el nivel educativo medio de las mujeres trabajadoras es superior al de los hombres, pero sus salarios siguen siendo globalmente inferiores. La ventaja educativa no resulta suficiente frente a las diferencias de estructura de los empleos y de la jornada laboral, que explican la mayoría de la diferencia de salarios. Estas diferencias están vinculadas con fenómenos de segregación, que a su vez proceden ampliamente de los comportamientos sociales y de la repartición de las tareas domésticas y familiares entre mujeres y hombres.
N° 16, 2006 Los estragos de la violencia económica

Stéphanie Gallioz
Fuerza física y feminización de los oficios de la construcción
El objetivo de este artículo es demostrar que la noción de fuerza física como característica naturalmente reservada a los hombres, complemento de la fragilidad de la mujer, es el resultado de la construcción social de la masculinidad y de la feminidad. Para ello, nos apoyamos más específicamente en el sector de la construcción. En dicho sector, la movilización de la noción de fuerza física ha conseguido prohibir y también ocultar la presencia de las mujeres. Si no se puede designar el sector de la construcción como el sector no mixto por excelencia, ya que en este las mujeres siempre desempeñaron un papel importante , sin embargo, sigue construyéndose en torno a caracteres de la masculinidad. Entonces la fuerza física aparece como una noción estructural para los oficios de dicho sector. Así que ser mujer en la construcción no es nada anodino, ni tampoco natural. Por eso, las mujeres que , pese a todo, trabajan en este sector, se ven negadas o encerradas en determinados oficios, tareas y funciones.
Gao Yun, Florence Lévy y Véronique Poisson
De la migración al trabajo ilegal : la explotación extrema de los/las Chino/a/s en París

La vulnerabilidad está en el centro de los itinerarios migratorios de los Chinos hacia Francia. Empieza con el viaje y sigue mucho más allá de la llegada. Su viaje suele desarrollarse durante varios meses con condiciones inhumanas. La llegada a Francia no significa el final del calvario, al contrario. Se encuen­tran en una situación ilegal y atenazados, entre la imposibilidad de conseguir un permiso de trabajo y la necesidad de rembolsar sus deudas cuanto antes. La economía sumergida, gran sumi­nistra­dora de empleos ilegales, y especialmente, la economía étnica, aparece como la única salida posible. Una salida que toma la forma de una explotación extrema por el trabajo. Este artículo destaca este tipo de explotación realizado por emplea­dores procedentes de la comunidad china, y que por tanto, se encuentran en el mejor lugar para abusar de la vulnerabilidad de los nuevos emigrantes.
Blanche Le Bihan-Youinou y Claude Martin
Trabajar y cuidar a un pariente mayor
En este artículo, los autores proponen analizar la situación de las mujeres que se enfrentan a la vez con una actividad laboral a plena jornada y el cuidado diario de un/a padre/madre o suegro/a mayor dependiente. Analizan a la vez la manera con la que las mujeres organizan dicho cuidado y el impacto que éste tiene en su vida personal, familiar y laboral. A la diferencia de la atención a los niños pequeños, las mujeres sacan el tiempo necesario para enfrentar esta presión de su tiempo personal y familiar, y al mismo tiempo mantienen su implicación profe­sional.
Isabelle Puech
Mujeres y emigradas : utilizables para todos los trabajos molestos
En el sector de los servicios, miles de mujeres conocen formas de explotación salarial difusas, poco visibles, socialmente toleradas. Este artículo propone destacar un modo de gestión de la mano de obra sin cualificación, que, so pretexto de flexibi­lidad y de máxima compresión de los costos, utiliza a las muje­res más vulnerables en el mercado laboral – especialmente a las mujeres emigradas- como variable de ajuste . A partir de una encuesta de terreno llevada a cabo con una población de cama­reras, el artículo pretende poner de manifiesto un lado oculto de los empleos precarios. A menudo son empleos con contratos fijos que no protegen contra las condiciones de trabajo penosas, los tiempos de trabajo muy largos, los salarios rebajados y las prácticas patronales fraudulentas.
Christian Trotzier
El choque del despido : mujeres y hombres en la tormenta
Se han llevado a cabo dos encuestas , una en el 1999, otra entre el 2003 y el 2005, con obreras y obreros despedido/a/s entre el 1979 y el 1983 en el marco de reducciones de plantillas. El carácter selectivo de la exclusión genera fuertes sentimientos de injusticia y humillación que no se encuentran en el caso de cierres de empresas. El desconcierto que llega con el despido, principalmente relacionado con la estimación de las perspec­tivas de empleo, aparece con mayor frecuencia entre las mujeres. Los trastornos de salud que surgen son específicos para cada sexo. Para las mujeres, se instalan estados depresivos a largo plazo. La vulnerabilidad social provocada por el despido se traduce para los hombres con un aumento de la mortalidad. El capital colectivo está destruido. La desconfianza definitiva de los/las despedido/a/s hacia el sindicalismo es uno de los aspec­tos del problema. El sentimiento de injusticia se suele vivir soli­ta­riamente. Y esto alimenta el resentimiento. La violencia de los despidos aparece aquí como una violencia oculta.

N° 13/2005 Las patronas (las empresarias)
Clare Haru Crowston
La reina y su &quot;ministro-a de las modas&quot;
Este artículo trata del papel económico cultural y político de los circuitos de crédito durante el &quot;antiguo régimen&quot; a partir del estudio de la trayectoria de la negociante de modas Rose Bertin. Plantea tres aspectos de las prácticas relativas a los circuitos de crédito de Rose Bertin : su implicación en redes de crédito mercante, la manipulación de su fama como forma peculiar de crédito, y la manera que tuvieron sus enemigos de recalcar sus relaciones de crédito con Marie Antoinette para desacreditar la economía política del &quot;antiguo régimen&quot;. El artículo utiliza el estudio del itinerario de Rose Bertin para revelar la implicación de las mujeres en muchos circuitos de crédito y hace hincapie en los vínculos prácticos y conceptuales entre el crédito y otras formas sexuadas de circulación como la moda o el sexo.

Jackie Clarke
La organización doméstica como pedagogía
Este artículo trata del movimiento de racionalización (es decir la organización científica) del espacio y del trabajo doméstico que se desarrolló en Francia entre las dos guerras mundiales, bajo la dirección de Paulette Bernège. Trata del proyecto educativo de Bernège que pretendía construir, para las familias de la clase media, una nueva mujer y un nuevo espacio doméstico. Pone de manifiesto la interpenetración de los roles de organizador científico y de educador, y muestra cómo Bernège elaboró teorías didácticas basadas en el movimiento para una educación nueva y en los métodos de organización del trabajo industrial, como el taylorismo y la ergonomía. Las lecciones de organización doméstica de Bernège se basan en una estricta autodisciplina que debe formar la mente y el cuerpo de los/las estudiantes La mujer y el espacio doméstico &quot;racionalizados&quot; de este modo, pretenden inculcar a los esposos y a los hijos las bases de una eficiencia productiva en el espacio profesional.

Annie Fouquet
Las mujeres empresarias : el caso francés
¿ Quienes son hoy las mujeres empresarias ? ¿ Cuantas son ? ¿ Cómo hace una mujer para convertirse en empresaria ? ¿ Para emprender qué ? ¿ Por qué emprender ? Estas son algunas de las preguntas a las que responde este artículo, partiendo de datos estadísticos sacados de las encuestas Empleo del INSEE (Instituto Nacional de las Estadísticas Económicas francés) y de una encuesta monográfica que se realizó sobre mujeres empresarias de la región Ile de France. El artículo se concentra en las empresarias con asalariados. Si estas mujeres han creado o adquirido una empresa existente, no es para que se reconozcan sus capacidades mal reconocidas en su su itinerario laboral anterior, sino porque tenían una voluntad de emprender. La creación viene dentro de la continuidad de un itinerario de éxito. Ponen de manifiesto cualidades tradicionalmente femeninas, en cuanto a la elección de actividades o de formas de gestión. Mayoritarias en el sector de los servicios, las mujeres son más exitosas que los hombres. El acceso a la función de empresaria por herencia es excepcional en este marco : se suele padecer de dicho itinerario (pocas veces elegido), con actividades más repartidas y menos satisfacciones

Christine Mennesson
Las mujeres guías de alta montaña : modalidades de compromiso y relaciones con el oficio
La profesión de guía de alta montaña viene feminizándose a partir de los años 1980 en Francia pero sigue siendo esencialmente masculina. Este artículo analiza, por una parte, las condiciones sociales que permiten el compromiso de las mujeres en esta profesión, y por otra, sus itinerarios profesionales y sus relaciones con el oficio Dos modos de descubrimiento de las actividades de montaña (precoz y familiar, o más tardío en vinculación con hombres) y una socialización sexuada infantil dentro del grupo de los pares masculinos, favorecen la inversión de las mujeres en las prácticas deportivas de alta montaña. Si la constitución de la afición hacia dichas actividades está relacionada con modalidades de iniciacón específicas,su conversión en actividad laboral se desarrolla a lo largo de un itinerario largo y difícil. Las mujeres acceden relativamente tarde a la profesión, sobre todo porque tienen dificultades para construir un &quot;crédito fama&quot; suficiente para acceder a la formación Por otro lado, las mujeres guías ejercen su oficio en condiciones a menudo poco valoradoras. Para las madres, parece más difícil tener una carrera exitosa cuando conviven con hombres guías que tienen escaso capital cultural. Para las demás, el hecho de no tener hijos aparece como una opción imprescindible para su inversión profesional. Por fin, para imponerse en un mercado laboral dominado por los hombres, las mujeres guías priorizan mayoritariamente un concepto sedicentemente femenino de la profesión, valorando los aspectos relacionales del oficio. Su preocupación por explicar de manera permanente su planteamiento a clientes a veces inquietos, les permite atraer a una clientela específica y colocarse favorablemente dentro de una conyuntura en la que la cuestión de la seguridad constituye una preocupación importante

Mary Yeager
Enfoque sobre la historia americana de los negocios
Las mujeres siempre han estado presentes en los negocios, y algunas con un espíritu emprendedor más desarrollado que otras.Pero, hasta un período relativamente reciente, las mujeres de negocios permanecían las grandes ausentes de los relatos dominantes de la historia de las mujeres y de la historia de los negocios. Un programa de televisión americano reciente con mucho éxito The Apprentice puso de manifiesto las interacciones que existen en el mercado laboral entre las mujeres jóvenes y los hombres jóvenes que trabajan en los negocios Esto responde a una pregunta de peculiar relevancia : ¿ por qué en la sociedad más individualista y más orientada hacia el mercado, los hombres y las mujeres se han forjado itinerarios tan distintos y dispares en el mundo de los negocios ?

Claire Zalc
Mujeres, empresas y dependencia
¿ El papel de &quot;patrona&quot; de empresa es sinónimo de emancipación, para una mujer, y más aún para una extranjera ? El estudio de las formas de participación de las mujeres emigradas en el ámbito de la pequeña empresa parisina entre las dos guerras mundiales permite aportar unas cuantas respuestas a esta pregunta. Este artículo recalca la importancia del compromiso de las mujeres en el ámbito de la tienda y del taller, compromiso a menudo esencial para la actividad, aunque silenciado por las fuentes administrativas. Llevar el estudio de las mujeres en el ámbito de la independencia genera entonces la cuestión de las relaciones entre rol económico y rol familiar. Además, cuando nos interesamos en el ámbito de la pequeña empresa extranjera, el enfoque se hace más complejo porque se añade la cuestión del espacio de las mujeres emprendedoras en el dispositivo de las estrategias profesionales urbanas y económicas de los emigrantes.
N° 14/2005 (résumés traduits par Claire Alcaraz) Ciencias, investigación y género
Sandra Beaufaÿs y Beate Krais
Mujeres en las carreras científicas en Alemania : los mecanismos ocultos del poder
Las estadísticas anuales de la Unión Europea demuestran otra vez la sub-representación de las mujeres en los más altos cargos científicos. En general, Alemania forma parte de los países en los que las mujeres son poquísimas en dichos cargos. Hasta el período actual, la investigación intenta explicar este fenómeno sobre todo con factores relacionados con las propias mujeres, como sus intereses, su manera específica de plantearse su carrera, su personalidad « poco adaptada a la ciencia », etc. Nuestra encuesta no estudia a las mujeres sino el ámbito científico. El artículo trata de las relaciones sociales y de las interacciones dentro del trabajo que consiste en producir resultados científicos. Este contexto no es neutral, como lo vamos a demostrar, sino basado en las relaciones sociales de sexo. A partir de dos encuestas empíricas, el análisis demuestra que el problema del no reconocimiento de las mujeres como « co-jugadoras » del área científica radica en un conjunto de condiciones complejas que llevan a la exclusión de las mujeres de las carreras científicas.

Delphine Gardey
La parte de la sombra o la de las Luces ? Ciencias e investigación y riesgo del género
Este artículo propone una lectura de la manera con la que las ciencias sociales contemporáneas han enfocado las relaciones entre las mujeres (y luego el género) con las ciencias y la investigación a lo largo des estos últimos treinta anos. Su objetivo es destacar la vitalidad de estas áreas, su diversidad empírica, metodológica y teórica, las modalidades de sus vinculaciones con reflexiones sociales y políticas más amplias, sus límites y sus potencialidades. Siguiendo la manera con la que dichos trabajos se han ido desarrollando históricamente, el artículo se interesa primero en el tema – clásico – de la participación y del espacio de las mujeres en la producción de las ciencias y de los conocimientos. La pregunta inicial : « quien ha podido (quien puede) producir ciencias en las sociedades occidentales ? », permite abrir toda una serie de considerandos respecto a la manera con la que las ciencias suelen ser producidas, con la que se insertan dentro de los valores y las culturas dominantes de una época en cuya definición y redefinición de las relaciones sociales, especialmente de sexo, contribuyen. Por fin, el artículo intenta evidenciar tres aportaciones de esta área de reflexión crítica : los estudios de género han transformado y transforman los conceptos corrientes sobre lo que son las ciencias y permiten darles una visión más realista ; la contribución de las mujeres en las ciencias (sociales y duras) debería enfocarse como una oportunidad de enriquecimiento y universalización de las ciencias ; la apertura de la investigación a la sociedad con la diversidad de sus componentes (tanto desde el punto de vista de los agentes legítimos de la producción de los conocimientos como de la definición de sus contenidos y agendas, y de la evaluación de sus prácticas) debería estar en el agenda del ámbito de la investigación en el futuro.
Emmanuelle Houzé-Robert
La memoria no es neutral. Recuerdos de mujeres en la facultad de ciencias y técnicas de Nantes

Este texto pretende explorar la memoria de unas universitarias para circundar algunos aspectos de la dinámica de las relaciones sociales de sexo en una facultad poco feminizada, la Facultad de Ciencias y Técnicas de Nantes, considerando que el espacio social es determinante de la estructura, la forma y la extensión de la memoria. En los recuerdos relativos a las enseñantes, se expresa el androcentrismo de la institución. En los relatos de las enseñantes e investigadoras relativos a su vida laboral, se pone de manifiesto la notable segregación horizontal y vertical de los puestos de trabajo vigente en el establecimiento, en esta jerarquía más bien alta del asalariadode encuadramiento. La entrada por la memoria permite sin embargo evitar las constataciones miserabilistas : las mujeres juegan con el carácter compuesto de su profesión para construir carreras en relación con sus ambiciones.
Ilana Löwy
El feminismo ha cambiado la investigación biomédica ?

El Women Health Movement y las transformaciones de la medicina en los Estados Unidos
Para algunos observadores, la medicina ha cambiado radicalmente con la doble presión del movimiento feminista y de las mujeres médicos, cada vez más numerosas en la profesión. Este artículo examina la pertinencia de esta afirmación y también la contribución del movimiento de mujeres « Women Health Movement » (WHM) en la modificación de las prácticas médicas, especialmente a través del estudio del papel y de las actitudes de las mujeres y de los médicos. Este movimiento ha puesto en tela de juicio el poder de los expertos, proclamado el derecho de las mujeres a asumir su propio cuerpo y desarrollado entidades médicas « paralelas », co-dinamizadas por profesionales y militantes. Si la fantástica carga radical llevada por el WHM durante los anos 1970 se ha ido diluyendo luego, sin embargo algunas acciones inspiradas por el movimiento siguen moldeando la medicina y la investigación biomédica en los Estados Unidos.
Catherine Marry y Irène Jonas
Investigadores entre dos pasiones : el ejemplo de las biólogas
El ámbito académico no se libra del techo de cristal o del cielo de plomo que pesa sobre las carreras de las mujeres : en todas las disciplinas, disminuye su participación a medida que se sube en la jerarquía de los grados y de los honores. Este artículo, basado en datos estadísticos y entrevistas, pretende aportar pistas para explicar estas desigualdades sexuadas en el mundo académico explorando un rincón del cielo de plomo : el que pesa sobre las investigadoras en ciencias de la vida en Francia. Hace hincapié en la dimensión subjetiva, es decir, los placeres y sufrimientos del oficio de investigador y las contradicciones, particularmente acuciantes entre las mujeres, generadas por las injunciones contradictorias del ejercicio ideal de este oficio y del oficio de madre.
Anne-Lise Moreau
Sobre la educación de los ninos y los derechos a las pensiones de jubilación
Cual es el sentido del reconocimiento del tiempo de la educación de los ninos de cara a los derchos a las pensiones de jubilación cuando la situación de ama de casa concierne hoy mucho menos a las generaciones que se van a jubilar en los próximos anos ? La cuestión de la equidad de los derechos entre padres y madres es subyacente desde el caso Griesmar en la administración pública francesa. A partir de ahí, el tema se tenía que tratar necesariamente cuando la reforma de las pensiones. Sin embargo, como no se han tenido en cuenta de manera más fundamental la dimensión de igualdad de derechos a la jubilación entre hombres y mujeres, hay que seguir debatiendo del tema. Más allá de la estricta problemática de los géneros, se puede plantear el tema del derecho de las familias.

N° 11/2014 Estadisticas : vuelta a los orígenes

Thomas Amossé
Profesiones en femenino : representación estadística, construcción social
La presencia de las mujeres en el mercado laboral no es evidente, tanto en las estadísticas como en la realidad. Esto se puede averiguar con el espacio que ocupan los empleos femeninos en la nomenclatura de las profesiones y de las categorías socioprofesionales del Instituto Nacional de Estadística: de cara a las profesiones masculinas descritas, en la mayoría de los casos con una precisión de diamantista, las profesiones femeninas aparecen como conglomerados estadísticos con contornos y contenidos imprecisos ; dichas profesiones representan una tercera parte de las profesiones masculinas pero aglutinan a colectivos tres veces superiores. La concentración estadística de los empleos femeninos, al reflejar una doble segregación, real y simbólica (por un lado, las mujeres tienen escaso acceso a la mayoría de las profesiones, por otro, las que las ejercen ocupan un espacio reducido den la nomenclatura) hace eco a una construcción sociopolítica sexuada de los oficios y de las cualificaciones que se plasma incluso en la definición de las categorías y en las normas de clasificación estadísticas. Sin ser neutral (y ¿ cómo podría pretender serlo ?) se conforma con grabar y prolongar las desigualdades de representación laboral entre hombres y mujeres.
Annie Fouquet
Invento de la inactividad
Este artículo pretende indagar sobre la creación del concepto de inactividad, que se usa de forma natural para hablar de las amas de casa o de las mujeres de los campesinos. Encontramos esta definición por primera vez en el censo de 1896, oponiendo la población activa a la de los ociosos, la cuestión de la frontera entre ociosos y parados siendo, en aquella época, un gran tema de debate. La inactividad sólo se define con su contrario ; el “activo”, en el sentido de la economía política que surge en el siglo XVIII con Adam Smith y luego con los fisiócratas que buscan medios para ejercer una acción en la economía, sacando a luz sus leyes. El invento del adjetivo inactivo data del mimo periodo y toma su sentido inicial en la investigación físico química para hablar de una sustancia inerte o de un remedio sin resultado. Para encontrar principios de actuación, los “economistas” han excluido del trabajo productivo la esfera doméstica en la cual el político no puede ejercer su acción. Al restringir con Malthus su área de actuación a lo meramente cuantificable, dejan en la oscuridad la parte de intercambio simbólico y de creación de vínculo social presente en cualquier intercambio.
Jacques Freyssinet
Tasa de paro, tasa de empleo, volvamos a los objetivos europeos
De la introducción de la tasa de empleo, preferentemente a la tasa de paro como objetivo de las políticas de empleo, especialmente en la estrategia europea para el empleo, podemos sacar muchas enseñanzas respecto al modo de construcción de las categorías consensuadas como pertinentes para el debate social. El resultado principal de esta opción es la polarización del interés hacia categorías cuya tasa de actividad conoce importantes variaciones. El consenso sólo ha sido posible en base a la ambigüedad. Por un lado, se puede presentar el incremento de la tasa de empleo como una condición del respeto efectivo del derecho al trabajo para todos. Por otro, en nombre de este objetivo, se legitimizan políticas que pretenden atraer a los inactivos en el mercado laboral y forzar a los activos a aceptar los empleos tal y como se vienen proponiendo. Las contradicciones potenciales entre ambos planteamientos aparece aún más claramente en el caso del trabajo femenino.
Pierre Leroux y Philippe Teillet
La domesticación del feminismo en campaña
El espacio problemático de las mujeres en la política en Francia, y las perspectivas abiertas por el establecimiento de las pautas relativas a la paridad, nos lleva a cuestionarnos sobre el peso del género en el intercambio electoral. Más allá de las apariencias que nos hacen olvidar que el ámbito político está marcado de múltiples maneras por una dominación masculina, la inversión de las mujeres en la política hace eco a la ambigüedad de los beneficios y de los riesgos relacionados con la valoración del “feminismo” o del “género” en esta área de actuación. A través del ejemplo emblemático de una ministra en campaña electoral para las elecciones generales, vemos como la gestión de la identidad pública y de los bienes “feministas” se confronta con coacciones que imponen presentarlos con una forma “domesticada”.
Maryse Marpsat
Las personas sin domicilio o con malas condiciones de vivienda
La realización de encuestas estadísticas implica definir especificadamente el área meta de la encuesta y encontrar un método que óptimamente le corresponda Más allá de la definición “espóntanea” relacionada con la visibilidad de algunas personas sin domicilio en el espacio público, los estadísticos franceses han adoptado una definición de las personas sin domicilio vinculada con su situación respecto a la vivienda y nada más, excluyendo otros factores que forman parte de la representación corriente de las personas sin domicilio, como la ruptura de vínculos sociales o la enfermedad mental. Sin embargo, para cada “situación respecto a la vivienda”, centro de alojamiento de urgencia, hogares de acogida de larga duración, calle…, es muy diferente la estructura de la población, especialmente según el género. En fin, la percepción de su propia situación por parte de las personas influye en las respuestas que dan a los encuestadores y se debe de tener en cuenta a la hora de interpretar los resultados. Pero estas dificultades para establecer definiciones y para construir nomenclaturas también son fuente de conocimiento, permitiendo reflexionar a la vez sobre los límites de los instrumentos estadísticos y sobre el tipo de visión de la realidad que generan y conocer mejor el ámbito para el que intentamos contruir dichas estadísticas.
Marion Paoletti
El uso estratégico del género en la campaña electoral
La postura peculiar de candidata (para las elecciones generales del 2002, con el Partido Socialista, contra Alain Juppé en la segunda circonscripción del departamento de la Gironde) nos lleva a plantear el género como un recurso político, a pesar de la desaparición del tema paritario después del 21 de abril del 2002. Esta observación particular, relacionada con la voluntad de identificar prácticamente el utilitarismo en el ámbito militante, nos lleva a una presentación excesivamente intencionalista del género, pero permite circundar mejor las coacciones que pesan sobre esta identidad estratégica peculiar. Como recurso individual, poner de manifiesto la identidad femenina debe hacerse con los límites del código admitido por cada uno, y sin embargo variable para cada uno. De cara a esta puesta en evidencia, resultan contradictorias las expectativas de los militantes, dentro del partido, y hacia fuera, hacia los electores. Si con este recurso uno-a no puede jugar individualmente, en un contexto paritario se puede movilizar colectivamente aunque dicha posibilidad hasta ahora dependa ampliamente del grado de politización de las elecciones.
Sophie Ponthieux
Los trabajadores pobres : identificación de una categoría
La categoría de “trabajadores pobres” se articula en torno a dos nociones : el trabajo y la pobreza, con lo cual resulta una categoría híbrida, definida en la encrucijada de dos unidades estadísticas : el individuo y el hogar. Para terminar, se verá que algunas de las características de dicha población una detrás de otra junto con datos leídos desde una perspectiva de género, componen un rompecabezas muy interesante : aunque las mujeres tengan por término medio un riesgo de pobreza igual al de los hombres (¡ la paridad !) y representen una mayoría de los trabajadores cuyas características de empleo son desfavorables, la mayoría de los trabajadores pobres son hombres. Más que una paradoja, este rompecabezas pone de manifiesto las dos desigualdades entre hombres y mujeres : desigualdad en el acceso al mercado laboral y desigualdad dentro del mercado laboral.
Thibaut de Saint Pol, Aurélie Deney y Olivier Monso
Familia y cabeza de familia :dos nociones muy arraigadas
Desde 1982, la familia no es la que nombra a su “cabeza”. La “persona de referencia” está nombrada en base a una pauta sistemática, privilegiando al hombre respecto a la mujer en la pareja. Los estadísticos han ratificado una visión masculina de la sociedad que encuentra su origen en una representación tradicional de la jerarquía familiar, plasmada de manera más o menos visible en los censos franceses desdes hace dos siglos. El usuario debe por tanto tener en la mente que el paso por la persona de referencia impone una plantilla de lectura de la sociedad. Los intentos actuales para proponer nuevos conceptos (sustitución de la familia por la unidad de vida, criterio presupuestario para nombrar al cabeza de familia…) deberán contrarrestar las imperfecciones de las herramientas anteriores y al mismo tiempo conservar su manejabilidad, que, además de su fuerte arraigo histórico, representa su innegable ventaja.
N° 12/2004 (résumés traduits par Claire Alcaraz) El trabajo del cuerpo

Philippe Charrier
¿Cómo un hombre puede plantearse ser comadrona ?

La integración laboral de los estudiantes comadronas hombres

La profesión de comadrona , muy marcada por el género femenino, es una carrera que algunos hombres han elegido desde 1982, fecha en que se les fue abierta. Pero, a causa de un cambio en el sistema de contratación que obliga a que las futuras comadronas cursen un primer año de estudios de medicina, la hipótesis de un incremento de la presencia de los hombres en esta profesión es muy fuerte. La escuela de Grenoble viene experimentando este sistema desde hace diez años , con lo cual representa el espacio ideal para captar las dinámicas profesionales que ahí se están desarrollando. A partir del discurso de doce estudiantes varones de esta escuela, analizamos sus formas de integración laboral, nos preguntamos si los hombres comadronas crean o no un nuevo segmento profesional y qué papel piensan desempeñar en la profesionalización en marcha. Christophe Falcoz
Reflexiones sobre las relaciones entre virilidad y gestión de empresas

El punto de vista de los/ las ejecutivo/a/s homosexuales

Hasta ahora se ha estudiado poco la virilidad moderna en relación con el tema del trabajo y de las organizaciones. Desde una perspectiva socio-histórica, el autor recuerda cómo se ha ido construyendo la virilidad , desde la segunda mitad del siglo XVII, en base a dos contratipos que son las mujeres y los homosexuales. Alude más detalladamente a tres instituciones (Ejército, Deporte y Medicina) antes de entablar el análisis de la
Empresa, otra &quot;casa de los hombres&quot;, en la que los ejecutivos, la carrera y los sistemas de gestión desempeñan un papel clave de cara a la dominación masculina. La presentación de los resultados de una encuesta por cuestionario de 194 ejecutivos/as homosexuales permite demostrar por fin cómo se organiza el control de la conformidad con los principios viriles a la hora de acceder a los puestos de poder dentro de las organizaciones. Se estudian, de manera más específica, a través de las representaciones de los dominados, los registros y estrategias homofóbicos, las pruebas viriles, así como sus estrategias para enmascararse y las consecuencias que las discriminaciones, desigualdades e insultos tienen en su salud.
Rossella Ghigi
El cuerpo femenino entre ciencia y culpabilización. En torno a la historia de la celulitis
Este artículo describe el surgimientode un objeto nuevo en los discursos científicos de principios del siglo XX, la &quot;celulitis&quot; y su aparición en dos revistas francesas de los años 30, &quot;Votre beauté&quot; y &quot;Marie Claire&quot;. Relata cómo la celulitis, antes de su invención , era mera carne femenina adulta que &quot;fue localizada&quot; por diferentes médicos , en la totalidad del cuerpo en los lugares más diversos (tobillos, zona abdominal, hasta la nuca), y en qué términos dichos lugares empezaron a ser muestra de &quot;algo patológico&quot; convirtiéndose en señales de fealdad tanto corporal como moral (en la medida en que la celulitis denotaba la dejadez de aquellas que &quot;se han descuidado&quot;. Nuestro objetivo, precisamente, es demostrar cómo la cruzada contra la celulitis produce y reproduce determinada construcción de lo &quot;femenino&quot; y de qué manera dicha cruzada se compaginaba con la idea del individuo responsable de su condición física. La belleza no es una gracia sino la señal visible de una labor voluntaria sobre el cuerpo ; mostraremos la culpabilización moral relacionada con la obesidad durante el periodo 1920-1940 y examinaremos los discursos de aquella época que esbozaron la imagen de un cuerpo feminino imalsano y de su desgenerecencia, de la intoxicación debida a la vida en las grandes ciudades y al trabajo femenino, traduciéndose por una acusación en contra de la modernidad como tal.
Karen Messing, Maude Randoin, France Tissot, Geneviève Rail, Sylvie Fortin
El sufrimiento inútil : la postura de pie estática en los empleos de servicio
La postura de pie prolongada que se observa en la mayoría de las trabajadoras quebequenses, está asociada a problemas cardiovasculares y a dolores en la espalda, los miembros inferiores y los pies. En dos de las cinco profesiones más feminizadas, se observa una postura de pie prolongada y relativamente estática. Esta obligación postural es típica de algunas exposiciones laborales de las mujeres porque el esfuerzo no resulta muy obvio y no produce efectos visibles a corto plazo. Pese a los relatos de dolor, existe mucha resistencia al cambio. Este artículo presenta los resultados de varios estudios sobre las posturas de las mujeres en el trabajo, las consecuencias fisiológicas de la postura de pie estática prolongada y las actitudes de las mujeres y de los hombres frente a la postura de pie, todo esto para comprender el por qué de esta resistencia.
Stéphane Portet
El tiempo parcial en Polonia

Una engañifa de la segmentación sexuada del mercado laboral
El artículo se abre con la constatación de la feminización relativamente poco notable del trabajo a tiempo parcial en Polonia. Basándonos en el tratamiento de los datos brutos de la encuesta polaca sobre el empleo y también en investigaciones de terreno llevadas durante tres años, pretendemos demostrar lo que se oculta detrás de esta realidad, tanto desde el enfoque de las características del trabajo a tiempo parcial en Polonia, como, más ampliamente, del papel que desempeña el tiempo parcial en la segmentación sexuada de las profesiones. El tiempo parcial polaco no es un marcador de género, ante todo es un paliativo frente a las carencias del estado de bienestar, que a menudo obliga a los beneficiarios de subsidios sociales a mantener una actividad laboral. Sin embargo, la duración de la jornada laboral es uno de los elementos clave para comprender la reconstrucción de nuevas desigualdades de género en el mercado laboral. Frente a la intensificación y al alargamiento del tiempo de trabajo, las estrategias de los hombres y de las mujeres difieren, y uno de los efectos directos de esta dinámica es el incremento de la segmentación sexuada de las profesiones y del desempleo.
Pierre-Emmanuel Sorignet
Ser bailarina contemporánea una carrera &quot;cuerpo y alma&quot;
El cuerpo de la bailarina ha cristalizado los envites casi ideológicos subyacentes a la voluntad de ruptura con el academicismo. Al apartarse del modelo de la bailarina clásica, la bailarina contemporánea aparece liberada de las obligaciones físicas y morales impuestas especialmente en las instituciones formativas. Sin embargo, la encuesta demuestra la persistencia, con otras formas, de la imposición de un modelo corporal femenino estereotipado. El mercado laboral de la danza contemporánea permite evidenciar la distancia entre el discurso ideológico propio del área de la danza contemporánea (multiplicidad de los tipos femeninos autorizados a bailar, interés por la &quot;singularidad&quot; del individuo) y las exigencias requeridas para conseguir un puesto de trabajo en el mercado laboral de la danza contemporánea. Para terminar, la importación de las obligaciones de la profesión hacia las elecciones íntimas (elección del cónyuge y maternidad) traduce la ambigüedad de una profesión que se vive como una &quot;liberación&quot; y una &quot;vocación&quot;.

N°9/2003 Chicos y chicas, para lo mejor y lo peore
Sohie Divay
El aborto : un derecho concedido, que queda por conquistar

Este artículo se apoya en testimonios de mujeres recogidos por observación participante en el marco de las entrevistas obligatorias previas al aborto. Relatan los obstáculos que han tenido que superar para hacer valer un derecho. Parte de sus dificultades, incluso de sus sufrimientos, es el resultado de los juicios de valores proferidos por profesionales del ámbito médico-social o por miembros de su entorno, y también presentes en los textos de ley. Nos consta que treinta años depués de su legalización, el aborto, constituye un estigma moral del que una sólo se puede proteger vivierndo el aborto con la mayor discreción..La asociación X, donde se desarrolló el trabajo de terreno, actúa para que sean respetados los derechos de las mujeres, y, para ello, reivindica la supresión de la entrevista previa obligatoria. Las asesoras han ajustado las condiciones de dicha entrevista para distanciarse del papel de control social que les otorga la ley. Tranquilizadas al respecto, las mujeres dan las razones de su decisión y su propia postura moral sobre el aborto, , que aún sigue siendo socialmente mal aceptada.
Florence Maillochon
El juego del amor y de la amistad en el instituto. Mezcla de géneros

En vez de estudiar la influencia unilateral del “ grupo de pares ” en los comportamientos sexuales de los (las) jóvenes, este artículo pretende estudiar las transformaciones del entorno amistoso de los (las) alumnos (as) de los institutos relativas a sus primeras relaciones sexuales, partiendo de una doble perspectiva cuantitativa y cualitativa llevada con alumnos (as) de 15 a 18 años.. La iniciación sexual de los (las) jóvenes está enmarcada en un contexto de desarrollo del conjunto de las relaciones heterosexuadas, pero esta dinámica no toma las mismas formas para los chicos y para las chicas. Las chicas tienen entornos relacionales más mixtos que los de los chicos, con lo cual la componente masculina de las redes de sociabilidad adolescente parece siempre la más importante. Las redes de amistades de las chicas siempre están más afectadas que las de los chicos por una relación amorosa o sexual. Las chicas, más que los chicos, adoptan con mayor frecuencia las amistades de su pareja, a veces, en contra de las suyas propias. A lo largo de sus encuentros amorosos, parece que las chicas estén sujetas a una especie de “ nomadismo relacional ” que refleja una forma de dominación de las redes masculinas en la sociabilidad adolescente que se instaura con las primeras relaciones sexuales.
Nicole Mosconi y Rosine Dahl-Lanotte
¿ Es técnico, es para ellas ? las chicas en los departamentos técnicos industriales de los institutos

Este artículo,describe , a partir del análisis de entrevistas, la experiencia escolar de chicas que han elegido hileras no tradicionales de la enseñanza tecnológica, ingeniería civil y térmica. Se examinan sucesivamente las motivaciones de sus opciones, sus relaciones con sus iguales varones, señaladas por la recepción favorable de algunos y las resistencias de la mayoría, señaladas con bromas sexitas, y, en los talleres , la sobreprotección, el aislamiento o la limitación a tareas subalternas ; las relaciones con los (las) enseñantes, de ayuda por parte de algunos (as), más o menos discriminatorias por parte de otros (as) ; y finalmente sus proyectos profesionales, también diferenciados, entre aquellas que esperan poder ejercer un oficio relacionado con su formación y aquellas que, a raiz de prácticas en empresas, sacan consecuencias pesimistas respecto a su inserción laboral y se plantean, más o menos completamente, su reorientación. La división de los territorios, que hace de la técnica industrial un territorio masculino, se sigue imponiendo y convierte la presencia de las chicas en una lucha cotidiana
Hyacinthe Ravet
La profesionalización femenina y la feminización de una profesión : las artistas intérpretes de música

Como otras profesiones cualificadas, el acceso de las mujeres a la práctica musical profesional es reciente e inacabada. Como artistas intérpretes, y especialmente como instrumentistas, las músicas se han colocado en los orquestas sinfónicos permanentes durante la segunda mitad del siglo XX, sin poder colocarse en todos los puestos y todos los papeles : la división del trabajo sigue siendo fuerte y limita el acceso de las mujeres a los puestos de responsabilidad como los solistas y jefes de orquesta.El artículo estudia la feminización de las profesiones de la orquesta, confrontándola con los resultados conseguidos de cara al espacio de las mujeres en otras profesiones y respecto al empleo en general. Al examinar las etapas sucesivas de una feminización cuantitativa y las modalidades de profesionalización diferenciadas entre hombres y mujeres, el artículo cuestiona las relaciones entre la feminización y los temores que conlleva, planteando la cuestión de la valoración/desvalorización de esta actividad profesional. La observación de las interrelaciones entre la transformación de las profesiones de la orquesta y su feminización, que no permite concluir sobre la degradación general de la actividad, demuestra cómo varía la percepción de la situación según la posición de los agentes comprometidos en la práctica.
Stéphanie Rubi
Los comportamientos desviantes de las adolescentes de los barrios populares : ser “ granuja ” ¿ cómo y por qué ?

Las encuestas sobre la delincuencia auto-declarada o la “ victimización ” demuestran la menor participación de las chicas –de cara a la de los chicos- en los delitos y desviaciones. Sin embargo, al reconocer la implicación de las adolescentes en determinadas formas de violencia, enfocamos dichas conductas violentas y desviantes estudiando la “ complejidad antropológica de estaviolencia ”. Comparamos los resultados de estos estudios , especialmente el que ha llevado Eric Debarbieux sobre el ambiente escolar, con las estadísticas oficiales de la delincuencia. Esta confrontación nos da unos primeros elementos de respuesta sobre la implicación de las chicas en las conductas violentas, y las peculiaridades de sus comportamientos desviantes. Los trabajos etnográficos sobre la socialización juvenil de las adolescentes de los barrios populares de Marsella, París y Burdeo se han llevado a cabo conjuntamente con la encuesta nacional sobre el ambiente escolar. Pero, si las adolescentes suelen tener mejores relaciones que los chicos con la escuela, veremos que entre estas chicas se perfilan actitudes de ruptura con la cultura escolar. Su rechazo de la escuela puede vincularse con retos como las violencias verbales y físicas contra pares y adultos (as), atentados morales contra los (las) más “ débiles ”, y a veces actos delincuentes. Si dichos “ retos ” sólo tienen un caracter desviante y reprensible para la cultura legítima, cubren un significado muy diferente en el ámbito de la “ ley del más fuerte ”, mecanismo de socialización juvenil que rige las interacciones entre adolescentes de ambos sexos en los barrios populares. Estos comportamientos “ violentos ” que demuestran el estatus social adquirido entre iguales, se convierten también en modo de relación privilegiado de las “ granujas ” en sus interacciones con los adolescentes.
Anne-Marie Sohn
Las relaciones chicas-chicos : de l “ carabinaje ” a la mixticidad (1870-1970)
Las relaciones entre jóvenes de ambos sexos siempre han suscitado la vigilancia de adultos inquietos de las consecuencias del comercio amoroso. Con lo cual estas relaciones se desarrollan bajo la mirada vigilante de los padres y del entorno. Sin embargo, el siglo que se extiende de 1870 a 1970 ve la emancipación progresiva de los (las) jóvenes, que sacuden las tutelas familiares para conseguir la libertad de salir y divertirse con sus pares. El “ carabinaje ” de la Tercera República se corroe a la par del desarrollo de la mixticidad : mixticidad en el trabajo ; mixticidad escolar que empieza entre las dos guerras mundiales y se banaliza en los años 1960. Sobre todo, la mixticidad de las actividades de ocio, , cuya oferta comercial estalla a partir de la “ belle Epoque ”hace más ilusorios los controles ya que el matrimonio de afinidades devuelve a los jóvenes la responsabilidad del encuentro y de la elección amorosa. En estas condiciones, los padres, cada vez más atentos a la felicidad de sus hijos (as), van de las prohibiciones y del “ carabinaje ” al control a posteriori, y luego a una confianza basada en las responsabilidades recíprocas. Las chicas son las que se han beneficiado mayormente del relajamiento de las vigilancias y conquistado, aunque con retraso y con luchas tenaces, los mismos derechos que los chicos.
Bernard Vernier
Gallimessé 1966-1997.

El invento de nuevas formas de coqueteo entre los pomacos musulmanes de Grecia : estructures, historia y estrategias

El artículo describe el invento de nuevas formas de encuentro entre los jóvenes pomacos musulmanes de Grecia. Estos encuentros, observados en 1997 en seis pueblos distintos, ofrecen oportunidades diarias y casi institucionalizadas de coqueteo. La forma estructural varía de un pueblo a otro según la edad de los (las) participantes,el momento del encuentro (de día o de noche), la presencia o la ausencia de música, el tipo de traje femenino y el modo de llevarlo, el grado de individualización y de mixticidad de los encuentros, la distancia física entre chicos y chicas, la movilidad de los diferentes agentes etc… Cada pueblo se diferencia con una combinación peculiar de rasgos específicos. La selección de una de estas formas estructurales es el producto de varias coacciones como el sistema de valores relacionado con la antigüedad de la emigración y la organización física y social del espacio. El movimiento de liberación impulsado por los (las) jóvenes (sobre todo por las chicas) es el resultado de un conjunto de estrategias colectivas e individuales que , en un pueblo dado, usan de ardides con el estado de la correlación de fuerzas entre los sexos y entre las generaciones, de modo que un avance demasiado espectacular al respecto (por ejemplo un encuentro nocturno) se paga a veces con el mantenimiento del traje tradicional (por ejemplo el velo).
N° 10/2003 Prostitución : mercados, organizaciones, movilizaciones
Cristina Bruschini y Maria Rosa Lombardi
Hombres y mujeres en el mercado laboral brasileño. Un panorama de los años noventa

El texto presenta un análisis comparativo de la posición de hombres y mujeres en el mercado laboral del Brasil durante los años noventa. Sus bases de referencia son los años que abren y cierran el decenio y dos momentos claves de la coyuntura económica de entonces : 1993 y 1995. La perspectiva es una mayor profundidad temporal de los análisis anteriores y al mismo tiempo, la exploración de nuevos puntos de vista tales como la distinción de raza / color y de nivel de escolaridad de mujeres y hombres, elemento determinante para la obtención de mejores empleos o para el desempeño de profesiones reconocidas. El contenido de este artículo reposa esencialmente sobre datos obtenidos en el Instituto Brasileño de Geografia y de Estadísticas (IBGE), del Ministerio del trabajo y del Empleo (MTE) y del Ministerio de Educación (MEC).
Chen Mei Hua
Los deseos sexuales masculinos y sus contradicciones : masculinidad, estilo de vida y sexualidad.
El caso de los clientes de las prostitutas de Taiwan

La mayoria de estudios feministas encuentran en la prostitución una expresión de la masculinidad ; tal percepción sin embargo, ignora las diferencias entre los clientes y la diversidad de significaciones sociales atribuidas a la frecuentación de prostitutas. A partir de entrevistas con clientes y trabajadoras del sexo en Taiwan, este artículo analiza el recurso a la prostitución, tomando en consideración la sexualidad masculina y la pertenencia de clase de los clientes. Demuestra cómo los sujetos de diferentes clases sociales viven de maneras diferentes su relación sexual con las prostitutas, cómo tratan la contradicción entre la moral social constituida en torno a la prostitución, la estigmatización del cliente o la fidelidad en el matrimonio y el hecho de transformar a las mujeres en objetos de transacciones sexuales. No obstante, el artículo contesta la ideologia de que en Taiwan, se explica éste fenómeno por las &quot;pulsiones sexuales masculinas&quot; y demuestra al mismo tiempo que el consumerismo sexual está en grán parte muy planificado y particularmente por los hombres considerados socialmente de la clase media. Ante todo, el artículo muestra que las solicitaciones emocionales de los clientes no se limitan, según ellos, al sexo sino que están estrechamente relacionadas a la manera en que ellos conciben el placer sexual.
Chris Corrin
La &quot;trata de blancas&quot; en Europa del Sud-Este. Particularidades locales, generalidades internacionales.

Las discusiones feministas sobre la trata de blancas y la prostitución están ligadas a las arengas y políticas que atañen a derechos del hombre a fin de evaluar las propuestas destinadas a disminuir las tensiones que pesan sobre la situación de las mujeres. La manera en que se concibe políticamente la prostitución, tiene consecuencias sobre las decisiones y la formulación de estrategias políticas adoptadas por un país. Los países vecinos pueden optar por concepciones legislativas radicalmente diferentes. La libertad de elección de las mujeres, el que se sientan victimas o que se las estime como tales y sus practicas de resistencia son los problemas centrales. El tráfico de mujeres, por su constitución misma, conduce a situaciones de violencia y a formas diversas de control social. Este tráfico engendra la complejidad de relaciones entre migración, trata de seres humanos y contrabando. Una rápida visión general sobre la trata de mujeres en la región Sud-Este de Europa (SEE) hace resaltar el impacto de la militarización sobre ciertas sociedades de la antigua Yougoslavia.La trata de mujeres, en un contexto militarizado, acumula los efectos de la utilización de la fuerza y del control social para obligarlas, con medios específicos, a prostituirse.El derecho penal y la legislación sobre derechos del hombre no pueden coexistir ni acomodarse con las acciones militares y las sanciones de Naciones Unidas. Paradójicamente, dichas instancias existen para reforzar o despertar la conciencia de defensa de esos derechos elementales. En primer plano de estos debates, está el problema a la vez social e intelectual de la culpabilización de las mujeres y de los juzgamentos morales formulados sobre ellas. Investigadoras feministas consideran que la introducción de cambios prácticos y simples en la legislación sobre los derechos y las migraciones favorecería la lucha contra la trata de mujeres.
Viviane Dubol
Yo soy una prostituta, tu seras un trabajador del sexo. Una filiación imposible

Este artículo retoma, para ir más lejos, la historia universitaria e inter-asociativa de una investigación clínica sobre el acto de prostituirse. Si se pudiera señalar aquello que caracteriza la ubicación psiquica de la prosituta, seria mucho más dificil describir los mecanismos que existen entre conminación y un cuarto personage, que conducen a la declaración del : &quot;Yo soy una prostituta&quot;. El estudio del erotismo del que seria un error privar a la prostituta en el marco de las pasadas con sus clientes, puede contribuir a la búsqueda de un conocimiento de sí misma. Entre palabra y orificio corporal, ella podría vivir una experiencia de subjetivación. El autor llama la atención sobre el símbolo moderno de la prostituta construido por nuestra época y lo que entra en juego cuando se escucha decir : &quot;es un trabajador del sexo&quot;.
Lilian Mathieu
Prostitutas y feministas en 1975 y 2002 : la improbable reconducción de una alianza

En 1975 y en 2002, ante la represión policial contra las prostitutas, éstas intentaron mobilizarse. En el primer movimiento de protesta, beneficiaron del apoyo activo de militantes abolicionistas y feministas, pese a sus profundas divergencias de percepción de la prostitución, veintisiete años más tarde, en 2002, tal alianza no pudo renovarse. Las causas de tal désolidarización pueden explicarse por los cambios que durante estos ventisiete años han ido configurando nuevas formas tanto del espacio de la prostitución como del sector de la asistencia médico-social que les está reservado ; pero tambien, a nuevas formas de reflexión sobre este tema y del propio militantismo feminista.
Insa Meinen
La reglamentación de la prostitución y de las relaciones sexuales por los ocupantes

Esta contribución se situa en el cruce entre la sociología de las profesiones, los estudios sobre el género y la historia militar. A partir de fuentes inéditas alemanas y francesas, analiza el reglamento de la prostitución impuesto por las fuerzas de ocupación alemanas entre 1940 y 1944. En apariencia, se trataba de una serie de medidas epidemiológicas destinadas a controlar la difusión de enfermedades venéreas, una de las obseciones de la Wehrmacht. Lo cierto es que el Estado mayor aleman intentaba impedir todo contacto de sus soldados y las francesas, fuera de su control. Pero el objetivo último, llevaba a reglamentar las relaciones hombres mujeres entre las fuerzas de ocupación y la población civil femenina. Una reglamentación de la prostitución fundada sobre la relación de poder y de represión contra las mujeres francesas ; abría así a los soldados alemanes la posibilidad de tener parte en los beneficios de la victoria.
Cyril Olivier
Bucólicas y amuralladas, las prostitutas del régimen de Vichy

En la Francia de los años negros, la prostitución adopta y reviste singulares atavios. Si bien, la actividad venal no acusa cambios repentinos y radicales, las condiciones del contexto de ocupación, duplicadas por la llegada al poder de un régimen político de los más conservadores, originan modificaciones del ámbito de la esfera decisional, induciendo prácticas inéditas. A partir del examen sistemático de archivos judiciales inexplotados, el presente trabajo evoca varios aspectos de la prostitución en la Francia de Vichy, conservando sobre todo, la opinion de la prostituta y teniendo en cuenta su lugar de trabajo.

N°7/2002 Igualdad, paridad, discriminación : la historia continúa
Nadya Araujo Guimaraes
El sexo de la mobilidad : el trabajo industrial en el Brasil de los años 1990

El artículo se concentra sobre la mobilidad intersectorial de los trabajadores de la industria brasileña. Se basa en los datos longitudinales del Ministerio del Trabajo sobre los empleados contratados y los empleados despedidos durante los años 90. Comparando la indústria petroquímica y la indústria de la construcción automóbil, dos mercados regionales del trabajo, el autor pone en evidencia la importancia de los géneros para entender las diferentes formas de mobilidad en los mercados formales del trabajo independientemente de la capacidad de absorbsión del empleo femenino y de la forma del proceso de reestructuración de estas industrias.
Geneviève Fraisse
La paridad, una palabra que se presta a todo

Debates y argumentos sustentaron la política en favor de la paridad. De momento en que la ley entró en vigor, fué posible analizarla con más distancia. A la rememoración de hechos, se agregan los primeros balances de la situación. El aspecto matemático de la paridad se acompaña de una confusión positiva tanto como negativa ante el principio de igualdad. Por haber transferido las significaciones y las ilusiones que uno tenía sobre los presuntos valores de cada sexo, se ignoró la equivalencia matemática inherente a la paridad. Esto provocó disputas a veces sorprendentes porque eran caducas. En los debates entre demócratas, es frecuente que el temor sea vivo y lo neutro se invoca como una garantia. ¿ Pero el neutro no tendrá un mejor cometido, el de una ficción, de una dinámica histórica ?
Fausta Guarriello
La promoción de la igualdad profesional : marco jurídico y mobilización de protagonistas en Italia
El paso de la noción de igualdad de trato a la noción de igualdad de posibilidades ha sido un hito en la decada posterior a la aplicación de la ley 125. Esta ley es el último jalón de los movimientos femeninos que, por medio de una vasta red de organismos institucionales han tratado de promover una cultura de acciones positivas en favor de las mujeres para poner término a los desequilibrios y para perfeccionar los instrumentos de lucha contra la discriminación. Esta mobilización institucional, a pesar del afinamiento de sus técnicas y de un ámplio trabajo de sensibilización no ha podido, sino raramente, obtener efectos duraderos sobre las políticas orgánicas de empresas y sindicatos que no han considerado nunca la igualdad de condiciones profesionales como prioridad real. La ley sobre vacaciones parentales y la reforma de la funcción de consejeros de paridad, tenía como objetivo la renovación del compromiso institucional en lo que se refiere a condiciones efectivas de igualdad : el cambio de la cultura del nuevo gobierno parece congelar dichas reformas.
Nathalie Havet et Catherine Sofer
Las nuevas téchnicas económicas de la discriminación
¿Las teorías económicas pueden dar a conocer comprarativamente la situación de hombres y mujeres en el mercado del trabajo ? Los primeros modelos de estudio de la discriminación prefiguraban la eliminación espontánea de las diferencias. Los modelos de estudio de la segunda generación, mejor que los primeros, pueden formalizar y explicar ciertos hechos observados en el mercado del trabajo : persistencia de diferencias salariales, segregación parcial entre empleos femeninos y masculinos en el mercado del trabajo, pero también diferencias en la evolución de carreras profesionales, sobre-representación de hombres en los empleos más calificados, mayores dificultades de promoción y exigencia de sobre-calificación de las mujeres. Por ello, se mobilizan nuevas aproximaciones de economía del trabajo como la teoría de la búsqueda de empleo, la del « emparejamiento » o la de los estudios actuales en información asimétrica.
Janine Mossuz-Lavau
La paridad en política : historia y primer balance
La ley que « tiende a favorecer el igual acceso de hombres y mujeres a mandatos electorales y funcciones electivas » ha sido promulgada, al cabo de muchos debates y combates, el 6 de junio de 2000. Desde entonces, en Francia – y es una primera mundial – en la mayoría de elecciones, la mitad de los candidatos tendrán que ser mujeres. La ley ha sido aplicada en dos ocasiones en 2001. Este articulo describe la historia de la ley y hace el balance de las elecciones que han aplicado esta ley, tanto como de aquellas que no la han aplicado. El objetivo del articulo es ver si hubo un efecto de incitación del proceso de paridad.

Christian Trotzier
La desestabilización de las obreras despedidas
El análisis, sobre diez y ocho años, de la trajectoria de ciento ocho obreras despedidas en el valle de Bruche, cerca de Estrasburgo, llega a la conclusión global siguiente : la mayoría de ellas sufre de una desestabilización de larga duración. El deficit de trababajo favorece la salida de la vida activa. La edad, las dificultades familiares están ligadas a estos fenómenos y desde luego están relacionadas con las desigualdades de sexo. Sinembargo, la determinación a encontrar una actividad profesional sigue siendo fuerte. El funccionamiento del mercado del trabajo femenino ligado a las exigencias de la vida familiar tiende a mantener las obreras despedidas en el mismo territorio mientras que los obreros emigran cotidianamente. El modo de acceso al nuevo empleo determina fuertemente la forma y el grado de estabilidad y la localización de este empleo. La ayuda de personas conocidas permite el acceso a empleos estables, con frecuencia en puestos de servicio. Dado que las obreras despedidas disponen de un capital social limitado, escapan dificilmente a una larga inestabilidad profesional. Esta inestabilidad está frecuentemente ligada a un endurecimiento de las condiciones de trabajo.
N°8/2002 Obreras : la parte oculta de la mejora

Anne-Sophie Beau
¿ Los (as) asalariados (as) del gran comercio : empleados (as) ?
Las trayectorias profesionales de los asalariados del Gran Bazar de Lyon entre los siglos XIX y XX

Las trayectorias profesionales de las o los asalariados (as) del Gran Bazar de Lyon, durante los siglos XIX y XX, profundamente marcados por la inestabilidad, no corresponden a la presentación que, por oposición entre obreros y obreras, señalan generalmente los estudios históricos en la categoría de empleados (as). Las condiciones de trabajo y de remuneración propuestas en el Gran Bazar, en principio, no son muy superiores a la condición obrera, que debería conducir al estatuto de empleado (a). Luego, los puestos de trabajo ocupados sucesivamente o simultáneamente por las o los asalariados (as) en el curso de sus carreras, los del mercado laboral no calificado común al conjunto de sectores de actividad, no permiten considerar los asalariados (as) del Gran Bazar como empleados (as), confirmando que desde el siglo XIX, las o los obreros (as) y las o los empleados (as) son, por lo menos en parte, las mismas personas.
Stéphane Beaud y Michel Pialoux
Jóvenes obreros (as) en la fábrica.
Notas de investigación sobre la competencia de niños y niñas y sobre el cuestionamiento del principio de la masculinidad obrera

Partiendo de una larga encuesta de terreno, realizada en la región obrera de Sochaux-Montbéliard, los autores analizan los cambios actuales del mercado laboral ligados a la importante reactivación económica de los años 1998-2001. Ponen de relieve la afluencia de trabajadores jóvenes originarios de suburbios urbanos. Estos jóvenes fueron, durante mucho tiempo alejados de las empresas y ahora, irrumpen en masa, por el medio del interinato, a la fábrica de Sochaux como a las empresas de proveedores del sector automotriz. La comparación de actividades en el trabajo, como aparece en las entrevistas realizadas tanto con las o los jóvenes obreros (as) como con los jefes de equipo de mayor edad, revelan una neta ventaja de las niñas (« serias », « motivadas », « sociales ») en detrimento de los muchachos. Estos, con frecuencia prisioneros de la « cultura callejera » en la cuál bañaron durante su adolescencia se encuentran, frente al trabajo, puestos en tela de juicio en su masculinidad obrera.
Karine Clément
Las mujeres obreras en Rusia : confusión de géneros y precaridad

Las mujeres obreras en Rusia viven el profundo deterioro de su situación a causa de las transformaciones sociales del mercado. Estas agravan la división sexuada y la discriminación de la cual las mujeres son el objeto. Ante todo, estas transformaciones someten la mayoria de los obreros a una gran inestabilidad que los obliga a desarrollar las prácticas de « arreglarselas de cualquiera manera ». En el mundo profesional, los obreros hombres se encargan de « arreglarselas », mientras que las mujeres asumen la carga física y sobre todo nerviosa de la esfera doméstica. Discriminación y división sexuada del trabajo están ligadas a las representaciones que exaltan : « la mujer-madre » y « la mujer-femenina ». En los hechos, la mujer obrera es ante todo una trabajadora de lo precario usando su vida por ganarla. Por ese razgo principal, su vida se distingue poco de la de los obreros hombres.
Para tomar toda la dimensión de la condición de las mujeres obreras, la problemática del género debe articularse con la de la destructuración del grupo obrero.
Michel Gollac y Serge Volkoff
La puesta al trabajo de estereotipos de género. Condiciones de trabajo de las obreras&quot;
La segmentacion del trabajo obrero según el género se manifiesta a través de encuestas estadísticas sobre las condiciones de trabajo, como una realización caricatural de ciertos estereotipos. Fastidio, repetición y aislamiento caracterizan el trabajo de las mujeres obreras. En cambio, ellas se mantienen relativamente al abrigo, sino de las molestias, por lo menos, de los ataques más violentos a la integridad corporal. Sus horarios son, como si dijéramos, compatibles con una actividad extra-profesional intensa. Modificaciones considerables de las condiciones y de la organización del trabajo se han producido sin que casi nada haya cambiado en las posiciones relativas a obreros y obreras. Las condiciones de trabajo de las obreras son poco objetivas. La naturalización bajo la figura de un trabajo « femenino » es un obstáculo a su mejoramiento.
Noëlle Burgi
Exilar, desocupar las mujeres

Cuando se sigue la trayectoria de las desempleadas del sector textil en paro desde hace varios años, percibimos que los argumentos clásicos que evocan la falta de motivación, de autonomía tanto como la dura realidad del mercado laboral no son argumentos del todo convincentes. Siendo mujeres, ellas sufrieron doblemente o triplemente de la indiferente inercia del entorno político y social que tiende a no reconocer el derecho de acceso a un empleo consistente a los parados desprovistos de calificaciones reconocidas. Se han visto privadas no sólo de su empleo sino tambien, y esto en nombre del “duelo” de su ex-empresa y del realismo de los “empleos modernos”, de su historia pasada y de su capacidad de comprometerse dignamente en una futura actividad asalariada.
Este exilio interior, frecuentemente vivido en el sufrimiento de la « holganza », producto de la negación por el entorno de sus identidades de mujeres activas, este exilio se conforta en la ideología de la esposa dependiente, dedicada por sacrificarse por sus parientes y por el servicio de su proximo.
Martine Lurol et Jérôme Pélisse
Las 35 horas de los hombres y de las mujeres

A partir de tres empresas, de talla, de sector y de localización diferentes, que firmaron los acuerdos Aubry I, Martine Lurol y Jérôme Palisse analizan en este artículo las diferencias entre hombres y mujeres en la puesta en marcha de las 35 horas. En las tres empresas estudiadas, las representaciones diferenciadas del trabajo afectan de manera implícita las opciones y modalidades retenidas para aplicar la reducción del tiempo de trabajo. Esto fortalece el trato diferenciado en función del género. Asi, la igualdad professional, claramente identificada en el balance social de una empresa, de hecho, es sólo un alarde, puesto que las prácticas sexuadas de gestión de personal, sujetas a la representación del empleo femenino, son transmitidas por los patrones y los asalariados. Tales prácticas producen la toma de días de reducción de tiempo de trabajo muy diferentes para los hombres y para las mujeres. En otra empresa, el crecimiento de la flexibilidad con el corolario de irregularidad de horarios y de variaciones de amplitud del tiempo trabajado como consecuencia de las 35 horas contabilizadas por anualidades, no facilita el desarrollo de un tiempo « liberado » del trabajo en particular para las mujeres no calificadas. En la tercera empresa, el no haber tomado en cuenta en el acuerdo de reducción del tiempo de trabajo una categoria de personal demuestra que el tiempo de trabajo actúa como un revelador y como un señalizador de las desigualdades entre sexos y categorias sociales. Por otra parte, las entrevistas realizadas con parejas que trabajan en la misma empresa, permiten captar las tensiones y compromisos que se producen en la vida privada o en la repartición de funciones ya que ellas no caen de su propio peso.
Elizabeth Brown, Dominique Fougeyrollas-Schwebel y Maryse Jaspard
Los paroxismos de la conciliación. Violenciaen el trabajo y violencia del cónyuge

La encuesta nacional sobre la violencia contra las mujeres en Francia (encuesta Enveff) proporciona, sobre la conciliación entre trabajo y familia, un enfoque suplementario diferente del que revela el sólo ángulo de dificultades espacio-temporales. Mientras que las desigualdades entre sexos, analizadas con frecuencia por medio de las obligaciones impuestas a las mujeres en el trabajo y la familia, los hombres beneficiarían de una libertad tangible. La encuesta Enveff permite poner en relacion directa las situaciones de violencia descubiertas en el curso de los doce últimos meses, tanto en la vida del trabajo como en las situaciones de vida en pareja. El carácter multiforme de la violencia es estudiada teniendo en cuenta los diversos tipos de violencia : interpersonales, verbales, sicológicas, físicas y sexuales cometidas en el cuadro del trabajo y por el cónyuge.
Diane-Gabrielle Tremblay
Las mujeres y el mercado laboral en el Quebec y en Canada

Este artículo presenta la situación de las mujeres en el mercado laboral canadiense y del Quebec. El artículo desmuestra que el porcentaje de actividad de las mujeres con niños se ha acrecentado considerablemente en el curso de los últimos decenios. Además, con el avance de edad de los hijos, aumenta el porcentaje de actividad. De cualquier manera, las mujeres se encuentran con frecuencia en empleos precarios o atípicos. En el contexto actual, de normalización de formas de empleo y de horarios variables las mujeres viven, a veces, dificilmente la articulación entre el empleo y la familia.

N° 5/2001 Acoso y violencia : los males del trabajo
Fabienne Bardot
La oscultación de la violencia en la empresa : médicos del trabajo declaran
Nuevas normas de trabajo y nevas técnicas de gestión de empresao, han racionalizado el aprovechamiento de mujeres y hombres como instrumentos rentables, evadiendo el valor del trabajo. El empleo que se ha vuelto preocupación primordial ha permitido, sin duda, intensificar sobre un tono más altanero las actitudes de dominación ; mientras que en el ámbito de la actividad pública, la deferencia por la ciudadania se impone lentamente reduciendo el límite de tolerancia al « mal tratamiento » del mundo de la actividad privada. Ante el fenómeno que se conoce actualmente como « hostigamiento moral » la mediación ha revelado que aquello que se vivía dolorosamente en la ignorancia general, libera súbitamente la palabra. Desde su posición, los médicos del trabajo hacen constar la amplitud de este hecho. Las mujeres lo expresan en forma masiva pero también (¿ de manera diferente ?) los hombres. Sus inquietantes revelaciones toman múltiples formas y engendran consecuencias patógenas terribles. El artículo trata de esas experiencias.
Paul Bouaziz
¿ Hostigamento moral, hostigamento sexuado ? Dificultades de una acción jurídica.
Si nos atenemos a las evidencias primordiales, parece que la voz de las mujeres esté mucho más presente que la de los hombres ; sin embargo, el análisis de las decisiones de justicia no permite distinguir de manera clara un tratamiento especial al encuentro de las asalariadas. Si la evolución del hostigamiento, en sus técnicas, sus finalidades, sus fuentes, tal como es captada por la jurisprudencia no permite, en el estado actual, distinguir una especificidad determinante en razón del sexo, cabe interrogarse sin embargo sobre las eventuales consecuencias de los nuevos artículos que es preciso introducir en el código del trabajo.
Marlaine Cacouault-Bitaud
¿ La feminización de una profesión es signo de una baja de prestigio ?
Cuando las mujeres comienzan a ejercer una profesión superior se profieren propósitos despreciativos. Ellos apuntan tanto los profesionales como la actividad que de hecho, sufrirá una desvalorización. Se observa la misma reacción cuando los efectivos femeninos aumentan o son superiores a los de los hombres. Un análisis que toma en cuenta las representaciones y los datos de encuesta, que integra además la dimensión comparativa entre épocas, profesiones y sexos, permite captar los retos de un tema recurrente. Se distingue lo que corresponde a estrategias para eliminar la concurrencia de aquello que concierne las evoluciones de orden social y institucional. Algunas de ellas se presentan como problemáticas, aunque el verso de la feminización no esté en juego. Por otro lado, las mujeres no ocupan, en el conjunto, las posiciones más valorizadas ni las menos expuestas. El cargo ocupado, la especialidad, la manera de ejercer lo que implica más o menos disponibilidad en la esfera privada, serían hoy, lineas de repartición. ¿ Situaciones y elecciones concretas de mujeres y hombres tanto en el sitio de trabajo como en el seno de la familia, son susceptibles de poner en tela de juicio las divisiones y las jerarquias tradicionales ?
Damien Cru
¿ Malestar en el trabajo : como intervenir ?
La violencia en el trabajo, no es solamente mediática. Asalariados tan diversos como bomberos profesionales, conductores de autobus, profesores, asistentes sociales y muchos otros a nivel individual, han podido señalar en condiciones concretas de sus actividades, las agresiones de las que son víctimas. Se plantea la interrogante del lugar que ocupa el trabajo en esos fenómenos de diversas violencias, denunciadas. ¿ Cómo actuar sobre la organización del trabajo para prevenir el riesgo de persecución sicológica ? ¿ Cómo nosotros que intervenimos en la empresa enfrentamos la violencia ? ¿ Qué ascendiente tenemos sobre ella ? Sabiendo que los tipos de violencia no son diferenciados, es menos en su respectiva especificidad pero mas bien en su comensurabilidad que ellos me interesan.
Marie Grenier-Pezé
Presiones corporatistas : el hostigamiento moral
La presencia de la mediación en el hostigamiento moral pone en questión su legitimidad social y sicopatológica. Descifrar la peligrosa toxicidad de la situación de hostigamiento, impone examinar de cerca las diferentes posturas identitarias vinculadas a la situación de trabajo. Se trata de resignar ese nuevo síndrome en un contexto más ámplio : el de los efectos positivos y negativos de la organisación del trabajo sobre la salud síquica y física. Los mecanismos individuales de defensa y las estrategias colectivas mobilizadas por los sujetos para mantenerse en el trabajo, pueden reunir o dislocar un colecivo de trabajo, induciendo a signalar una víctima propiciatoria. La interrogación de los valores organizativos de la empresa, autorizan la banalización del mal ejercido sobre alguien, y su sistematización en técnicas de disciplina de corporación. La fuerza simbólica de movimientos propios al oficio es un incentivo, particularmente eficaz de desequilibrio sobre la economia sicosomática. Los procedimientos utilizados son comparables a las técnicas de tortura o de iniciación ritual. La desafiliación, es decir el abandono del grupo de pertenencia inscribe el sujeto en una soledad mayor. El contacto con la red que toma a cargo estos problemas : médico del trabajo, médico inspector, médico generalista, sicólogo no es sólo una estrategia médico-administrativa. Ese trabajo de vínculo pone un término simbólico a la soledad del hostigado y un punto de interrupción a la inextricable situación sicosomática que estaba en curso.
Armelle Testenoire
¿ Las carreras femeninas : incertidumbre o proyecto ?
Si el comportamiento de la actividad de las mujeres de medio popular se ha transformado profundamente en el lapso de una trentena de años, la evolución de sus carreras sigue siendo problemática. El análisis realizado a partir de entrevistas biográficas de hombres y mujeres de medio popular, pone en evidencia que ellos interpretan y describen de manera diferente sus respectivas trayectorias profesionales. Mientras que los hombres enfocan sus carreras en el marco de un proyecto (inicial o reconstituido a posteriori), los relatos femeninos expresan un fuerte sentimiento de incertidumbre. Las profesiones femeninas no disponibles al efecto se tratan etapa por etapa en el seno de una pareja. Las carreras masculinas impuestas como evidencia, benifician de hecho de un gran margen de autonomia. De esta manera, hombres y mujeres exteriorizan sus desemejanzas de individualización a nivel profesional. Es lo que modela fuertemente sus respectivas actitudes frente a la carrera.
N° 6/2001 Mujeres providenciales : hacerse cargo de los hijos y de los padres
Jeanne Fagnani
La política de acojida de la primera infancia : luces y sombras
A partir de los años setenta, en relación con la creciente inserción de madres de familia en el mercado laboral, la colectividad ha puesto en obra diversos dispositivos en favor de familias con niños de corta edad estableciendo particularmente estructuras de acojida para la primera infancia. Desde los años ochenta, para favorecer la lucha contra el paro, se ha privilegiado el refuerzo de dispositivos ligados a los modos de guarda individuales. Sin embargo, subsisten aún numerosas lágunas. Además de la insuficiencia constante de sitios en las guarderias infantiles, la atención y la educación de los niños siguen siendo atributos casi exclusivos de las mujeres tanto en la esfera privada como en la profesional. Los puestos de asistentes maternales o de guarda a domicilio son generalmente precarios y con frecuencia mal remunerados. Las disparidades sociales persisten en lo que se refiere a alternativas y acceso a los diversos modos de guarda, aunque las reformas recientes contribuyan de una cierta manera a atenuarlas.
Isabel Georges
Los empleos operacionales en las telecomunicaciones : comparación entre Francia y Alemania La transformación de actitudes en la actividad de las mujeres en Francia y Alemania desde 1960 está abarcada a partir de los empleos de bajo estatuto en la función pública.
En dos paises europeos similares en muchos aspectos, el estatuto de la actividad femenina sigue siendo diferente. Al contrario de lo que sucede en Francia, en Alemania, el estatuto matrimonial y el hecho de tener hijos ahonda la diferencia entre las mujeres que ejercen y las que no ejercen una actividad continua. Partiendo de esa observación general, este articulo se propone analizar esta dinámica a través de los empleos de la función pública y de la manera práctica en que las mujeres los ejercen. Yo estudio en particular la función de un prototipo de trabajo femenino asalariado considerado como poco calificado, a través del análisis calitativo de los modo de ver el trabajo y el empleo de un subgrupo de una categoria socio-profesional, la de los(as) empleados(as) y particularment, las operadoras al servicio de la información telefónica.
Ute Gerhard
Politica social y maternidad : el caso de la Alemania del este y de la Alemania occidental
Este artículo aborda el tema de la manera en que las políticas sociales y aún más precisamente las regulaciones institucionales y la ley afectan tanto a la conducta social de madres de familia como a su vida cotidiana. En la medida en que dichas prácticas se inscriben en modelos culturales y en normas sociales de las sociedades consideradas, surge el interrogante de cómo la cultura de diferentes &quot;Estados providencia&quot; es determinada por sus orientaciones y sus valores, siendo éstos productos de la historia. Se trata de saber qué efectos provocan la ley y el orden legal sobre el comportamiento social. Estos interrogantes se plantean en este artículo a partir del análisis de diferentes políticas sociales de la ex Alemania del este y de la Alemania occidental y de sus efectos sobre las prácticas cotidianas y las oportunidades que se abren a las mujeres. Se puede comprobar que hay diferencias evidentes en la vida cotidiana de las mujeres y en su concepción de la maternidad. En el este, ellas consideran como normal el poder conciliar trabajo salariado y maternidad, mientras que en el oeste, los sentimientos son ambivalentes sobre todo en lo referente a sus responsabilidades. El caso alemán es particularmente instructivo, puesto que las mujeres del este como del oeste comparten raíces históricas comunes. Puede ser útil explorar cómo las ideas, las prácticas y las políticas que están profundamente enraizadas vuelven a la superficie con el tiempo. Las orientaciones muy diferentes de las políticas sociales en el período de la posguerra en las dos alemanias proporcionan un campo fértil a la exploración de esas significaciones.
Jane Jenson
De un régimen de cuidadanía a otro : la remuneración de atenciones y cuidados sociales
Varios son los &quot;Estados providencia&quot; europeos donde la dependencia ligada a la edad es reconocida hoy como un riesgo casi equivalente al paro o a la enfermedad. Esta se convierte en un riesgo al que pone remedio la cuidadanía social. Este artículo demuestra que el establecimiento de semejantes prestaciones va mucho más lejos que la creación de una nueva medida social ; es signo de un cambio en el régimen de la ciudadanía y por lo tanto, participa a la fundación de un nuevo régimen. Este artículo analiza tanto la evolución de la situación en el contexto de regímenes de ciudadanía reestructurados después del desmoronamiento del concenso de la posguerra sobre las funciones respectivas del Estado y del mercado, como las consecuencias de las nuevas disposiciones sobre las relaciones sociales entre diferentes sexos.
Marie Thérèse Letablier
El trabajo centrado sobre &quot;el projim&quot; y su conceptualización en Europa
El objetivo de este artículo es el de examinar el concepto de &quot;care&quot;, sus orígines y su utilización en las investigaciones feministas anglosajonas. Las dificultades de traducción de este concepto prueban su complejidad frente al concepto francés del trabajo por &quot;los otros&quot; y de los servicios en favor de particulares. La originalidad de las diferentes visiones feministas anglosajonas consiste en relacionar los conceptos de &quot;care&quot; y de &quot;social care&quot; con las tipologías de los sistemas europeos de protección social de una parte y de la otra, con la problemática del trabajo benévolo de las mujeres en el seno de la familia. Nosotros mostramos el interés de estas diferentes visiones subrayando el pluralismo de conceptualizaciones sobre la igualdad de sexos que las alimentan.
Claude Martin
Las políticas de protección social de personas de la tercera edad dependientes
La dependencia de personas de la tercera edad, es decir la necesidad de ayuda que éstas requieren en las tareas cotidianas, representa desde los años ochenta un nuevo problema público. Ese fenómeno tiene importantes repercusiones en lo que se refiere a la diferencia entre los sexos, no sólo porque las mujeres confrontan este problema con mucha más frecuencia dada la diferencia de esperanza de vida respecto a los hombres, pero tambien porque es sobre ellas que recae la responsabilidad de atención y de ayuda en las familias, ya sea como miembros de la red familiar o profesional. Se comprende entonces que cualquier definición de una política sobre este tema es crucial desde el punto de vista de la igualdad de posibilidades entre hombres y mujeres. En primer lugar, este artículo propone un esquema de análisis que permita identificar los asuntos de diferencia entre sexos que entran en juego en la evolución de los sistemas de protección social. En segundo lugar, esta problemática se aplica a la implantación de reformas relativas a la dependencia de personas de la tercera edad en Francia e identifica sus consecuencias en lo que se refiere al género ya sea en el plan de actividades de &quot;caring&quot; o de protecciones profanas o profesionales.
Rachel Silvera
Género y economía : los encuentros frustrados
El género es con frecuencia un asunto olvidado de teorías y de políticas económicas. Es cierto que las corrientes neoclásicas (teorias del capital humano, de la discriminación…) han consagrado numerosos estudios a la oferta de trabajo femenino y particularmente a la oferta de trabajo a las mujeres casadas, basándose para ello en la especialización de las funciones en el seno de la familia sin jamás ponerlo en duda ni revisar sus contenidos. En lo que se refiere a las corrientes heterodoxas, por lo menos entre sus textos fundadores y quizás fuera de la teoria de la segmentación, han ocultado totalmente el género, a pesar de que el centro vital de su análisis es el de las disparidades. Además, últimamente, las políticas económicas han perpetuado ese silencio, borrando la dimensión sexuada en las medidas establecidas. El objetivo de este artículo es así, el de entablar una reflexión sobre el lugar que debería tener el género en la economía. Empieza por examinar la situación de las principales corrientes económicas en Francia desde los años 1960-70, para luego terminar con una ilustración de dicho silencio en materia de política económica en lo que se refiere al asunto de género de los trabajadores pobres.

N°3/2000 El género masculino no es neutro
Anne Cova
Genealogía de una conquista : maternidad y derecho de las mujeres en Francia Fines del siglo XIX – XX

Desde fines del siglo XIX, hasta 1939, transcurren años, durante los cuales la idea de protección de la maternidad sigue su curso. Sigue un largo recorrido, no precisamente rectilíneo, que permite percibir la construcción del Estado Providencia en Francia. Grandes rupturas se suceden a fines del siglo XIX sin que ninguna ley específica a favor de la protección maternal sea promulgada. El inicio del siglo XX es testigo de las primeras leyes relativas a la protección de la maternidad, reconocen el derecho de ciertas madres a ser protegidas y la obligación para el Estado de asegurar dicha protección. Es, entre las dos guerras, cuando comienza el ciclo de los seguros que reemplaza el de la asistencia. Los diversos movimientos de mujeres no cesan de reivindicar la protección de la maternidad y son participantes activos, entre otras reivindicaciones, puesto que este no es el tema exclusivo en la construcción del Estado protector.
Ute Frevert
El ejercito : &quot;escuela de la masculinidad&quot;. El ejemplo de Alemania en el siglo XIX

Con el servicio militar obligatorio, el ejercito en Alemania, durante el siglo XIX no es una &quot;escuela de la nación&quot; sino una &quot;escuela de la masculinidad&quot;. Esta misión, formulada en los discursos de pedagogos y de políticos desde fines del siglo XVIII e inicio del siglo XIX, encuentra un echo favorable en los oficiales durante el transcurso de este ultimo siglo. Sin embargo, no hay unanimidad sobre el contenido de la formación. La evolución siguió el curso de las transformaciones internas al ejercito y las del lugar que este ocupa en la sociedad.
Charles Gadéa y Catherine Marry
Los padres ganadores. Descendencia y éxito profesional en los ingenierosAl contrario de las mujeres, los ingenieros masculinos conocen un éxito profesional tanto mas notorio que poseen una descendencia numerosa. A partir de un examen de la literatura sobre los hombres y sobre los ingenieros en particular, dirigimos la discusión sobre la hipótesis principal que sugiere esta constatación. ¿Quienes son esos padres a quienes sonríe el éxito y la fortuna profesional ? ¿ Serán los &quot;breadwinners&quot; en el sentido parsoniano del termino, sostenidos en su carrera por una esposa bien dotada , para los cuales la responsabilidad de niños a alimentar, estimula un celo en el trabajo apreciado por los empleadores, o de ingenieros mas conformes que los otros a las representaciones dominantes de la virilidad ? Al término de nuestro análisis, sostenido por diversas encuestas estadísticas sobre ingenieros diplomados responsables de empresa, es difícil diferenciar radicalmente esas diversas figuras. Es el caso para la figura mas sorprendente, la de los ingenieros solteros y sin niños con carreras netamente menos brillantes.
Pascale Molinier
Virilidad defensiva, masculinidad creativa

En base a las investigaciones clínicas y teóricas en psicodinámica del trabajo, el autor sostiene la idea de que el análisis de los procesos sociales y subjetivos que construyen la masculinidad creadora en contra posición ala virilidad defensiva, es una etapa capital en la construcción del sistema social de sexo.
Gilles Moreau
Los falsos pretextos del aprendizajeLa estructura sexuada de los oficios al inicio de las formaciones, permite pensar que las diferenciaciones entre las trayectorias de inserción profesional masculinas y femeninas dependen esencialmente de la organización del mercado del trabajo. Esta idea indispensable, sin duda alguna, no toma en cuenta, no obstante, una reflexión sobre lo que significa aprender un oficio. El ejemplo del aprendizaje en la empresa, sector donde la separación de sexos es fuertemente establecida, demuestra que mas allá de la estructura sexuada de las profesiones, existen estructuras mentales que marcan profundamente la relación al aprendizaje de un oficio. En efecto, las niñas aprendices se vuelcan prioritariamente hacia el acceso al oficio y a la habilidad para cumplirlo mientras que los muchachos, se inscriben de hecho en una relación salarial, minimizando, de esta forma, la importancia de la formación. El hecho de que perduren esas estructuras mentales, dependientes de aspectos sociales, en el caso de aprendices atípicos (es decir, formados en las especialidades dominadas por el otro sexo) muestra cuanto son interiorizadas y que no es suficiente que mujeres y hombres estén en concurrencia directa en el mercado del trabajo para que los hombres hagan alarde de una condescendiente neutralidad.
Françoise Picq
Día internacional de la mujer. El seguimiento de un mito

El 8 de marzo, es celebrado en el mundo el día de las mujeres. Se dice que esta fecha conmemora una huelga de costureras en Nueva York en 1857. Sin embargo, en la historia americana, en esta fecha, no hay trazas de un movimiento de obreras. La conferencia internacional de mujeres socialistas que ha decidido organizar esta celebracion anual en 1910, no ha hecho referencia a un tal acontecimiento ni fijado la fecha del 8 de marzo. Es mucho mas tarde, en los años 1950, que la leyenda de las costureras neoyorkinas a tomado forma y ha sido divulgada. Este articulo expone las etapas y los resultados de la encuesta que han permitido esta aclaración y se interroga sobre las motivaciones de las mujeres socialistas en 1910 y sobre las que han llevado mas tarde a otras mujeres, a dar un origen nuevo a esta antigua celebración.
Sophie Pochic
¿ Cómo volver a encontrar su lugar ? Desempleo y vida familiar de dirigentes o responsables masculinos

Para comprender cómo el desempleo desestabiliza el lugar que ocupa el hombre en el seno de su familia, hay que colocar este acontecimiento dentro de una configuración familiar y dentro de una división de trabajo doméstico que se construye con la historia conyugal. Dos ideales-tipo de masculinidad han sido despejados en una población de dirigentes o responsables en paro, en la región sur. El modelo tradicional del : &quot;hombre-principal-contribuidor de recursos&quot; parece muy deteriorado puesto que el hombre se encuentra con recursos decrecientes que le impiden seguir asumiendo su rol de padre y de marido. El modelo mas igualitario del &quot;hombre-compañero&quot; parece atravesar mejor esa prueba, puesto que el puede justificar durante este periodo de una presencia y una disponibilidad creciente en el entorno familiar. El desempleo sigue siendo, sin embargo, una negación del pilar principal de la paternidad moderna : el trabajo.N°4/2000 – Historias de pioneras

Konstantinos Chatzis
Mujeres ingenieros en Grecia (1923 – 1996) : la creciente feminización de una profesión en crisis

Destinado al encuentro entre el sexo femenino y la carrera de ingeniero en Grecia, este articulo intenta una primera reconstitución y el análisis de los episodios más importantes de una “conquista” iniciada hace tres cuartos de siglo y que, con ritmos cada vez más acelerados, continua hasta nuestros días. Las diferentes etapas que jalonan el acceso creciente de la mujer griega a la profesión de ingeniero, son ilustradas por un análisis del mundo de los ingenieros griegos, cuya estructura particularmente atípica en relación con las características predominantes de la profesión en otros países europeos, toma en cuenta el desarrollo económico de la sociedad griega, que es igualmente original.
Carole Christen-Lecuyer
Las primeras estudiantes de la Universidad de Paris

Si algunas mujeres han hecho en Francia una tímida entrada en la Universiidad durante el segundo imperio, es bajo la Tercera República que reconquistan este lugar reservado a los hombres. A comienzos de siglo XX, representan un 3% de inscritos contra un 30% en 1938. Esta conquista es el resultado de cuatro tipos de precursoras. Primero la Bachiller, que proviene de la autodidáctica, puesto que la enseñanza secundaria femenina es establecida tardiamente, en 1880 y que no prepara para el bachillerato, primer escalón hacia la Universidad. Segundo, las estudiantes de la Universidad de Paris, quienes revelan tanto las dificultades encontradas por esas mujeres para ingresar a ciertas facultades particularmente la de derecho, como las dificultades a existir en tanto que mujeres que estudian. Tercero, las estudiantes extranjeras se salvan del olvido aquellas que han abierto las vias de las estudiantes francesas. Por último, el cuarto tipo, las diplomadas que nos permiten una aproximación de la funccionalidad o la no funccionalidad de los estudios femeninos.
Marielle Delorme-Hoechstetter
A los orígenes de HEC Jeunes Filles, Louli Sanua

Figura singular en el mundo del feminismo burgués de principios de siglo, Louli Sanua ha creado, en 1916, la primera escuela superior de comercio para muchachas jóvenes, que se convierte en el HECJF (escuela superior de comercio para muchachas). Pedagoga y organizadora de talento, esta joven maestra de 30 años ha logrado formar una red de ayudas en el mundo político y educativo que, en ochos años, le han permitido dar existencia a un establecimiento de enseñanza superior cuya reputación se ha afirmado rápidamente. Formó unas 4.500 mujeres jóvenes. Desde su apertura, su fundadora ha combatido por hacer aceptar y reconocer la legitimidad del trabajo de las mujeres, su aptitud a cumplir funcciones técnicas o de responsabilidad administrativa y por la igualdad del estatuto y de remuneración con sus colegas masculinos.
Irina Gouzevitch y Dmitri Gouzevitch
La via rusa de acceso de las mujeres a la profesionalización (1850 – 1920)

El caso ruso que presentamos aqui, se refiere al nacimiento y a la historia de una institución muy original : el Instituto Politécnico para mujeres, creado en San Petersburgo en 1906. Este estudio de caso es interesante desde diversos puntos de vista. En primer lugar, éste parece ser el primer fénomeno del siglo XX, en la historia de la enseñanza para mujeres jóvenes. Un otro ejemplo comparable, seria la Escuela Francesa Politécnica para muchachas que, de hecho, data sólo de 1924. En segundo lugar, ese fenómeno desempeña un papel particularmente estimulante en la aparición y el futuro desarrollo a esta escala, de la enseñanza técnica para muchachas. En tercer lugar y de esta manera, es un símbolo que corona un dificil combate mantenido durante más de un siglo por la igualdad de derechos y el libre acceso de las mujeres rusas a la enseñanza superior. Por último, es una paradoja puesto que su existencia misma está ligada estrechamente a la historia de las revoluciones rusas, tanto la de 1905 como la de 1917 : la primera está al origen de la enseñanza para muchachas, mientras que la segunda cancela su estatuto de institución autónoma. A fin de integrar el caso ruso en la histora transnacional de las mujeres y de las técnicas, intentaremos responder a las siguientes interrogantes : cómo esta institución ha podido surgir en Rusia ? Porqué ha tomado esta forma especifica a este periodo particular ? Cuáles fueron sus exigencias, sus metas, sus retos ? Quiénes fueron sus principales actores y sus seguidores ? Cuál fué su lugar en la enseñanza general de la Rusia Imperial ? En qué la via rusa de la enseñanza técnica para mujeres fué identica o diferente de la de los otros paises en Europa del oeste ?
Michel Lallement
En puesto, a tiempo parcial

Para adaptarse a la nueva situación económica que se impone a ella, la administración de correos ha adoptado, desde hace algunos años, una serie de medidas, uno de cuyos objetivos consiste en favorecer la profesionalización del trabajo y la flexibilidad del empleo. A este propósito, se hizo una campaña de promoción interna sobre el tiempo parcial. Fundado en los resultados de una enquesta realizada en dos oficinas de servicio postal de provincia, este artículo pone en evidencia el hecho de que, lejos de responder a una lógica de conciliación : “trabajo, familia”, el empleo a tiempo parcial es adoptado, sobre todo, por los asalariados que juzgan las condiciones de trabajo difíciles a aguantar ; por lo cual, y en consecuencia, las perspectivas de mobilidad se reducen a cero. Por otra parte, para superar la oposición : “elección – obligación”, es propuesta la caracterización de formas de empleo a tiempo parcial, gracias a la observación y con ayuda de categorias Hirschmanianas de colectiva acción.
Carola Sachse
Trabajos domésticos e injusticia. Estudio comparativo de las dos alemanias después de 1945El excedente de la población femenina constituye uno de los problemas raciales más controvertidos de la postguerra. Sin embargo, este tema desapareció del discurso político después de 1949, fecha de la fundación de los Estados alemanes. Las mujeres solteras se convirtieron en una minoria silenciosa que, bajo ciertos aspectos, se sentía desfavorecida con relación a las mujeres casadas. Un punto de cristalización de este sentimiento de discriminación fué el “Dia de quehaceres domésticos” y su organización jurídica. Se trataba de un día de vacación remunerada, reservado a las trabajadoras asalariadas para permitirles realizar los más importantes trabajos domésticos. Ese privilegio fué rechazado no sólo a los hombres sino aún más y en mayoria a las mujeres solteras. Al este como al oeste, ellas, tanto como algunos hombres, se alzaron violentamente contra esta medida descriminatoria. A través de esos conflictos, es – según la tésis central del texto – un sentimiento de injusticia el que se expresa y ese sentimiento atestigua de una continuidad en las mentalidades que va más allá de diferencias políticas y de sexo.

N° 1/1999 Trabajo y pobreza : la parte de las mujeres

Tania Angeloff
Migajas de empleo : tiempo parcial y pobreza
El desempleo está siendo, a ciencia cierta, una idea fija de políticos y de economistas pero parece esconder otra realidad : el sub-empleo y la flexibilidad. Estos dos aspectos van a la par del desarrollo del trabajo a tiempo parcial y son sinónimos de precariedad y de pobreza en el trabajo. Este artículo procede de un estudio sobre trabajadores de los sectores de la ayuda doméstica, de la limpieza y de la grán distribución en situación precaria (contratos precarios o escasez de horas de trabajo con una regulación institucional insuficiente o inexistente). El objetivo de este estudio es poner en evidencia la ambigüedad del trabajo en ciertas condiciones, trabajo femenino, a tiempo parcial, sin calificación o en empleos sub-calificados, sin garantía de empleo a largo plazo, sin posibilidad de evolución de carrera. Sin hacer una tipología, propiamente dicha, de la pobreza, conviene mostrar hasta qué punto el empleo, tal como se concibe en estos últimos años (en una política de lucha contra el índice a dos cifras del desempleo), conduce a empeorar la situación de pobreza en el trabajo. Este fenómeno se debe sobre todo a un desarrollo del trabajo a tiempo parcial, tipo de trabajo que toca, en prioridad, a las mujeres.
Françoise Battagliola
Mujeres al margen de la actividad, al centro de la flexibilidadDesde hace treinta años, la actividad profesional de las mujeres sigue creciendo, aún cuando éstas tienen a cargo niños pequeños. Sin embargo, un cambio radical de esta tendencia aparece a mediados de los años noventa : es frecuente ver mujeres, sobre todo entre las más jóvenes y las más modestas, interrumpir su actividad al nacer su segundo hijo. El hecho de que se entrelacen sus compromisos familiares precoces y su entrada en el mundo del trabajo, afecta los itinerarios profesionales de las madres jóvenes. Estos itinerarios están marcados por el desempleo y la precariedad. Expuestas a la flexibilidad del tiempo de trabajo y a formas atípicas de empleo, incitadas a dedicarse a la educación de sus niños pequeños por las políticas sociales, expuestas a confrontaciones entre hombres y mujeres en el seno de la familia, estas madres jóvenes se encuentran excluidas del mercado del trabajo. Esto a pesar del hecho que su lazo con el empleo sigue siendo viváz.
Pierre Concialdi et Sophie Ponthieux
El riesgo de los salarios bajos : afecta prioritariamente a las mujeresDesde hace unos quince años, el fenómeno de los salarios bajos no cesa de incrementarse y de penalizar sobre todo a las mujeres. El riesgo de un salario bajo está ligado, antes que nada, a las características de los empleos ocupados y principalmente al tiempo parcial que concierne sobre todo a las mujeres. El desarrollo del tiempo parcial fue acompañado por un aumento sensible del tiempo parcial impuesto. Los bajos salarios no son forzosamente salarios complementarios. En más o menos un caso sobre tres, el bajo salario representa el único ingreso de la familia. El incremento de la persistencia de los salarios bajos, observado estos últimos quince años, toca sobre todo a las mujeres. En lo que se refiere a los hombres, parece que los bajos salarios corresponden más bien a situaciones transitorias.
Geneviève Fraisse
Las condiciones de la igualdad económicaLa legitimidad del trabajo de las mujeres sigue siendo incierta. Está claro que la autonomía salarial, desde el siglo XIX, es la clave de esta incertidumbre. Porque, en una palabra, el trabajo es la libertad. Antes de examinar los medios de una igualdad económica y profesional, hay que recordar que el trabajo es una condición de la libertad de las mujeres, razón por la cual la palabra paridad es inadecuada cuando se trata de esto. Desde luego, ésta es política, lingüística y doméstica. Estos adjetivos de la paridad indican cuáles son los lugares de poder y de debate democrático, de gobierno, principalmente doméstico y político. Estos lugares son también una condición de la igualdad económica. Queda por demostrar, por los textos y las acciones jurídicas, sociales, políticas, la necesidad de esta igualdad. Demostrar y producir la igualdad, esto es lo que está en juego.
Maria Jepsen, Danièle Meulders et Isabelle Terraz
Tiempo parcial y amenazas de pobreza : la situación de las mujeres en BélgicaCuando el dilema frente al desempleo parece situarse entre una mayor flexibilidad del mercado del trabajo, que multiplica los salarios bajos y la pobreza y un sistema dónde la protección del trabajo es importante pero dónde la pobreza concierne a los excluidos, existen pocos artículos que se dediquen precisamente al grado de relación entre bajos salarios y pobreza. Además, los que estudian este tema, se focalizan sobre los asalariados que trabajaron todo el año a plena dedicación o sea los que constituyen una población estable por definición. En un contexto de generalización del tiempo parcial, preconizado por muchos paises como un promedio de compartir el trabajo, nos parece esencial reconsiderar la relación entre salarios bajos y pobreza incluyendo a los trabajadores a tiempo parcial. Además, como el tiempo parcial es una actividad típicamente femenina, nos pareció interesante examinar esta relación poniendo de relieve el tiempo de trabajo y el sexo del trabajador. Los salarios de las mujeres que trabajan a tiempo parcial forman, efectivamente, la mayor parte de los salarios bajos en Bélgica. No obstante, esas personas no son vulnerables cuando viven en pareja porque se encuentran esencialmente en las familias de ingreso medio. En cambio, esta situación representa un factor de riesgo de pobreza futura en un contexto de multiplicación de separaciones entre parejas. Tambien es un riego para el período de retiro de estas personas. Por cierto, las personas que pueden ser afectadas por la pobreza son las que benefician de escasos o de ningún derecho propio en el sistema de seguridad social actual.
Martine Lurol
Cuando las instituciones se encargan del asunto del trabajo de las mujeres, 1970-1995

La feminización del salariado y el aumento constante de la cantidad de mujeres en el mercado del trabajo impulsaron la creación de instituciones destinadas a examinar los problemas específicos planteados por el ejercicio del trabajo asalariado de las mujeres y a facilitar esta actividad. Tres períodos pueden ser señalados en la marcha progresiva de instituciones que marcan momentos importantes en la evolución de estructuras y en las decisiones de tomar a cargo la cuestión del trabajo de las mujeres. Esto, según el contexto de cada período estudiado. El período 1970-1980 contribuye a una evolución lenta pero progresiva de las instituciones. Pasamos de un Comité de estudio y de contacto a un Secretariado de Estado. El período 1981-1986 está marcado por una fuerte institucionalización y la creación de un Ministerio de Derechos de la Mujer que pretende otorgar pleno derecho a la mujer como individuo y particularmente, en términos de igualdad profesional con los hombres. En el período 1988-1995 se nota el abandono de una voluntad política hacia las mujeres que se traduce institucionalmente por el cambio de un Ministerio con plenos poderes a un Secretariado de Estado y luego a un servicio al interior del Ministerio del Trabajo, estructura administrativa sin capacidad de decisión ni de impulso.
Elisabetta Ruspini et Chiara Saraceno
Pobreza de los salarios/precaridad de los ingresos. El caso de las mujeres en ItaliaUn análisis de los datos facilitados por el Banco de Italia permitieron a las autoras averiguar una hipótesis : la pobreza de las mujeres que trabajan está frecuentemente compensada y también disimulada en el seno de la familia. Efectivamente, los datos sobre los recursos individuales muestran que las mujeres que trabajan tienen, de manera más frecuente que los hombres, ingresos inferiores a lo que se considera como límite de la pobreza, particularmente si son trabajadoras independientes. Otras investigaciones muestran que las mujeres son dos veces más numerosas entre los trabajadores pobres y que la diferencia entre los salarios medios de los hombres y los salarios medios de la mujeres alcanza a un 20%. Además, la mayor diferencia concierne a las mujeres casadas aunque esto no signifique sistemáticamente que están en una situación de pobreza, puesto que pueden aceder a una parte del ingreso familiar. Estos elementos denotan en todo caso una vulnerabilidad sea en las negociaciones intra-conyugales, sea en caso en que el matrimonio se deshaga. Esta vulnerabilidad está confirmada por los resultados de investigaciones sobre los efectos económicos de la separación conyugal. Para concluir, las autoras ponen el acento sobre los riesgos que hace correr a las mujeres la utilización, cada vez más frecuente, de tests hechos en el dominio de políticas sociales, para evaluar los recursos de las familias.
Agnès Thiercé
La mujer pobre en el siglo XIX vista por J.-V. DaubiéLa femme pauvre au xixème siècle, obra publicada en 1866, es el resultado de una amplia investigación sobre la condición y los medios de sustento de las mujeres. Representa un trabajo inédito de la miseria de las trabajadoras. El autor, Julie-Victoire Daubié, gran figura del feminismo del Segundo Imperio es nada menos que la primera mujer que obtuvo su diploma de bachillerato en Francia. Denuncia una miseria diversificada que toca con crueldad a la mujer sola, viuda o soltera. Es una miseria económica dónde la desigualdad salarial se justifica por la sub-capacitación de las mujeres en gran parte excluidas de las estructuras de enseñanza general y profesional. Además de ser económica, es una miseria política y moral que señala la responsabilidad del Estado y de los hombres.
N°2/1999 ¿El empleo es un derecho ?
Cynthia Cockburn
Las relaciones internacionales tienen un género en la union europeaLa Union Europea ha adoptado medidas para que sindicatos y empresarios participen a la construcción de una política europea. Las estructuras y el desarrollo de ese &quot;Dialogo social europeo&quot; conformarán de esta manera un espacio internacional en el cual sindicalistas de los estados miembros de la unión puedan encontrarse y elaborar un programa común en este espacio. En el mismo sentido, se han movilizado las mujeres para entrar en la arena e introducir una perspectiva de genero en el seno de las intervenciones de los movimientos de trabajadores en la política europea . En base a mis recientes investigaciones, este articulo pretende analizar dichas evoluciones. Partiendo de las actuales criticas feministas sobre la teoría de relaciones internacionales, muestra de que manera las incursiones de las mujeres en el espacio internacional tienden a dar una nueva definición de las preocupaciones en relaciones internacionales, de sus actores y de sus conceptos.

Annie Fouquet y Claude Rack
Las mujeres y las politicas del empleo¿ Es el empleo un derecho ? ¿ Es un derecho para los ciudadanos ? ¿ Es un derecho para las mujeres ? ¿ De qué manera las políticas del empleo toman en cuenta el género ? El empleo, no aparece en el derecho sino a principio de los años ochenta, cuando la norma de empleo deja de ser un objetivo de política económica : (&quot;el pleno empleo&quot;), para convertirse en uno de los aspectos de las políticas sociales. En este contexto, las mujeres son apenas reprentadas puesto que la noción de empleo se apoya sobre el puesto de trabajo obrero, industrial, masculino, calificado, estable y a tiempo pleno. De allí provienen las garantías sociales que corresponden muy poco al lugar que ocupan las mujeres. Generalmente sin calificación, en servicios, en empleos a tiempo parcial o a duración punctual o &quot;’inactivas&quot;, estas últimas obtienen sus garantias sociales del doble papel de trabajadoras asalariadas y de esposas (derechos desviados). Las políticas específicas del empleo, que se desarrollan a partir de los años ochenta sin elucidar la noción de empleo, no han tomado en cuenta la situación específica de la mujer y han reproducido globalmente las desigualdades entre hombres y mujeres en el mercado del trabajo. Dotados de bajos importes o de importes simbólicos, los dispositivos específicos han jugado solamente un papel marginal antes de ser progresivamente suprimidos. La herencia universalista que en Francia impregna el derecho y la práctica de los actores, impide una reflexión sobre la &quot; acción positiva&quot;. ¿ La nueva estrategia europea para el empleo, aplicada en Francia, a traves del Plan Nacional de Acción por el Empleo (PNAE) 1999, que utiliza indicadores cifrados correspondientes a la igualdad entre hombres y mujeres producirá un virage decisivo y durable en las practicas francesas ?
Antoine Jeammaud y Martine Le Friant
El incierto derecho al empleoSegún el preámbulo de la constitución francesa de 1946 &quot;cada quien tiene (…) el derecho de obtener un empleo&quot;. La duda persiste sin embargo, cuanto a la &quot;positividad&quot; de un tal derecho. Los especialistas del derecho del trabajo reconocen a este enunciado un modesto &quot;valor juridico&quot;. El viene a ser el fundamento constitucional de la politica pública del empleo habilitando particularmente al legislador a producir las reglas que pretenden favorecer el pleno empleo. Sin embargo, una aproximacion &quot;realista&quot; de lo que es derecho valido sobre el territorio de la Republica (el derecho positivo), deja percibir que la proclamación de este derecho en principio sorprendente, tiene un alcance mas amplio. El analisis de los efectos ya probados o probables de esta disposicion en el juego del derecho (efecto de legitimacion, efecto de obstruccion, orientacion interpretativa de otras disposiciones), le otorga consistencia. Ello autoriza a convenir que el derecho frances da lugar al derecho de conseguir un empleo por muy singular que este sea desde el punto de vista de su denominacion y de su estructura.
Sarah Lecomte
Acceso al empleo : un espejismo para las asistentes maternalesInscrita integralmente en el universo privado domestico, la actividad profesional de las asistentes maternales &quot;empleadas&quot; directamente por particulares, se apoya jurídicamente sobre un estatuto salarial reciente y mas que indeciso, acumulando a la vez los ingredientes de la inseguridad institucionalizada y de la invisibilidad. Actividad recluida asimilada con frecuencia al trabajo clandestino, a servicios gratuitos, y a intercambios extra comerciales, una ocupación ejecutada o debiendo ejecutarse dentro del &quot;orden natural de las cosas&quot; que elude, de hecho, la base económica de la reclación salarial, &quot;naturalización&quot; de las habilidades maternales, son elementos que impiden el acceso al rango de empleo de esta actividad que, como consecuencia, no deja de ser una figura del subsalariado y del subempleo. El empleo entre particulares a domicilio sigue siendo un espejismo, socialmente reservado a las mujeres, sobre todo de medios populares.
Michel Miné
La ley sobre las 35 horas puesta a prueba en los derechos de las mujeresEste articulo jurídico analiza las principales disposiciones del proyecto de ley sobre la reducción de duración legal del trabajo, a la luz de los derechos femeninos. Apoyándose sobre el método de la discriminación indirecta, pone un acento particular sobre los posibles, y a veces probados, efectos desfavorables de ciertas reglas, en lo referente al tiempo de trabajo. Examina tambien los silencios del proyecto, fuente de desigualdades profesionales para las mujeres. Llama la atención sobre puntos esenciales para los asalariados, relegados con frecuencia del debate, como la modificación de los horarios de trabajo o en el de los derechos individuales. Demuestra así la importancia, a ún fuertemente subvalorada, del derecho a la negociación en la empresa y abre vias de reflexión para reformular el derecho del tiempo de trabajo, apoyandose específicamente sobre los derechos fundamentales de la persona y sobre los principios juridicos suceptibles de garantizar la igualdad de trato a las mujeres.
Sylvie Schweitzer
Las mujeres representando al EstadoLa historia de las mujeres en el trabajo es, con frecuencia, la historia de contradicciones entre los discursos dominantes y los hechos. Pero es tambien la historia de paradojas. Impedimentos, presiones sociales, obsesiones sobre competencia e inteligencia ; abunda la elocuencia para justificar el aislamiento de las mujeres y reservar a los hombres los sitios de decisión y de autoridad. Sin embargo, fugazmente y localmente, el Estado ha sabido acordar a las mujeres un lugar en la institución como es el caso de jefas de servicio o el de inspectoras del trabajo, cargos que, a veces, revisten cierta importancia. Es tambien el caso de las inspectoras de asilos y de las inspectoras generales del Ministerio del Interior. Las investigaciones sobre estas profesiones y funciones son, por el momento, apenas ezbozadas. Solo se intenta recordar que en plena misoginia expuesta durante los siglos XIX y XX, las mujeres están presentes en las jerarquías de la función pública, poniendo en evidencia fuertes contradicciones sociales.